Brasil

Cruzeiro x Atlético-MG é jogo com mais expulsões no Brasil, mas não bate recorde mundial

Final do Campeonato Mineiro ficou marcada por confusão generalizada entre jogadores, com 23 cartões vermelhos

A final do Campeonato Mineiro , vencida pelo Cruzeiro, ficou marcada por uma confusão generalizada no final do clássico entre Cruzeiro x Atlético-MG. A briga entre os jogadores rendeu 23 expulsões, que se tornou o jogo com mais cartões vermelhos da história do futebol brasileiro

Após as cenas de violência extrema no gramado do Mineirão, protagonistas da partida como Hulk e Tite falaram sobre o ocorrido, que repercutiu, naturalmente, de maneira negativa no mundo todo.

Quem foi expulso no clássico estadual?

Cruzeiro

  • Cássio
  • Fagner
  • Fabrício Bruno
  • João Marcelo
  • Villalba
  • Kauã Prates
  • Christian
  • Lucas Romero
  • Matheus Henrique
  • Walace
  • Gerson
  • Kaio Jorge

Atlético-MG

  • Everson
  • Gabriel Delfim
  • Preciado
  • Lyanco
  • Ruan Tressoldi
  • Junior Alonso
  • Renan Lodi
  • Alan Franco
  • Alan Minda
  • Cassierra
  • Hulk
Lance entre Éverson e Christian iniciou briga generalizada entre jogadores de Atlético-MG e Cruzeiro (Foto: IMAGO / Onzex Press e Imagens)

Na súmula, o árbitro Matheus Candançan expulsou Everson e Chirstian, que protagonizaram o lance que originou a confusão, e justificou com a descrição da jogada. O restante recebeu cartão vermelho pela seguinte motivação:

“Expulso por, durante briga generalizada, após o término da partida, desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto”.

Portuguesa x Botafogo e Avaí x Figueirense com 22 expulsões

Até a partida deste domingo (8), no Mineirão, a marca nacional era de 22 vermelhos, que ocorreu duas vezes no século XX: no Torneio Rio-São Paulo de 1954, Portuguesa x Botafogo; e em um amistoso entre Avaí x Figueirense, em 1971.

Na década de 1950, Lusa e Glorioso viviam tempos tempos de glória com craques como Nena, Ceci, Renato, Garrincha, Floriano e Dino da Costa. Paulistas e cariocas se enfrentaram no Pacaembu e, ainda no 1º tempo, a Portuguesa abriu 3 a 1 sobre o Botafogo, como relembrado pelo site “Última Divisão”.

Nesse momento, a Lusa começou a aplicar a famosa “catimba”, demorando para cobrar laterais, tocando a bola de um lado para o outro, com o intuito de perder tempo. Nesse contexto, o zagueiro Thomé perdeu a paciência quando foi cobrar um escanteio a favor do Glorioso, mas foi atrapalhado por Ortega.

O defensor do Botafogo partiu para cima do jogador da Portuguesa, dando início a uma briga generalizada. Os reservas e membros de ambas comissões técnicas também trocaram socos e pontapés. A saída para o árbitro Carlos de Oliveira Monteiro foi mostrar o cartão vermelho para todos os titulares, encerrando a partida.

Já a partida da década de 1970 foi idealizada por dirigentes e militares de Florianópolis para homenager o Golpe da Ditadura de 1964. Felipe Matos, historiador e criador do site “Memória Avaiana”, recordou ao portal “UOL” que as cenas lamentáveis deram início nos primeiros minutos do 2º tempo.

A versão mais aceita para o princípio do entrevero foi que o atacante Cláudio provocou o zagueiro Deodato. A resposta do zagueiro do Leão veio com um chute no abdômen do atacante do Figueira, desencadeando uma verdadeira batalha generalizada.

Apenas os goleiros ficaram de fora da pancadaria. O árbitro Gilberto Nahas expulsou todos aqueles que começaram jogando e encerrou a partida antecipadamente. O episódio foi abafado na imprensa por influência do regime militar, mas o duelo ficou conhecido como o “Clássico da Vergonha”.

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Futebol argentino já registrou 36 cartões vermelhos

O recorde mundial de partida com mais cartões vermelhos no futebol pertence a Claypole x Victoriano Arenas, em 2011, quando 36 atletas foram expulsos. A partida, válida pela quinta divisão argentina, terminou com todos os jogadores relacionados expulsos — os 22 titulares e os 14 reservas.

Segundo o “Guinnes World Records”, o episódio da 23ª rodada daquela Primera D foi descrito pelo árbitro em seu relatório pós-jogo como uma “briga generalizada”, fruto de uma série de confrontos e entradas duras no gramado.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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