Tite explica situação inusitada, enquanto Pedro troca gols por vitórias do Flamengo
Atacante e treinador foram os únicos a falarem com a imprensa na noite deste sábado (6), depois do empate em 1 a 1 diante do Cuiabá
Quem esperava um pós-jogo repleto de respostas, se enganou. O empate entre Flamengo e Cuiabá terminou com poucas falas sobre o resultado, a maioria de Tite. Entre os atletas, só Pedro falou com a imprensa, já que a zona mista acabou sendo cancelada. A Trivela estava em cima do lance e conta todos os detalhes do Maracanã.
Tite, pelo menos, conseguiu explicar um pouco mais sobre a saída de Lorran e Werton, jogadores que já tinham vindo do banco de reservas. Pedro ainda demonstrou todo o amor pelo Flamengo, ao frisar que trocaria o gol marcado por uma vitória sobre o Cuiabá.
O que Tite disse durante a coletiva?
- Elogiou a atuação do goleiro Walter, do Cuiabá;
- Analisou a alteração inusitada de Lorran e Werton;
- Voltou a criticar o calendário do Campeonato Brasileiro;
- Explicou o que faltou ao Flamengo para vencer o Cuiabá.
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Por que tirar jogadores que já vieram do banco?
— O jogo se apresentou, tentamos usar dois pivôs, substituímos os meninos para criar as alternativas que precisámos e fica aqui o respaldo aos meninos, o Lorran e o Werton. Queria trabalhar em cima da projeção. Busquei um jogador de articulação para dar mais volume. Como eu tenho o Lorran junto com o Gerson, que são dois articuladores, eles se procuram, a ideia foi tê-los. Depois, montamos uma estratégia para furar o bloco médio e baixo deles (Cuiabá). Tínhamos que fazer o movimento no último terço.
O comandante ainda fez questão de criticar, novamente, o calendário imposto ao Brasileirão. De acordo com Tite, falta fôlego ao Flamengo em meio a sequência pesada de jogos.
— É difícil não falar da questão do calendário. A gente faz a análise do adversário e não tem como treinar para esse jogo. Você coloca no vídeo e tenta fazer com que as coisas cheguem na hora. Foi o terceiro jogo seguido em menos de 72h. Não conseguimos manter a regularidade para colocar a gente na cara do gol, de ter uma finalização mais limpa. Temos que reconhecer que, do outro lado, o Walter estava num dia iluminado — explicou.

Pedro faz escolha nobre
Ainda no campo de jogo, o autor do gol foi o único jogador do Flamengo a falar com a imprensa. Pedro viu um Rubro-Negro com pouca eficiência e presença de área em partida que precisava muito desse fator, diante de uma equipe fechada como o Cuiabá. O artilheiro ainda fez uma escolha altruísta e curiosa.
— Jogo muito difícil. Uma equipe fechada, acredito que a gente precisava ter mais presença dentro da área. Infelizmente a gente ainda tomou um gol cedo, dificultou mais ainda, eles recuaram muito cedo. Não faltou entrega, nosso time tentou o máximo para buscar a virada, mas não deu. Marquei um belo gol, mas trocaria pela vitória hoje — finalizou.

O próximo desafio do Flamengo será pelo Campeonato Brasileiro, na quinta-feira (11), quando Tite e companhia enfrentarão o Fortaleza, pela 16ª rodada. A bola rola a partir das 20h (de Brasília), no Maracanã.
Veja outros pontos abordados na coletiva
O que faltou para o Flamengo vencer?
— Quando você busca o gol, o emocional também conta. O próximo lance é o mais importante. Vai nessa construção. Mas isso não pode ser circunstancial, tem que ser pensada, articulada. Falei da finesse, do detalhe técnico. Do bom domínio, do bom passe, de abrir o campo. Teve alguns fatores que influenciaram.
Escolhas no time titular
— Todos os atletas podem (entrar mais vezes). As vezes, nós nominamos um. Mas tem outros. O Werton entrou bem contra o Cruzeiro. As vezes quer um jogador de flanco, outro de articulação. Dentro das lógicas e das características, nós procuramos ideias.
Mais sobre o calendário
— Vou falar um pouco pessoal. Eu fui dormir ontem. O primeiro dia depois do jogo (contra o Atlético-MG) você não descansa, tem a energia. Eu não sei se, o Bruno Henrique estando limpo, ele consegue sair do contato e não machucar. Mas quando há jogos excessivos a propensão de um atleta machucar é muito maior. Fica o registro. Se o sindicato dos atletas colocou que 66 horas é o tempo mínimo (entre uma partida e outra), eles estão errados também. Estou colocando na condicional. Eu não sei se isso pode ter influenciado a ele ter se machucado.
Lorran oscilando
— Maturidade. Tempo jogado. Isso só se consegue jogando. E treino. O cara tem uma semana inteira para trabalhar, orientar como ele faz a pressão… Nós ficamos nessa loucura de um jogo atrás do outro. Assim como a equipe oscila, o garoto vai oscilar também.



