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Com a seleção olímpica indo tão bem, precisa mesmo de Dunga como técnico?

A Seleção Olímpica mostrou mais uma vez bons sinais pensando no Rio 2016. Nesta data Fifa, a seleção goleou dois adversários, República Dominicana por 6 a 0, e Haiti por 5 a 1. Os dois jogos foram realizados em Manaus, na Arena da Amazônia, e deixaram uma boa impressão, tanto do ponto de vista de jogadores disponíveis quanto de futebol apresentado. Os adversários, de nível baixo, é verdade, não oferecem a maior resistência. Por outro lado, o Brasil exerceu o favoritismo e goleou firmemente. Mas tudo isso não vale muito, porque quem comandou o time agora não será o técnico durante os Jogos Olímpicos, no próximo ano.

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A Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, terá um enorme peso nos ombros de jogadores jovens. Será, mais uma vez, a busca pela medalha de ouro, ainda inédita no futebol do país. Talvez pensando nisso, o então presidente da CBF, José Maria Marin (que está preso na Suíça), e o seu vice e já definido como sucessor, Marco Pólo Del Nero (que não deixa o país com medo da extradição aos Estados Unidos), escolheram Dunga como técnico. Só que ele não pode comandar seleção olímpica e principal ao mesmo tempo. Então, durante a preparação, quem está no comando do time desde a saída de Alexandre Gallo é Rogério Micale, técnico do sub-20.

Micale, é bom lembrarmos, fez um trabalho para se lembrar com gosto no Mundial sub-20. Pegou um grupo de jogadores convocado por Alexandre Gallo, demitido dias antes da preparação para a Copa do Mundo da categoria começar, e fez um ótimo trabalho. O time jogou um futebol que pode se orgulhar e a derrota para a Sérvia na final, na prorrogação, não tira o brilho da campanha.

Agora no comando da seleção olímpica, Micale tem ótimas opções. Gabriel Barbosa, o Gabigol, tem jogado muito bem pelo Santos e repetiu as ótimas atuações pela seleção olímpica também, com gols e boa presença. Gabriel Jesus, outro destaque do Brasileirão, este pelo Palmeiras, também foi muito bem e mostrou que pode ser ótima arma. Valdívia, que tem ido bem pelo Inter, começou o jogo contra o Haiti e ajudou o time.

O time tem João Pedro, do Palmeiras, na lateral, Lucas Silva, do Olympique de Marseille, como volante, além de Rodrigo Caio, do São Paulo. Fred, do Shakhtar e que esteve na Copa América, é mais um que pode qualificar o time. Felipe Anderson, da Lazio, Kenedy, do Chelsea, Luan, do Grêmio, também se destacam nos seus times. E são tantos outros destaques.

Será que com o time indo tão bem na preparação, é mesmo necessário que Dunga, que não teve nem contatos com esses jogadores, esteja à frente do time? Não seria melhor, para o futebol e para os jogadores, que Micale também fosse o técnico na Olimpíada do Rio? Acho que é uma reflexão que os dirigentes da CBF deveriam ter. Mas suspeito que estarão mais preocupados com o FBI.

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Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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