Copa do Brasil

Entenda os processos realizados no gramado do Maracanã durante a paralisação

O gramado do Maracanã é uma das grandes incógnitas para Flamengo, Fluminense, CBF e Conmebol nesta reta final de temporada. O estádio está fechado a mais de duas semanas, visando melhorar a cancha, que chegou a ser multada e advertida por falta de condições para receber partidas de alto nível. Ao longo desse período, os responsáveis pela manutenção tiveram dias intensos.

Entre as quase três semanas de preparação, o gramado passou por diversos processos, entre novo plantio, operações mecanizadas e muito descanso. Os resultados estão aí, muito perto da final da Copa do Brasil, o grande objetivo de melhora dos envolvidos. A Trivela apurou e desvenda todos os mistérios da última grande reforma na grama de 2023.

Primeira semana – Castigar para colher os frutos

Os primeiros dias de cuidados do gramado foram marcados por mudanças significativas. A Greenleaf, empresa responsável pela manutenção do local, utilizou operações mecanizadas mais pesadas após o plantio das sementes, com intuito de tirar resíduos e rebaixar o corte. O topdressing, que é a adição de areia para evitar que a grama nova seja danificada pelas máquinas, também foi feito em alguns pontos.

A empresa ainda realizou tratamentos mais pesados nas áreas e linhas, que vinham sofrendo muitas críticas desde o jogo do Vasco contra o Atlético-MG que, no fundo, motivou a paralisação. Os locais tiveram danificações profundas na grama e precisaram de uma atenção especial do maquinário disponível. O intuito, claro, era colocar eles no mesmo nível do restante da grama.

O estado do gramado do Maracanã após o jogo entre Vasco e Atlético-MG (Foto: Reprodução/TV Globo)

Vale destacar que as chuvas do início do fim de agosto e início de setembro atrasaram um pouco os planos dos envolvidos, mas não atrapalharam o objetivo final. Ao todo, os funcionários envolvidos só tiveram um dia de folga e trabalharam intensamente para serem recompensados no fim.

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Últimos 10 dias – Testes nutricionais e descanso

A segunda semana foi marcada por muitos testes, para entender como o gramado respondeu ao tratamento e ao período de recuperação estipulado pelos envolvidos na manutenção. O teste nutricional foi o mais importante e mais demorado, sem dúvida, já que trata de pontos fundamentais na construção da grama, como o pisoteio dos atletas para evitar qualquer tipo de lesão.

A adubação também foi parte importante no processo, assim como o balanceamento. A fase final da recuperação, que começou nesta semana, envolveu o descanso do gramado. Claro que a iluminação artificial e algumas máquinas foram utilizadas, mas o objetivo era deixar com que a grama tivesse o processo natural de crescimento.

O gramado do Maracanã nesta terça-feira, após os cuidados (Foto: Reprodução)

Os últimos retoques serão feitos nas vésperas da decisão, sexta (15) e sábado (16), para deixar o gramado “nos trinques”. Vale destacar que todas as fases foram feitas dentro do prazo e, se a paralisação não tivesse sido adotada, nada disso seria possível. A Trivela confirmou que pessoas que cuidam do gramado que o tempo hábil foi fundamental.

O que esperar do gramado no domingo

Claro que não dá para afirmar que o gramado do Maracanã ficará no mesmo nível que campos da Premier League por exemplo. A cancha foi extremamente castigada em 2023, dividida entre times fortes de Flamengo e Fluminense, que chegaram longe em praticamente todas as competições. Ainda assim, a reportagem entende que o local está em plenas condições de receber a final da Copa do Brasil.

Se não estiver 100%, o gramado estará muito próximo disso. Flamengo e São Paulo entram em campo a partir das 16h (de Brasília), para definir a ida da decisão. A volta acontecerá uma semana depois, no Morumbi, que também espera grande público e um campo impecável. A CBF estará de olho, assim como a Conmebol, que quer o local certinho para a outra final, da Libertadores, em novembro.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

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