Brasileirão Série A

Seabra explica mudanças ousadas e fala de desfalque do Cruzeiro para clássico

O treinador Fernando Seabra concedeu entrevista coletiva após o empate entre Fortaleza e Cruzeiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro

O Cruzeiro conquistou um ponto importante ao buscar o empate em um jogo quase perdido, com um homem a menos, na noite dessa quarta (17), no Castelão, contra o Fortaleza. A Raposa perdia para os donos da casa, que marcaram com Hércules, até os 43 do segundo tempo, quando as mudanças ousadas de Fernando Seabra foram recompensadas e Mateus Vital igualou o marcador após jogada do garoto Robert.

Além de dar um ponto contra um adversário forte, fora de casa, a partida exalta mais uma vez a garra da equipe celeste, que ganha pontos nos momentos finais de uma partida, sem perder o ímpeto ofensivo durante o jogo. O treinador Fernando Seabra comentou sobre a partida na coletiva de pós-jogo e explicou suas alterações ousadas. Ele tirou o volante Ramiro para colocar o ponta Gabriel Veron, depois sacou Lucas Silva para colocar o meia Mateus Vital e, posteriormente, substituiu o zagueiro Neris pelo garoto Robert, ponta, ficando com apenas um zagueiro de origem — Marlon fechou a zaga —, mesmo quando Lucas Romero foi expulso.

— Naquele momento, a derrota a gente já tinha. Tinha que ir pra uma situação de emergência ofensiva. Demorou pra organização estabelecer. Esse é o recado que a gente tem que validar, é uma equipe corajosa, que busca resultado, que sabe das adversidades, mas que a gente vai ter coragem de enfrentar. João Ricardo foi excepcional, isso mostra o que foi o Cruzeiro hoje — justificou o treinador cruzeirense.

Apesar das mudanças terem dado certo, Seabra lembrou diversas vezes do pouco tempo de treinamento para o Cruzeiro, que sofre com o calendário apertado do futebol brasileiro. O treinador se mostrou feliz pelo desempenho da equipe, mesmo com essa e outras adversidades.

— Gerenciar uma fadiga muito grande, porque a intensidade contra o Botafogo foi alta. E ainda teve a viagem. Eu trabalhei aqui durante quase 1 ano e é muito difícil jogar aqui por causa do clima. No primeiro tempo, a gente optou por não ser tão agressivo e sofremos. O Fortaleza foi muito eficaz em tirar nossas referências e conseguiu jogar muito bem. Mas a equipe conseguiu reagir no jogo e elevou seu nível — apontou Seabra.

Gols sofridos pelo Cruzeiro

Fernando ainda comentou sobre o alto número de gols sofridos pelo Cruzeiro nos últimos jogos e creditou isso ao poderio do adversário e pouca possibilidade de realizar treinamentos. Também falou que a postura adotada no primeiro tempo ajudou a chamar o Fortaleza para cima da Raposa.

— Nós tomamos um gol no rebote do escanteio. Tivemos um pouco mais de coordenação zonal na última linha. Quando a gente fala que uma equipe sofreu muitos gols, a gente tá falando da equipe. O problema pode acontecer em outro setor e estourar na última linha. Eu já vi uma evolução hoje em alguns comportamentos, em trabalhos de metodologia zonal, não acontece da noite pro dia, mas está tendo alguma evolução. Hoje, nossa dificuldade foi o que o Fortaleza nos proporcionou — explicou.

— No primeiro tempo, a gente optou por não ser tão agressivo, tentar sustentar uma compactação média, e sofremos. O Fortaleza foi muito eficaz em retirar nossas referências de abordagem, de subida de pressão e conseguiu jogar muito bem. A equipe (Cruzeiro) conseguiu reagir no jogo, conseguiu encontrar respostas e elevou o seu nível de desempenho — afirmou, ainda, o treinador celeste.

Gabriel Veron e Anderson

Fernando Seabra comentou sobre o momento de Gabriel Veron, que voltou a atuar pelo Cruzeiro e busca o melhor ritmo de jogo, e elogiou o goleiro Anderson, que assumiu, na fogueira, a posição de Rafael Cabral.

— Em relação ao Veron, a pergunta se estende a todos que estão com menos minutagem. A gente tem buscado desenvolver e estimular os jogadores com mais conteúdo, carga de treino e às vezes ele tem mais oportunidade de desenvolver que os que estão jogando. A gente vai fazendo esse equilíbrio, para que sempre entrem em condições melhores — falou o treinador.

— O que ele (Anderson) precisa é tranquilidade, ele tem qualidade pra jogar. Ele tem muitos recursos. A falta de ritmo de jogo e a falta de oportunidade de ter um plano de jogo, pode gerar mais insegurança. A história dele, ao longo do jogo, ele cresceu de desempenho. É difícil mudar algo profundamente de hora pra outra — pontuou.

Quem substituirá Romero no clássico?

Perguntando sobre os planos para suprir a ausência do volante Lucas Romero, expulso contra o Fortaleza, no clássico, Fernando Seabra afirmou ter boas opções e tempo para trabalhá-las, mas não quis adiantar uma provável escolha.

— A gente tem algumas opções. Eu não preciso adiantar nada agora, mas ao mesmo tempo é uma ausência sentida — ponderou o treinador do Cruzeiro.

Foto de Maic Costa

Maic Costa

Maic Costa nasceu em Ipatinga, mas se radicou na Região dos Inconfidentes mineiros. Formado em Jornalismo na UFOP, em 2019, passou por Estado de Minas, Superesportes, Esporte News Mundo, Food Service News e Mais Minas. Atualmente, é setorista do Cruzeiro na Trivela.
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