Copa do Brasil

Como Álvaro Pacheco foi importante para a classificação do Vasco na Copa do Brasil

Anunciado nesta terça, Álvaro Pacheco esteve no vestiário e já vinha conversando com a comissão técnica direto de Portugal

Anunciado pelo Vasco na tarde desta terça-feira (21), Álvaro Pacheco viu de longe do gramado a classificação contra o Fortaleza, pela terceira fase da Copa do Brasil, nesta noite, em São Januário. Sem estar regularizado, o novo técnico do clube não pôde estar na beira do campo e viu o empate por 3 a 3, com a vitória nos pênaltis, em uma cabine do estádio. Ainda assim, o português foi importante para o Vasco avançar para as oitavas de final da Copa do Brasil.

Álvaro Pacheco conheceu os jogadores e a comissão técnica interina, comandada por Rafael Paiva, na última segunda-feira (20), no CT Moacyr Barbosa. Mas este não foi o primeiro contato entre as partes. Em coletiva, Paiva afirmou que o português já conversava com a comissão técnica do clube direto de Portugal. Além disso, nesta terça, ele esteve no vestiário com o elenco.

– Sobre o Álvaro, a gente já estava conversando com ele. Mesmo de longe, o tempo todo nos passando confiança também. É um cara de uma energia enorme. Desde quando ele chegou, nos colocou pra cima o tempo todo. Nos ajudou no que era possível. Ele esteve presente na concentração, no vestiário. E a gente conseguiu fazer essa transição boa pra ele. E ele já tá bem a par de todas as situações aí – afirmou Rafael Paiva, em coletiva, depois da classificação do Vasco.

Além da presença do vestiário antes do jogo, Álvaro Pacheco foi ao gramado comemorar a classificação com os jogadores. O português também deu um abraço em Rafael Paiva e conversou com o interino.

— Ele nos agradeceu no vestiário. O Pacheco é um cara muito apaixonado também e acho que sentiu toda essa vibração, essa emoção, o que é o Vasco. Então acho que foi um baita cartão de visita para ele num jogo desse nível, nessa fase. Ele agradeceu. E agora estamos passando o bastão para ele. Tenho certeza que ele vai fazer um grande trabalho — disse Rafael Paiva.

Interino faz balanço de passagem no Vasco

Rafael Paiva ficou no comando no time do Vasco por quatro jogos. Ele assumiu a equipe após a saída de Ramón Díaz, no fim de abril. Foram quatro partidas, com uma vitória, dois empates e uma derrota. Depois da classificação contra o Fortaleza, ele fez um balanço sobre esse período no cargo.

– A gente pegou um momento difícil. Nossa primeira ideia foi resgatar a confiança dos jogadores. Falamos de equilíbrio, estar bem postados. A gente conseguiu dar mais confiança para os atletas. É um grupo calejado, de atletas experientes, mas precisávamos de confiança. Conseguimos no jogo de lá com o Fortaleza, voltamos vivos. Sofremos contra o Athletico-PR, mas conseguimos se segurar apesar da derrota. Evoluímos um pouco contra o Vitória, tentamos jogar um pouco mais. Sabíamos que seria difícil com o Fortaleza, mas conseguimos o objetivo final, que era a classificação – afirmou Paiva.

Neste último jogo, Rafael Paiva sofreu com xingamentos da torcida pela primeira vez, criticando algumas alterações feitas durante o segundo tempo. Depois do jogo, ele falou sobre a oportunidade e a pressão de comandar o time profissional.

— Eu me sinto muito feliz pela oportunidade. A gente sabe que estar num clube tão gigante como o Vasco é uma pressão muito grande, acho que isso faz parte da nossa profissão. Na base a gente já tem certa pressão, mas ela não se compara à pressão do profissional. Acho que a gente tem que estar sempre alinhado com aquilo que a gente acredita. Acho que eu estava muito tranquilo com aquilo que eu acreditava no jogo. Faz parte torcida vaiar, torcida é apaixonada. Mas o mesmo peso de xingar, vaiar é o mesmo na hora do gol, da vitória, da classificação. Então o peso é igual. Futebol é apaixonante. Torcida é assim e é isso que nos motiva também. A gente tem que estar pronto. Me sinto muito feliz, não aliviado — completou o treinador.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.
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