Brasileirão 2026

Vasco valoriza população da Barreira ao levar jogo contra o São Paulo para São Januário

Tirar a partida do Mané Garrincha e levar para São Januário é uma atitude correta do Vasco, que mostra gratidão pela luta dos moradores pelo clube e pelo estádio

Depois de uma longa batalha judicial para conseguir a liberação do público em São Januário, o Vasco confirmou a mudança da partida contra o São Paulo para a Colina. Anteriormente, a partida, válida pela 26ª rodada e marcada para o dia 7 de outubro, às 18h30, seria no Mané Garrincha, em Brasília. Dessa forma, o Cruz-Maltino, além de fortalecer o fato local, também valoriza e mostra uma certa gratidão pela população da Barreira do Vasco, que sofreu com os mais de 80 dias de interdição de São Januário.

Como São Januário estava interditado para o público desde o fim de junho, por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e o Maracanã estava fechado para a recuperação do gramado, o Vasco havia decidido levar a partida contra o São Paulo para o Mané Garrincha. De acordo com o clube, a indicação do estádio em Brasília também aconteceu para cumprir os prazos da CBF poder detalhar as próximas rodadas do Campeonato Brasileiro.

Na última quarta-feira, o Vasco assinou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público. O documento foi homologado pela Justiça na quinta-feira, extinguindo a ação e a liminar que determinava a interdição de São Januário. Assim, o Vasco logo fez o pedido para a CBF, que confirmou a mudança do jogo do Mané Garrincha para a Colina.

Ao anunciar a transferência do jogo contra o São Paulo para São Januário, o Vasco fez questão de valorizar a população da Barreira do Vasco. Desde o fim de junho, após a confusão na partida contra o Goiás, o Cruz-Maltino não mandou mais jogos com público no local. Serão, no total, sete jogos sem público ou longe de São Januário pelas punições sofridas pelo clube.

— Entendemos que, em qualquer lugar do país, estaremos em casa! Mas neste momento, com a reabertura do nosso estádio, e pela luta travada pelo nosso povo da região da Barreira – que fez uma linda festa quando jogamos longe da Colina Histórica, optamos por disputar essa partida em São Januário – publicou o Vasco.

O engajamento da população da Barreira do Vasco, comunidade que tem importância histórica para o clube, foi essencial na luta do clube pela liberação de São Januário. A situação dos comerciantes e ambulantes da região, que sofreram com os jogos sem público e tiveram suas rendas afetadas, também gerou uma justa comoção pública pelo fim da interdição do estádio.

População dos arredores de São Januário comprou a briga do clube pela liberação do estádio (Foto: Matheus Lima/Vasco)

Vasco planeja mandar (quase) todos os jogos em São Januário

Com a liberação do público em São Januário, o planejamento do Vasco, agora, é mandar quase todos os jogos na Colina. Apenas os clássicos regionais, por questões de segurança, serão no Maracanã. Como a partida deste sábado (16), contra o Fluminense, já estava marcada para o Nilton Santos, resta apenas o clássico com o Botafogo, válido pela 32ª rodada, para ser levado ao Maraca.

— Nós tínhamos ritos administrativos a cumprir em relação ao jogo contra o São Paulo, existe um regulamento. Então conversamos com a CBF, conversamos com a arena. A gente tinha prazos, por isso indicamos o jogo (para Brasília). Até então São Januário estava interditado — afirmou o CEO da SAF do Vasco, Lúcio Barbosa, na última quarta-feira, antes de completar.

— Mas agora, a partir de hoje, com São Januário aberto para público, nossa intenção é jogar todos os jogos na nossa casa e os clássicos no Maracanã.

O Vasco ainda enfrenta o Flamengo, na 28ª rodada, no dia 22 de outubro, no Maracanã, mas com mando do Rubro-Negro. Vasco e Flamengo fizeram um acordo para os dois clássicos do Brasileiro serem realizados no Maracanã e com público dividido.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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