Como contra Ceará, Cruzeiro é exigido em área que ainda não domina e empata com CRB
Cabuloso fica no zero com time alagoano em dia de goleiro adversário brilhando e vaias no Mineirão
O Cruzeiro, após 16 jogos de invencibilidade, agora já não sabe o que é vencer há três partidas. Nesta quarta-feira (30), em pleno Mineirão, o Cabuoso pressionou, mas acabou no 0 a 0 com o CRB pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O duelo teve uma semelhança com a derrota do último final de semana para o Ceará, também em casa.
Novamente, a equipe de Leonardo Jardim foi exigida a tentar armar contra uma defesa mais fechada e encontrou muitas dificuldades. É verdade que Matheus Albino realizou nove defesas, mas boa parte veio em tentativas de fora da área.
O time alagoano, de tão recuado em alguns momentos, mesclou linha de cinco e até de seis defensores a partir da recomposição pelos lados do campo. Neste cenário, nem a entrada de Matheus Pereira, dando mais criatividade a partir do intervalo, mudou os rumos da partida.
Com o técnico português, o Cruzeiro tem se notabilizado por ser um time mortal nas transições e por não fazer tanta questão de ter a posse de bola — é a quinta pior média entre os 20 times do Brasileirão. Porém, pelo tamanho do clube, atuar mais com a bola, como hoje (60%), deve ser algo para Jardim melhorar em seu trabalho.
Cruzeiro ronda a área do CRB no 1° tempo
Desde o primeiro minuto, a equipe alagoana apostou em linhas baixas e recuar para contra-atacar o adversário. Inicialmente, o Cabuloso só assustou em cruzamentos — um deles, de Eduardo, quase tomou o rumo do gol. Depois, o time passou a entrar mais na área. Kaio Jorge acertou a rede pelo lado de fora aos 17.
Wanderson obrigou duas boas defesas de Albino, mas a melhor chance veio em batida de Gabigol de fora da área que carimbou a trave.
O CRB, mesmo tão recuado, teve suas escapadas. Na primeira, Cássio espalmou de fora estranha chute de Thiaguinho aos 13 e encaixou batida de Gegê depois. Baggio ainda isolou após cruzamento que atravessou toda área, enquanto Léo Campos assustou com finalização de fora.

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Cabuloso domina ainda mais
A coragem do CRB no primeiro tempo deu lugar a um time mais conservador no segundo. Por isso, só deu Cruzeiro. Fagner exigiu grande defesa de Albino em chute colocado de fora. Ele também pegou falta de Matheus Pereira e finalizações de Kaior Jorge e Bolasie na área.
Quando Kaiki não precisou superar o arqueiro, isolou boa chance sozinho na área. Fagner ainda simulou um pênalti marcada pela árbitra Edina Alves, mas o VAR corrigiu. No abafa final, o Cabuloso pouco fez e terminou vaiado.



