Copa do Nordeste

Bahia domina Sport, mas sofre para confirmar vitória na primeira rodada da Copa do Nordeste

O goleiro Caique França, do Sport, brilhou, mas, no fim, o Bahia teve força para buscar a vitória

A primeira rodada da Copa do Nordeste reservou “apenas” o Superclássico do Nordeste, um dos maiores clássicos interestaduais do Brasil, disputado na tarde deste domingo (4). A torcida do Bahia, que lotou as arquibancadas da Arena Fonte Nova, viu uma ótima atuação do time, empilhando chances claras e abrindo o placar antes dos 20 minutos do primeiro tempo. No entanto, o Sport teve um pouco de sorte, o brilho individual do goleiro Caique França e puniu o rival na etapa final, quando se aproveitou de um erro na saída para empatar com o artilheiro Gustavo Coutinho. No entanto, o time baiano teve força para, aos 51 minutos, marcar com Rafael Ratão e começar o Nordestão com três pontos ao vencer por 2 a 1.

Caique França tem 1º tempo inspirado, e Bahia só faz um

O Bahia entrou sem centroavante de ofício, com Thaciano exercendo essa função, mas com muita movimentação entre Everton Ribeiro (meia pela direita), Biel (esquerda) e Cauly, o mais centralizado. Caio Alexandre apoiava a saída de bola entre os zagueiros, com Jean Lucas à frente. Os laterais Gilberto e Luciano Juba (este, ponta de origem) subiam muito ao ataque para ajudar os homens de frente.

O Sport, mesmo tendo um técnico ofensivo como Mariano Soso, ficou mais retraído no jogo, fechando em um 4-1-4-1 e apostando nos contra-ataques – que mal apareceram no início.

A equipe da casa era bem superior e começou a criar com muito perigo, especialmente pela direita, quase marcando com apenas cinco minutos. Foi uma bonita jogada, desde o campo de defesa, rodando a bola dos zagueiros aos volantes até acelerar pelo lado direito com Gilberto, que tocou e recebeu de novo na linha de fundo, antes de cruzar e Biel exigir a primeira boa defesa de Caique França. Pouco depois, Jean Lucas, como elemento surpresa na área, encobriu o goleiro após bom passe por elevação de Gilberto, mas a zaga cortou antes da bola entrar.

Aos 14, enfim, o Leão da Ilha encaixou um bom contra-ataque. Gustavo Coutinho carregou pelo meio e deu para Romarinho na esquerda. O ponta cortou para dentro e bateu colocado por cima do gol.

Mas essa chance foi algo atípico, o Tricolor era melhor e fez por merecer o gol marcado aos 17. A pressão baiana no campo de ataque fez o time recuperar a bola. De novo com paciência, soube rodar até encontrar o espaço, dessa vez por dentro. Jean Lucas deu para Biel, que tentou dominar já adiantando, o que virou uma assistência para Thaciano ficar na cara do goleiro e dar uma linda cavadinha. O segundo quase veio logo depois, quando a defesa afastou mal um cruzamento, Cauly pegou a sobra e limpou dois marcados com um sódrible antes de bater para outra defesa de França.

Bahia x Sport
Bahia é muito melhor do que Sport no primeiro tempo (Foto: Icon Sport)

A bola parada era um respiro para o Leão na difícil partida. Coutinho carimbou o pé da trave em cabeçada no meio da área após bom cruzamento na área. No entanto, a pressão do Bahia não parava e logo depois Caique França teve que fazer outras duas boas defesas. Primeiro, Everton Ribeiro mandou de longe e o goleiro teve que afastar para escanteio. Na cobrança, uma cabeçada subiu e parecia que ia para fora, mas de novo o arqueiro deu um tapinha.

O Sport tinha muita dificuldade em reter a bola. Tentava verticalizar o jogo e normalmente perdia a bola. Em uma dessas tentativas de contra-ataque. Marcos Felipe saiu do gol para antecipar a bola, mas se enrolou em uma saída, Coutinho roubou, tabelou com Romarinho e ficou na cara do goleiro, que se recuperou e defendeu com o pé.

Soso decidiu mudar o time ainda no primeiro tempo, com apenas 33 minutos. Saiu o meia Pedro Vilhena e entrou o atacante Zé Roberto, que ficou ao lado do Coutinho no ataque.

Muito melhor antes, o Bahia diminuiu o ritmo e manteve a posse, alternando momentos mais pausados e colocando velocidade quando tinha espaço. Foi dessa forma que, de novo, Caique França salvou outra finalização, agora de Jean Lucas, em bomba de fora da área.

O Sport ficou um bom tempo sem chutar, mas conseguiu incomodar nos minutos finais. Coutinho sustentou um lançamento vindo da defesa e conseguiu escanteio ao finalizar de longe. A equipe engatou algumas cobranças e Marcos Felipe teve que trabalhar, na primeira dando um soco na bola e em outra, em uma sobra, fez uma defesa espetacular na tentativa do capitão Luciano Castán, que estava impedido.

Ainda teve tempo do Cauly deixar Biel na cara de Caique França, que, novamente, defendeu. O bom primeiro tempo acabou aos 49 minutos.

Tricolor mantém ímpeto, é punido por erro, mas busca vitória no último minuto

Logo no intervalo, Soso trocou mais duas vezes, ambas no meio. Fabinho e Italo substituíram Fabio Matheus e Felipe. O primeiro lance ofensivo foi a tônica do primeiro tempo: defesa de Caique França. Falta na entrada da área foi cobrada por David Duarte, e o goleiro afastou para escanteio. No entanto, o outro arqueiro também teve que trabalhar no início. Em rápida jogada, Pedro Lima cortou para dentro e Marcos Felipe teve que espalmar para o lado. O Leão tava mais incisivo, mais perigoso, o Romarinho teve outra boa chance em batida cruzada que foi para fora.

O visitante voltar melhor não quer dizer que o Bahia abdicou de atacar. Após uma linda trama de passes, mostrando toda a qualidade dos homens de meio do Tricolor, Cauly deu uma linda chapada e a bola pegou na trave. Os atacantes do time da casa se moviam muito, era difícil marcar. Thaciano infiltrou pela direita e cruzou para Biel, de novo, exigir linda defesa de França.

O bom início dos pernambucanos não continuou e para dar mais ofensividade ao time Arthur Kaike, ex-Bahia, substituiu Fabricio Domínguez.

Rogério Ceni entendeu que faltava alguém para colocar a bola na rede e decidiu trocar colocar o centroavante Everaldo no lugar de Thaciano, enquanto Biel saiu para entrada de Ademir. Logo na primeira vez que o camisa nove foi acionado, em cruzamento de Juba, ele mandou uma cabeçada no travessão.

O Tricolor era melhor, dominava, atacava melhor e tinha tudo para ampliar. Mas o futebol nem sempre é tão simples. Marcos Felipe errou em lançamento, o Sport roubou e Zé Roberto deixou Coutinho na cara do gol, sua especialidade, cravando o primeiro do Leão.

Antes dos 35, os técnicos decidiram mudar. No lado pernambucano, Lucas André entrou no lugar de Coutinho. Já nos baianos, Yago Felipe e Rafael Ratão substituíram Everton Ribeiro e Cauly.

O Sport entendeu que o empate era um bom resultado, ainda mais considerando o que foi o jogo, e tentou de todo jeito segurar o 1 a 1. Porém, o Bahia, que já tinha feito Caique França trabalhar nos acréscimos, conseguiu a vitória aos 51 minutos. O jovem Roger, vindo do banco, fez gigante jogada e cruzou na medida para Ratão cravar, completamente sozinho na segunda trave.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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