Brasileirão Série A

Vasco: como foi o retorno da torcida a São Januário e primeiro teste com biometria facial

Testes com biometria facial foram aprovados pelo clube, enquanto arredores de São Januário tiveram clima tranquilo e de fiscalização moderada

Depois de 91 dias, a torcida do Vasco, enfim, voltou aos jogos em São Januário. E o retorno dos vascaínos ao estádio teve novidades dentro e fora do estádio. Para além da imponente goleada por 5 a 1 sobre o Coritiba, o Vasco também teve uma noite importante fora das quatro linhas. E o que aconteceu nos arredores da Colina foi mais uma prova de que a longa interdição do público no local foi injusta e exagerada.

Na noite da última quinta-feira, o Vasco teve o seu primeiro teste depois da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público. Para ter a liberação da torcida em São Januário, o clube se comprometeu a tomar medidas para melhorar a segurança e a logística do estádio. Além disso, órgãos públicos, municipais e estaduais, também participaram do acordo para a liberação do estádio.

E o Vasco – e, nisso, estão incluídos torcedores e a Barreira do Vasco -, principal interessado na liberação, passou com certo louvor neste primeiro teste. Ao menos, no funcionamento de uma das principais mudanças que serão realizadas com o TAC.

124 torcedores entraram em São Januário com a biometria facial (Foto: Gabriel Rodrigues/Trivela)

Vasco faz primeiro teste com biometria facial

De todas as medidas que o clube deveria tomar, a principal delas, que já começou a funcionar de forma reduzida, foi a biometria facial. Para o Vasco, a partida contra o Coritiba foi um “evento teste” desta tecnologia. E o clube entende que a primeira noite com a tecnologia foi aprovada.

O Vasco iniciou os testes com a biometria facial com os ingressos de gratuidade. Para o jogo com o Coritiba, foram disponibilizadas 1.400 entradas desta modalidade. Para os testes, o clube cadastrou 10% desse total – ou seja, 140 pessoas, entre idosos, crianças e portadores de deficiência.

De acordo com o Vasco, 124 pessoas acessaram São Januário com a biometria facial. Internamente, o clube avaliou a operação como “tranquila”. Vale ressaltar, é claro, que foi o próprio Vasco quem incluiu no TAC o termo sobre a biometria facial, que só será obrigatório em estádio com capacidade para no mínimo 20 mil pessoas até o fim de 2025.

Pelo cronograma de implementação da biometria facial em São Januário, em novembro pelo menos 25% das catracas de todos os portões do estádio já deverão contar com a biometria facial. E todo o estádio deverá ter a tecnologia em pleno funcionamento até junho de 2024.

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São Januário têm clima tranquilo e ambulantes ‘infiltrados’

Com a ansiedade pelo retorno a São Januário, os torcedores do Vasco já começaram a se reunir nos arredores do estádio antes de 16h, mais de três horas antes do apito inicial do jogo contra o Coritiba. Com mais ruas interditadas e maior limitação em relação ao estacionamento em locais que antes eram tomados de veículos, o espaço para deslocamento de torcedores em volta de São Januário aumentou, facilitando a locomoção dos vascaínos.

 

Agentes da SEOP aumentaram fiscalização nos arredores de São Januário (Foto: Gabriel Rodrigues/Trivela)

Como de praxe, os quiosques e bares na frente de São Januário ficaram lotados de torcedores. Como os ambulantes vendendo bebidas e comidas não puderam mais ficar no principal trecho da Avenida Roberto Dinamite, na frente do estádio, eles se aglomeraram próximos da Praça Carmela Dutra e da Rua Don Carmo.

Mas a ficalização quanto a presença dos ambulantes neste trecho da Avenida não impediu com que alguns mais aventureiros entrassem na área com isopores menores, sacos plásticos e até mochilas cheias de cerveja para vender. Por outro lado, outra categoria seguiu atuando livremente nos arredores do estádio: os cambistas. Mesmo em áreas em que já era preciso passar por alguma barreira, muitos homens atuavam livremente com o famigerado “compro e vendo ingresso”.

ambulantes são januário
Ambulantes foram impedidos de entrar na área em frete a São Januário (Foto: Gabriel Rodrigues/Trivela)

Mas, ao menos para constar, os órgão públicos se fizeram presentes. Agentes da Comlurb, da Secretaria Municipal de Ordem Pública, Subprefeitura da Zona Norte e outros órgãos fiscalizadores se espalharam pelos arredores do estádio. Além disso, também houve um perceptível aumento na presença de guardas municipais.

Apesar de um certo clima da apreensão por esse primeiro teste, tanto antes como depois do jogo, não foram registrados incidentes. Com a goleada do Vasco, o clima na Barreira foi de muita festa. Não só pela vitória do time, mas também pelo retorno dos torcedores para a casa do Vasco.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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