Brasil

Dança do poder

Quando Zico chegou à diretoria do Flamengo para comandar o departamento de futebol, poucos, se é que houve alguém, pensaram que poderia não dar certo. Afinal, é o maior ídolo da história do clube e que tem experiência no exterior no futebol, como técnico, além de conhecer a Gávea.

A oposição a ele dentro do clube, porém, começou a minar o processo. Não que ele não esperasse esse tipo de reação – Zico sabia onde estava se metendo. O que ele não esperava era o abandono de Patrícia Amorim. O Galinho queria se defender das acusações feitas pela oposição a ele no clube. Patrícia se calou.

Sem sentir o respaldo, Zico desistiu e pediu demissão, de forma até atabalhoada, abrupta. Deixou o cargo depois de quatro meses. Patrícia Amorim lamentou. E convocou alguns dos velhos nomes da política no clube para comandar o departamento.

A crise no clube envolvia também o técnico, Silas. Sem Zico, que o trouxe, o técnico, que já estava “demitido” por diversos membros da diretoria rubro-negra antes mesmo do clássico contra o Botafogo, agüentou a pressão por pouco tempo. Perdeu a chance de deixar o cargo ao ver que não tinha mais respaldo de parte alguma. Esperou para ver o que aconteceria. E recebeu a notícia que todos já sabiam da presidente quando foi ao clube.

A negociação com Vanderlei Luxemburgo, que já estava em andamento, foi acelerada. O técnico deixou de lado a sua grande comissão técnica para assumir apenas com seus auxiliares. Uma mudança de postura de um técnico em baixa, mas que assume o clube pelo qual torce e tem carinho.

Se a comissão técnica não é mais o “estafe” do Luxemburgo dos bons tempos, uma de suas exigências está mantida. O técnico terá poder de decisão no departamento de futebol, a função de “manager” que tanto gosta. Um poder que era de Zico. Ou que deveria ter sido…

Carpegiani e São Paulo: reencontro de conhecidos

O técnico Paulo César Carpegiani voltou ao São Paulo para finalmente ser a cara do técnico em um clube que vinha à deriva. Sergio Baresi pode ser técnico um dia, mas atualmente, não era. Rogério Ceni tinha mais poder do que Baresi.

O goleiro, aliás, é um dos que aprovam a vinda de Carpegiani, com passagem no clube em 1999. Na época, não conseguiu títulos, ainda que tenha conseguido boas campanhas. Ganhou o apelido de professor Pardal por mudar muito o time, rótulo que ele rechaçou.

Capregiani tem experiência e chega com respaldo de Juvenal Juvêncio. Tem o apoio do líder do time e da comissão técnica permanente do São Paulo. Pode fazer melhor do que Baresi. Resta saber quanto tempo ele terá para mostrar o seu trabalho.

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Equipe Trivela

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