Como ginástica financeira tem atrapalhado o Corinthians no mercado da bola
Timão tenta equilibrar controle das finanças e investimentos no futebol, mas até o momento não teve sucesso e só perdeu tempo
Não é segredo que a realidade financeira do Corinthians é bastante delicada. E isso tem prejudicado muito o clube no período de mercado.
Em conjunto, comissão técnica, departamento de futebol e diretoria trabalham para realizar uma ginástica durante a janela de transferências que permita investimentos no elenco, mas sem loucuras.
A ideia é conciliar o controle das finanças de modo que a parte esportiva não seja prejudicada. No entanto, até aqui, a direção corintiana não tem conseguido equilibrar esses pratos.
A negociação pelo atacante Biel é o principal exemplo disso no momento.
O clube rapidamente notou que, para disputar a contratação do atleta, precisaria abrir mão da política de não investir na aquisição de direitos econômicos.
Mesmo assim, as condições apresentadas não foram suficientes para convencer o Sporting, de Portugal, a firmar o negócio.
Neste ínterim, o Corinthians não teve sucesso no negócio, perdeu tempo e voltou à estaca zero na contratação de um atacante que atue pelas pontas, que é prioridade para a comissão técnica.
Enquanto isso, o Timão não possui negócio algum adiantado para a sequência da temporada e deve voltar às competições com o elenco praticamente igual ao que entrou de férias – com exceção da saída de Igor Coronado e de outras que ainda podem vir.
Saídas também contribuem para dificuldade nas chegadas
A ideia da diretoria corintiana é esvaziar um pouco mais o elenco para reduzir a folha salarial, assim como aconteceu com Igor Coronado, que teve o contrato rescindido em comum acordo.
Atletas como Félix Torres, Diego Palacios, Hugo e Ryan, por exemplo, estão na lista para serem negociados ou emprestados.
Assim, o Timão trabalha no mercado para encontrar algumas saídas para esses jogadores, o que também impacta na energia depositada em reforçar o elenco.
Somados, os salários mensais desses atletas giram em torno de R$ 1,5 milhão. Caso o clube consiga destino para todos, o alívio financeiro será de aproximadamente R$ 3,5 milhões – somando Coronado, que já saiu.

Por conta desses cálculos, inclusive, o Corinthians tenta ao máximo que os possíveis acordos para o empréstimo desses ocorram sem que o clube permaneça pagando parte dos vencimentos.
A ideia é que a atenuação da folha também permita algumas entradas – em especial de atletas que possam chegar sem custos de investimento.
Por outro lado, a diretoria não quer substituir custos e pretende reduzir cada vez mais a média salarial do elenco.
Assim, a intenção é que até mesmo os jogadores que forem contratados sem a necessidade de aquisição dos direitos também se enquadrem em uma política salarial mais modesta.
Isso, por exemplo, tem sido fator determinante na negociação entre o Timão e o atacante Carlos Vinicius.

Ainda que esteja livre no mercado, após deixar o Fulham, da Inglaterra, a pedida salarial do atleta inicialmente mantinha o padrão que ele recebia na Premier League. Isso o colocaria entre os custos mais altos do elenco.
Desta forma, as conversas seguem na busca pela redução nesses pagamentos. Já houve alguns acenos positivos, mas o Timão tenta diminuir ainda mais as cifras para encaixar.
A ideia é que os atletas estejam em prateleiras salariais que condigam com as expectativas que o clube possui na contratação deles.
No caso de Carlos, por exemplo, a ideia é aproveitar a oportunidade do atacante estar livre no mercado para encorpar o elenco com uma alternativa a Yuri Alberto – que é uma das estrelas do elenco, mas, ainda assim, tem mercado para deixar o clube.



