Brasileirão Série A

Aposta em Matheus Cunha contra o Palmeiras é a maior de Tite (até agora) no Flamengo

Treinador bancou titularidade do jovem goleiro nas oitavas de final da Copa do Brasil e tem trunfos para fazer valer a fé

Tite manterá Matheus Cunha no gol do Flamengo para a Copa do Brasil. O jovem goleiro ganhou ritmo na vitória sobre o Atlético-GO, na tarde deste domingo (28), para poder cumprir a promessa do treinador. Rossi atua na Libertadores e no Campeonato Brasileiro, enquanto o Garoto do Ninho fica com o mata-mata nacional.

Será um grande teste Cunha, que não enfrenta um adversário do calibre do Palmeiras desde a final da Copa do Brasil, quando o Flamengo foi derrotado pelo São Paulo. Para a sorte de Tite, o momento é de confiança e por isso banca a titularidade do goleiro de 23 anos.

O que Tite disse durante a coletiva?

  • Explicou motivos e passou confiança para Matheus Cunha;
  • Projetou o duelo contra o Palmeiras, pela Copa do Brasil;
  • Brincou com o alto nível do Brasileirão;
  • Detalhou porque Lorran não vem sendo relacionado para os jogos do Flamengo.

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Cunha ganha oportunidade

— Quarta-feira o Matheus é titular, sim. E há uma concorrência dos dois de performance. São oportunidades e briga com sarrafo na qualificação profissional.

O comandante ainda prosseguiu com a linha de raciocínio, em conversa que aconteceu há muito tempo com o departamento de futebol. Segundo Tite, a escolha por Cunha na Copa do Brasil aconteceu durante a montagem do elenco.

— O Cunha é o goleiro da Copa do Brasil. Não porque eu dei, mas porque é um grande goleiro. No ano passado, eu coloquei para a direção que não poderíamos ter três. São dois e um menino emergente. São goleiros para a Copa. Temos que ter bom senso. Um dos jogos ele iria jogar no Brasileiro para que justamente tivesse a oportunidade de ritmar, sentir o calor, a pressão… Poderia ter sido contra o Vitória, contra o Cuiabá ou esse. As coisas foram se desenrolando e foi nesse. Tenho que ter bom senso. Quando defini a situação, é interessante a grandeza do Rossi. Chamei com o Maia, o Eller, o Lucão, e a decisão é do Cunha jogar esse jogo — finalizou.

A questão é saber se Matheus Cunha conseguirá manter o alto nível em jogo de pressão concomitante. Os seis jogos em 2024 não chegam nem perto dos 36 disputados por Rossi, recordista do Flamengo na temporada. Quando esteve em campo, contudo, o jovem concorrente do argentino sofreu apenas um gol.

A confiança é fator que joga em favor de Cunha. Aproveitar essa sequência depois de um período em que não teve oportunidades é fundamental. Em 2023, o arqueiro se tornou titular absoluto sob o comando de Sampaoli, mas perdeu fôlego, assim como o treinador, e foi um dos responsáveis pela sua queda.

Tite, do Flamengo
Tite terá trabalho pela frente em agosto frenético do Flamengo (Foto: IconSport)

O próximo desafio do Flamengo será pela Copa do Brasil, na quarta-feira (31), quando Tite e companhia recebem o Palmeiras, pelo jogo de ida das oitavas de final. A bola rola a partir das 20h (de Brasília), no Maracanã.

Veja outros pontos abordados na coletiva

O jogo

— Fizemos um jogo equilibrado. Criamos e fizemos um primeiro tempo com volume muito grande, talvez com o goleiro adversário como nome do jogo. Na volta do segundo tempo, o ímpeto dos primeiros dez minutos foi do Atlético. Depois, fizemos o segundo gol e retomamos a consistência. Quando equilibramos as ações ofensivas e defensivas, estamos em uma performance boa ou muito boa, como foi o caso

Jogos complicados

— Estávamos conversando no vestiário e falei com o Bruno e a comissão técnica que o último Brasileiro que disputei como técnico foi 2016. Depois, acompanhei, é lógico. Só que vivenciando, sentindo o enfrentamento, é outra coisa. Porque eu estou falando isso… Até 2016, eu não vi um campeonato em que a parte de baixo está tão para cima, e a parte de cima, teoricamente, está tão para baixo. Está mais achatado. Não tem nenhum jogo que eu vi de outras equipes que foi com facilidade a vitória. E não vai ser. O Atlético-GO é uma boa equipe, muito bem dirigida. Hoje tem a questão física de estar na plenitude. É muito difícil e achatado.

De La Cruz fora

— Cuidar sem poupar. A gente cuida, a gente não poupa. Ninguém poupa ninguém. Dependo do resultado para estar no Flamengo. Se não der resultado, tu acha que vai ficar como. O De La Cruz vinha sentindo já desde a Copa América com os dois tendões muito fortes. Estava vendo se podia contar com ele no banco, mas não tinha condições. Temos que ter critérios e bom senso.

Copa do Brasil (contra o Palmeiras)

— Igualdade. Tem que ser igual. Ou parecido, no mínimo parecido. Não pode ter muita diferença não.

Lorran

— Lorran joga muito. E, como um garoto, vai oscilar. Eu tenho a oportunidade de recoloca-lo. Essa situação é de evolução. Ele vai jogar na base tal qual o Matheus Gonçalves jogou. O Cléber trabalha muito com jogadores jovens e tem essa condução, essa calma, para ter o melhor padrão.

Gerson e Pedro

— São dois atletas importantes para a equipe. Já fizemos essa gestão de minutos com o Pedro na última partida, hoje também… No caso do Gerson, estamos utilizando em dois setores. No jogo passado, até como primeiro meio-campista. Tudo isso respaldado pelo departamento médico. Todo pós-jogo tem essa avaliação física, clínica, e nenhum atleta vem para campo sem condição e nem permanece. O Gerson e o Pedro merecem um cuidado maior e temos tido esse cuidado.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

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