Mesmo com susto de início, Corinthians tem saldo positivo na estreia da biometria facial
Houve problemas nas entradas dos camarotes e atraso de 20 minutos na abertura geral dos portões do estádio para a partida contra o Bragantino
Os primeiros momentos do cadastro biométrico para entrada dos torcedores do Corinthians na Neo Química Arena acenou com uma possibilidade caótica que não se concretizou. O saldo da experiência inicial foi positivo, com taxa de problemas inferior a 0,5%.
No entanto, as primeiras horas foram de grande apreensão, com problemas nas entradas dos camarotes e atraso de aproximadamente 20 minutos na abertura geral dos portões.
O retardo para autorizar o ingresso dos torcedores à arena corintiana ocorreu por determinação da Polícia Militar, que só liberou o acesso do público após o atendimento de uma série de exigências, em especial a finalização da montagem da ouvidoria.
A mudança no sistema de entrada ao estádio também gerou alterações no modus operandi da operação. Assim, também foram implementadas algumas tecnologias para o serviço de suporte.
As intercorrências nos camarotes também influenciaram o atraso na abertura geral dos portões, pois foi empenhado um esforço interno de investigação para solucionar a situação e também policial a fim de manter a ordem e controle em meio aos minutos problemáticos.
O que aconteceu em relação a entrada dos camarotes através do reconhecimento facial?
Os camarotes da Neo Química Arena foram abertos às 15h (de Brasília), duas horas antes dos outros setores do estádio.
No início, a grande maioria dos acessos através do reconhecimento facial foram rejeitados no momento da entrada.
De acordo com fontes responsáveis pela organização do evento e que foram consultadas pela reportagem, o transtorno aconteceu porque diversas pessoas que compraram os camarotes não realizaram o cadastramento facial com antecedência e foram surpreendidas ao chegar no estádio.
Esses torcedores realizaram a inclusão das suas biometrias no local, mas a atualização do sistema não era imediata.
Os principais registros de intercorrência aconteceram no camarote FielZone, operado pela empresa Soccer Hospitality.

Também de acordo com fontes consultadas pela Trivela, o setor em questão foi o único que instalou um sistema de acesso diferente dos demais.
Além disso, também foi relatada a cobrança de um valor adicional ao ingresso em torno de R$ 20 para a realização do cadastramento facial.
A reportagem entrou em contato com a assessoria da Soccer Hospitality, que afirmou que a tecnolgia utilizada pelo FielZone realmente é diferente em relação a usada pelo Corinthians, mas que outros camarotes também usam.
Em relação à cobrança, eles afirmam que foi registrada pelo aplicativo do Fiel Torcedor, progama de sócios-torcedores do Timão, sem ligação alguma com o camarote.
No dia anterior ao início da operação de entrada no estádio através da biometria facial, Leo Rizzo, CEO da operadora do camarote Fielzone, publicou nas redes sociais uma crítica ao modelo de acesso aos estádios.

De todo modo, houve relato de famílias que fizeram o registro das suas biometrias juntos, mas que no ingresso ao camarote apenas algumas entradas foram aprovadas.
A situação foi controlada por volta das 17h, quando os outros setores da Neo Química Arena também foram abertos.
Outros camarotes também registraram problemas no acesso que só foram normalizados algumas horas após a abertura.
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Público inferior do Corinthians já era esperado em meio à novidade
O público de 34.211 pessoas na Neo Química Arena foi o pior do estádio em 2025. Porém, a redução desses números já era esperada por conta da estranheza na nova operação de acesso ao local.
A expectativa do Corinthians é de aumento gradativo da estatística até o duelo contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil, marcado para o dia 30 de agosto, quando a ideia é que o público ocupe a carga máxima disponível.
– A queda de público é em relação a todas as mudanças. A gente prevê uma oxigenação do programa. Enxergamos com bons olhos essa queda de público, que não foi tanta em relação ao que esperávamos. Tudo é novo, muitas pessoas têm dúvidas. Até ontem tinham muitas pessoas cadastrando as suas faciais, indo ao clube tirar dúvidas. A gente acredita que nas próximas partidas, até a terceira,que é contra o Palmeiras, a gente esteja com a casa cheia – disse Marcelo Munhoes, diretor de tecnologia do Timão.
Munhoes também exaltou a agilidade no acesso ao estádio com a implantação da tecnologia de reconhecimento facial.
– Temos diversos ganhos com o facial, pois ele é mais rápido na entrada em relação ao QR Code, já que não precisa mais trazer uma folha ou usar a tela do celular para acessar o estádio. Basta mostrar a sua face e em cerca de dois a três segundos, o torcedor já é liberado – destacou o dirigente.
Em nota, o Segundo Batalhão de Polícia de Choque declarou que o acesso dos torcedores com a nova tecnologia “transcorreu sem maiores intercorrências, não gerando nenhuma ocorrência policial”.
Também não foi possível registrar comercialização de ingressos de maneira irregular, o que era comum em todos os jogos do Corinthians na Neo Química Arena.



