Garro, Memphis e Yuri mostram que história no Corinthians não teve ponto final
Timão venceu o primeiro clássico em 2025 com atuação alá arrancada no fim do ano passado
Antes de enfrentar o Santos, o Corinthians havia vencido sete dos nove jogos disputados em 2025. A exceção eram justamente os clássicos. O Timão perdeu para o São Paulo e empatou com o Palmeiras.
Ainda faltava a “cereja do bolo” para o time classificado às quartas de final do Paulistão com três rodadas de antecedência e que havia arrancado da zona do rebaixamento do Brasileirão para uma vaga à Libertadores no fim do ano passado.
E ela veio nesta quarta-feira (12). Não só em um duelo contra o Santos, mas no primeiro clássico disputado pelo Peixe com Neymar em campo após o retorno.
Com exceção dos 10 minutos iniciais de total pressão santista, foi o Corinthians quem ditou o ritmo da partida e mostrou que, realmente, a história não teve ponto final.
A frase foi usada como campanha de marketing do clube alvinegro no fim da última temporada, para dar ao torcedor o sentimento de que a sequência positiva no fim de 2024 seria mantida no início de 2025.
Além do triunfo contra um dos maiores rivais, o duelo também teve sabor de ano passado, pois foi dominado pelo trio formado por Rodrigo Garro, Memphis Depay e Yuri Alberto.
O meia argentino estreou como titular na temporada e teve mais uma das atuações de gala, controlando o meio-campo. O atacante neerlandês foi novamente decisivo em um clássico. E o centroavante brasileiro mostrou que a “lei do ex” realmente não falha e marcou os dois gols do Timão contra o clube que o revelou.
10 x 35: levou a melhor quem dominou o jogo por mais tempo
Com uma formação diferente, tendo três zagueiros e um lateral no sistema defensivo, o Santos parecia que colocaria o Corinthians no bolso nos primeiros 10 minutos.
Mesmo com amplo volume de jogo, o Peixe só levou perigo ao gol de Hugo Souza uma vez. Em um chute de Diego Pituca fora de área que foi defendido pelo goleiro corintiano.
O Timão, então, começou a se encontrar e não demorou para abrir o placar.
Primeiro, Rodrigo Garro cobrou falta pelo lado direito e obrigou Gabriel Brazão a fazer grande defesa.
No minuto seguinte, André Ramalho interceptou um passe errado de Tiquinho Soares e iniciou a jogada do primeiro gol da partida.
O zagueiro do Timão acionou Matheuzinho que, por sua vez, serviu Martínez. O venezuelano, mais uma vez muito bem atuando como meia-direita, cruzou, e Yuri se antecipou a João Basso para abrir o placar.
Depois de ir às redes, o Corinthians passou a dominar o jogo. E o volume que no início do jogo era santista passou a ser do Timão.
Os únicos momentos em que o Santos levou perigo na primeira etapa após sofrer o gol foram em uma sequência em que Thaciano chutou para fora e Neymar obrigou Hugo Souza a fazer grande defesa.
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Tava com saudades do trio, Fiel?
Controlando o jogo, o Corinthians chegou ao segundo gol ainda no primeiro tempo em lance que teve a marca do trio que é amado pela Fiel.
Rodrigo Garro deu um passe espetacular, colocando Memphis Depay na cara do gol. O neerlandês matou no peito e encontrou Yuri Alberto sozinho. O artilheiro corintiano no ano passado escorou para o gol vazio e chegou à terceira bola na rede na temporada.
Foi a partir da arrancada da trinca ofensiva que o Corinthians disparou no fim da última temporada. E foram eles novamente quem reforçaram que a história não teve ponto final em 2025.

Além dos badalados, “peões” também tiveram atuação de destaque
Não somente as estrelas do Corinthians tiveram atuação especial na noite desta quarta-feira (12), mas atletas com menos destaque também tiveram papel fundamental no triunfo corintiano.
O lateral-direito Matheuzinho fez ótima partida, inclusive roubando uma bola no Neymar na origem do segundo gol corintiano.
O volante José Martínez jogou novamente como meia-direita e foi muito bem. O venezuelano já havia se destacado jogando assim contra o São Bernardo, no último fim de semana.
O zagueiro André Ramalho também foi bastante consistente na defesa.
Briga entre os estafes no elevador antes do segundo tempo
Pouco antes da volta para o segundo tempo, a Trivela registrou um momento de tensão entre membros do estafe e diretoria de Corinthians e Santos por conta de um dos elevadores da Neo Química Arena.
Representantes do Peixe reclamaram do equipamento reservado à eles para o acesso às tribunas e camarotes do estádio corintiano. Segundo relatos escutados, o meio de transporte foi três vezes para o terceiro andar e não voltou para o primeiro, onde os santistas estavam.
Por sua vez, pessoas do estafe corintiano não gostaram do tom de cobrança usado pelos funcionários do Santos, iniciando a confusão que pode ser vista abaixo.
Neymar sai de campo vaiado, Peixe melhora, mas morre no hospício (não na praia)
Em seu terceiro jogo desde que voltou ao Santos, Neymar novamente passou em branco.
O atleta até buscou o jogo, mas foi controlado pela forte marcação do Corinthians.
O camisa 10 santista foi substituído aos 22 minutos do segundo tempo, vaiado e xingado pela torcida do Timão.
Após a saída do craque, o Peixe começou a pressionar e ainda chegou a um gol, marcado por Guilherme, mas que não mudou o status da partida.
O Corinthians venceu o primeiro clássico em 2025 e deixou claro que a história da temporada passada ainda não teve ponto final.
Público histórico em Itaquera
O clássico entre Corinthians e Santos registrou o maior público da história da Neo Química Arena, com 48.169 pessoas.
O recorde superado foi a vitória corintiana por 2 a 1 sobre o São Paulo, no primeiro confronto pela semifinal da Copa do Brasil em 2023, que levou 46.517 à arena alvinegra.



