Brasil

Projeto Wesley simboliza Corinthians de António Oliveira: ‘Temos que ter paciência’

António projeta amadurecimento do atacante de 19 anos no Timão, mas ressalta: 'Sozinho não vai resolver todos os problemas'

Wesley sozinho não faz verão, e António Oliveira sabe disso. Apesar de desempenhar um papel fundamental no sistema ofensivo do Corinthians, ele ainda vive um processo de amadurecimento e, por conta disso, ainda toma algumas decisões erradas em momentos decisivos dos jogos. No último domingo (14), no empate sem gols diante do Atlético-MG, pela estreia do Campeonato Brasileiro, a atuação do jogador de 19 anos foi uma das melhores em campo, mas passou longe de resolver os problemas do Timão.

— Wesley é um jogador do um contra um, que sozinho não vai resolver todos os nossos problemas. É um jogador que nos leva muito à frente pela habilidade, mas falta alguém para atacar a profundidade, para afundar mais a linha do adversário. Eles criaram um dois contra um com ele, e ficou difícil — afirmou António Oliveira em coletiva de imprensa após o jogo.

Por mais que cometa erros, Wesley é um dos principais nomes do atual elenco. Contra o Galo, ele recebeu a maior pontuação do time, segundo avaliação do Sofascore: 7,3. O goleiro Cássio e o zagueiro Félix Torres foram os únicos que receberam a mesma nota.

António projeta a permanência do atacante no Corinthians por pelo menos mais duas temporadas, porque acredita que isso será fundamental em sua evolução. O português até brincou que o atacante ainda é um “pouquinho folgado” pela idade.

— Temos que ter paciência, ele tem 19 anos, o bom para ele é permanecer mais um ou dois anos aqui. São os comportamentos dentro e fora do campo, tem aprendido, às vezes acho ele um pouquinho folgado, mas vai aprender, cada um tem suas características, ele tem as dele, e para o bem dele, ficar com a gente um tempo, dentro e fora, para se tornar uma melhor pessoa. Quanto melhor pessoa, melhor profissional seremos. Tenho um elenco fantástico — acrescentou.

Formação atual

António Oliveira tem apostado num esquema mais ofensivo, com três atacantes. Desde a última partida, pela Copa Sul-Americana, os nomes do ataque são: Wesley, Romero e Pedro Raul na titularidade, enquanto Pedro Raul entra no segundo tempo. Sendo assim, António opta por Raniele, Rodrigo Garro e mais um no meio. Essa vaga tem ficado entre Fausto Vera e Breno Bidon, uma vez que Maycon, Igor Coronado e Paulinho continuam em processo gradativo de cargas após sofrerem lesões.

— Muito satisfeito com o rendimento de todos. Já fui torcedor e quando as coisas eventualmente a gente poderia ter feito mais, os que estão fora sempre são melhores que os que estão dentro. Geralmente é assim. Mas é viver jogo a jogo, ver onde podemos crescer, ver os espaços que adversários oferecem, quais jogadores encaixam — comentou o técnico português.

— Não gosto de individualizar, Coronado vem bem, tem entrado bem, vem de um processo difícil, dois meses sem treinar, tivemos de condicionar, teve dengue, vai cada vez mais atrasando sua conclusão, é preciso cautela. Não podemos correr risco. Maycon só podia jogar aquela minutagem, é preciso cuidado, temos que ser sempre assertivos a cada jogo — acrescentou.

O próximo desafio do Corinthians será contra o Juventude, na quarta-feira (17), às 20h (horário de Brasília), no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, pela segunda rodada do Brasileiro.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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