Após falta de acerto por Biel, Corinthians tem dificuldades de atender pedido de Dorival
Treinador deseja a contratação de um atacante de beirada, enquanto diretoria monitora o mercado e vê posição inflacionada
O Corinthians voltou à caça por um atacante que atue pelos lados do campo após desistir do negócio com o Sporting, de Portugal, por Biel. A contratação de um jogador para esse setor é tratada como prioridade pelo técnico Dorival Júnior desde que chegou ao Timão, no fim de abril.
Porém, o departamento de futebol está com dificuldades de encontrar no mercado atletas com as características desejadas pelo treinador e que se enquadrem na política financeira do clube alvinegro.
Dorival entende que o elenco corintiano dá a ele poucas alternativas de profundidade e pede a contratação de um atleta que possa agregar em velocidade e enfrentamento no um contra um com os adversários, sobretudo pelos lados do campo.
A diretoria, por sua vez, vê o mercado inflacionado, principalmente se tratando de atletas com essas características.
O executivo de futebol Fabinho Soldado tem como braço direito Renan Bloise, chefe do departamento de análise de mercado. Os dois trabalham em conjunto e partilham das dificuldades do Corinthians em encontrar um ponta com bom custo-benefício.
Nem Biel era exatamente o que o Corinthians procura no mercado
A ideia corintiana é encontrar um jogador que chegue com status de titular e não precise de muito tempo para adaptação. Porém, isso é visto como algo impossível dentro do cenário financeiro que o clube se encontra.
Conforme o apurado pela Trivela, as avaliações internas do Timão apontam que um atleta com as características pretendidas pela comissão técnica e dentro do patamar desejado custa, pelo menos, entre 10 e 15 milhões de euros (R$ 63,8 a 95,8 milhões, na cotação atual), recurso que o clube não possui no momento.
Biel, por exemplo, agradou por apresentar as características pretendidas por Dorival Júnior, mas nunca foi visto como um atacante incontestável.
A insistência no negócio, porém, esteve atrelada a dois fatores:
- A empolgação do jogador, que comprou a ideia do projeto corintiano – entre ele e o clube, inclusive, tudo estava acertado;
- O vislumbre do Corinthians em ser um negócio possível de se enquadrar financeiramente.

O cenário em que o Sporting estava disposto a negociar Biel se mostrava positivo para o Timão tentar a contratação do atleta. Em meio a crise financeira vivida pelo clube, se buscou inicialmente a alternativa de um negócio sem custos, por empréstimo. Os portugueses, porém, não aceitaram.
Pela escassez do mercado e a possibilidade de contratar um jogador com as características desejadas pela comissão técnica por um custo-benefício avaliado como positivo, a diretoria corintiana reconsiderou até mesmo a política de não investir na aquisição de direitos econômicos de jogadores nesta janela de transferências.
Foram traçadas algumas manobras financeiras, como a compra de apenas um percentual dos direitos do atacante ou até mesmo integral, mas por um valor abaixo do solicitado pelos portugueses, que era de 7 milhões de euros (R$ 44,7 milhões, na cotação atual).
Nenhuma dessas estratégias, porém, agradou ao Sporting e o negócio foi encerrado.
Agora, sem Biel, o Timão volta à estaca zero no mercado. O clube segue monitorando o mercado, mas ciente das dificuldades de encontrar um atleta dentro das características desejadas pela comissão técnica e que se enquadre na realidade financeira do clube.
Após duas semanas de folga e outras duas de inter temporada, o Corinthians volta a campo no próximo domingo (13), às 19h. O Timão recebe o Red Bull Bragantino, na Neo Química Arena, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.



