‘Principal culpado é ele’: A briga em Atlético-MG x Cruzeiro mancha o futebol brasileiro
Após confusão generalizada, que terminou com 23 expulsos, protagonistas do conflito no Mineirão deram suas versões
Cenas de violência intensa marcaram a final do Campeonato Mineiro. A partida entre Cruzeiro e Atlético-MG terminou em pancadaria generalizada e com 23 expulsos ao todo, um recorde no futebol brasileiro. Enquanto a bola rolou, a Raposa venceu por 1 a 0, com gol de Kaio Jorge, neste domingo (08), e ficou com o título estadual.
A confusão começou aos 51 minutos do segundo tempo, quando o goleiro atleticano Éverson e Christian se estranharam após uma falta marcada do cruzeirense dentro da área. A partir da discussão de ambos, a pancadaria se iniciou de uma forma veloz e quase impossível para o trio de arbitragem controlar.
Houve troca de socos, empurrões e ofensas dos dois lados, com jogadores experientes como Cássio, Fágner, Lyanco e Hulk envolvidos. O atacante atleticano admitiu a gravidade do ocorrido e pediu desculpas pelas cenas protagonizadas no gramado do Mineirão.
— Eu não me recordo de ter participado de violência assim numa partida de futebol em que estive presente. Não me recordo. É lamentável, eu não vou cansar de pedir desculpas. Claro que a gente está defendendo nossas cores, vamos defender até a morte. A gente tenta apaziguar, mas o sangue quente, a gente vê um companheiro sendo agredido, automaticamente vai reagir. Tem que defender o companheiro e as cores do teu time — afirmou o camisa 7 do Galo.
A atuação do árbitro Matheus Candançan durante toda a confusão foi criticada por Hulk, que viu falhas na conduta do árbitro durante todo o clássico mineiro.
— [A briga] Poderia ser evitada, poderia ser evitada. Não canso de falar que o principal culpado de tudo que aconteceu é o Matheus, o árbitro. Eu tinha falado com ele no início do segundo tempo: ‘se você não tiver o controle do jogo, esquece’. Começou a ter tapa na cara, empurrão e ele não fazia nada — completou.
Tite, técnico do Cruzeiro, também lamentou o ocorrido. Para o treinador, a pancadaria poderia ter sido evitada caso o árbitro fosse “um pouco mais experiente”.
— Eu lamento. Não queria que acontecesse dessa forma. Estava muito no final do jogo. Poderia ter sido evitado. Posso falar o meu sentimento? Se o árbitro é um pouquinho mais experiente, ele termina em um momento específico do jogo em que tu não tenhas contato, conflito. Talvez tenha faltado um pouquinho de experiência. Tanto é que terminou o jogo logo depois. Ele é jovem, apitou bem, mas faltou um pouquinho de experiência maior para ele deixar o espetáculo melhor e terminar num momento oportuno. Independentemente do conflito, houve erros das duas partes — disse o treinador.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F03%2Fcruzeiro-galo-scaled.jpg)
Jornais mundiais comentam briga generalizada
A briga generalizada entre os gigantes do futebol mineiro foi notícia em todo o mundo. Jornais estrangeiros repercutiram o ocorrido e chegaram a descrever como ‘batalha campal’ entre jogadores do Atlético-MG e do Galo.
A “TyC Sports”, da Argentina, definiu a briga como algo “deplorável” e “excessivo”, reforçando também que a confusão envolveu o técnico argentino Eduardo Domínguez, recém-contratado pelo Atlético Mineiro.
— A deplorável e excessiva briga que manchou a final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético Mineiro de Eduardo Domínguez estabeleceu um recorde na história do futebol brasileiro: 23 jogadores foram expulsos por joelhadas, socos, chutes voadores, empurrões, corridas e ameaças — escreveu o jornal.
Já o “Olé”, também da Argentina, repercutiu o ocorrido e o recorde negativo para o futebol brasileiro, definindo como um episódio lamentável em nosso país.
— Uma verdadeira batalha irrompeu na partida entre Cruzeiro e Atlético Mineiro: 23 jogadores foram expulsos, estabelecendo um novo e triste recorde no Brasil — escreveu.
Não foi só na América do Sul. Jornais europeus também noticiaram o ocorrido e lamentaram que a briga generalizada tenha marcado a final do estadual entre dois clubes grandes do Brasil.
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F03%2Fcruzeiro-galo-1-scaled.jpg)
— O escândalo do Brasil termina com um número recorde: 23 jogadores expulsos — escreveu o “AS”, da Espanha.
Por fim, o inglês “Daily Mail” ressaltou o fato de jogadores do porte de Hulk terem participado da confusão. O atleta brasileiro tem importantes passagens por clubes europeus como Porto e Zenit.
— Um dos jogadores que se enfureceu foi Hulk. O jogador de 39 anos, que disputou a Liga dos Campeões pelo Porto e pelo Zenit São Petersburgo, foi flagrado em vídeo dando um soco nas costas do capitão do Cruzeiro, Lucas Romero, que foi pego de surpresa. Romero caiu imediatamente no chão — escreveu.