Copa do Brasil

Eliminação precoce na Copa do Brasil antecipou erros do Botafogo que não foram corrigidos em 2023

Depois de passar por times de menor expressão, o Botafogo caiu nas oitavas de final para o Athletico-PR, levando uma dura virada no primeiro jogo - o que voltou a acontecer em momento decisivo do Brasileiro

Apesar da queda longe das fases mais agudas, não dá para dizer que a campanha do Botafogo na Copa do Brasil foi ruim, diferente do que aconteceu no Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana do time. Mas eliminação nas oitavas de final indicou problemas que voltariam a acontecer durante a temporada e deixou lições que, aparentemente, o clube não conseguiu assimilar. Principalmente, durante a queda de rendimento no segundo turno do Brasileirão.

Na Copa do Brasil, ainda com um começo irregular, o Botafogo cumpriu o esperado e passou pelos times de menor expressão. No entanto, caiu nas oitavas de final, logo quando encontrou um adversário melhor preparado e que deu mais dificuldades ao time, na época dirigido por Luís Castro. Contra o Athletico-PR, que tem se notabilizado por ir bem em torneio de mata-mata nos últimos anos, o Botafogo terminou rápida trajetória do clube na competição em 2023.

A história do Botafogo na Copa do Brasil de 2023

Mas a campanha do Botafogo não começou de forma fácil. Na primeira fase, o Glorioso visitou o Sergipe e, depois de sair perdendo, só conseguiu buscar o empate aos 54′ do segundo tempo, com Adryelson, depois de um “abafa” no fim do jogo. O gol do time carioca ainda gerou uma confusão em campo, com a revolta do time da casa em relação ao exagerado tempo de acréscimo no fim do jogo. O árbitro Bráulio Machado e um dos assistentes foram agredidos, enquanto o técnico Luís Castro precisou ser defendido pelo staff do clube.

Na fase seguinte, no Nilton Santos, o Botafogo passou sem dificuldades pelo Brasiliense. Com direto a hat-trick de Tiquinho Soares, o time carioca venceu por 7 a 1 e passou para a terceira fase. Contra o Ypirganga, o Glorioso teve um pouco mais de dificuldade, principalmente para superar o goleiro Caíque, hoje no Grêmio, mas passou com duas vitórias por 2 a 0. Inclusive, no segundo jogo, no Nilton Santos, Luís Castro poupou boa parte do time titular.

Então, vieram as oitavas de final. E o sorteio fez o Botafogo pegar logo o Athletico-PR. Mas o início do duelo foi até animador. Na Ligg Arena, em Curitiba, mesmo sem fazer um grande jogo, o Botafogo conseguiu sair na frente e abriu 2 a 0 antes do intervalo, com Tiquinho Soares e Luis Henrique. No segundo tempo, no entanto, o Furacão fez um grande jogo, pressionou muito e conseguiu a virada por 3 a 2, com os três gols saindo em um intervalo de 26 minutos. Essa cena, de viradas traumáticas e dolorosas, viria a se repetir com o Botafogo no Brasileirão.

No jogo da volta, no Nilton Santos, o Botafogo conseguiu sair na frente logo aos 17′, com Tiquinho Soares. Depois, o clube teve mais de 70 minutos para buscar mais um gol e se classificar direto, mas não conseguiu furar a defesa do Athletico-PR, que em certo ponto do jogo, parecia satisfeito com os pênaltis. E deu certo para o Furacão. O goleiro Bento defendeu as cobranças de Tiquinho Soares e Tchê Tchê e o Athletio-PR venceu por 4 a 2, eliminando o Botafogo. E esta cena de Tiquinho perdendo pênalti em jogo decisivo também voltaria a acontecer na reta final do Brasileiro.

No primeiro jogo das oitavas, o Botafogo abriu 2 a 0, mas levou a virada do Athletico-PR, na Liga Arena (Foto: Icon sport)

O que deu certo para o Botafogo na Copa do Brasil?

Apesar do primeiro jogo com o Sergipe, com o time ainda em ritmo de pré-temporada, no começo de fevereiro, o Botafogo passou sem maiores sustos pelos outros adversários de menor expressão, com bons jogos e mostrando eficiência no ataque e solidez na defesa.

O que deu errado para o Botafogo na Copa do Brasil?

Nos jogos contra o Athletico-PR, o Botafogo não conseguiu ser eficiente como mostrou que poderia ser no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Além disso, no primeiro jogo, com 2 a 0 no placar, fora de casa, faltou ao time maturidade para segurar o placar e encaminhar a classificação ou, ao menos, levar um bom resultado para o jogo da volta, no Nilton Santos. A virada sofrida por 3 a 2 complicou a situação do time. Essa situação voltou a se repetir no segundo turno do Brasileiro, quando o Botafogo sofreu viradas traumáticas para o Palmeiras e o Grêmio. Na própria derrota para o Palmeiras, no Nilton Santos, Tiquinho Soares, assim como contra o Athletico-PR na Copa do Brasil, também perdeu um pênalti – e que poderia ter praticamente dado a vitória ao time carioca.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.
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