Brasileirão Série A

Santos faz novo empréstimo para honrar folhas salariais e “despesas diversas”

Valor foi obtido por meio do funding criado pelo presidente do Santos, Andres Rueda, em junho do ano passado

Criado pelo presidente Andres Rueda e aprovado pelo Conselho Deliberativo do Santos em junho do ano passado, o funding de torcedores do Peixe já rendeu R$ 61,6 milhões em empréstimos aos cofres do clube. E assim como já havia ocorrido no primeiro trimestre de 2023, o projeto foi essencial para o pagamento de salários do clube.

De acordo com o segundo balancete trimestral financeiro do Santos, ao qual a Trivela teve acesso, o presidente pegou R$ 6,8 milhões em empréstimos entre abril, maio e junho para a quitação da folha salarial de jogadores e demais funcionários. O dinheiro também foi utilizado para o pagamento de “despesas diversas” do clube.

O relatório financeiro desenvolvido pelo Conselho Fiscal (CF) do Santos, que será detalhado em futura reunião do Conselho Deliberativo, não especifica quanto foi destinado exatamente para a folha salarial dos jogadores, funcionários ou mesmo para as demais despesas citadas nesses três meses. Mas mostra que sem esse auxílio o clube não teria conseguido honrar os seus compromissos.

É importante ressaltar que esses empréstimos foram realizados antes das vendas dos atacantes Ângelo e Deivid, ambos para o Chelsea, da Inglaterra. Essas negociações ocorreram após a fechamento deste balancete financeiro e só aparecerão no documento trimestral de julho, agosto e setembro.

Santos precisa pagar R$ 50 milhões em 4 meses

Ainda segundo o documento, até a conclusão deste relatório, em 30 de junho deste ano, o saldo a ser quitado pelo Peixe com o funding era R$ 50 milhões. Apesar do valor, a diretoria alvinegra garante que essa quantia está sendo paga religiosamente e será quitada em 2 de janeiro de 2024, data de vencimento da última parcela do projeto.

Procurado pelo CF para esclarecimentos e planejamento sobre o pagamento do funding, Rueda se posicionou ao órgão.

– O funding nada mais é do que um empréstimo bancário feito pelo Santos utilizando-se garantias de sócios do clube. No planejamento está prevista a quitação do máximo possível destes empréstimos até o fim do ano – respondeu o presidente no relatório.

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Segundo empréstimo para salários no ano

A utilização do funding para o pagamento de salários não é algo inédito no Santos neste ano. Em março, a diretoria fez “uma captação de R$ 10 milhões (bruto). O valor foi 100% destinado para pagamento da folha salarial do clube”, apontava o balancete financeiro do primeiro trimestre.

À época, o funding tinha rendido o total de R$ 54,8 milhões aos cofres do Santos. Ou seja, justamente R$ 6,8 milhões a menos do que o valor no final de junho.

Valor da folha salarial do Santos

Antes da chegada das nove contratações feitas nesta janela de transferência de meio de ano, o Santos, ao término do segundo trimestre do ano, tinha um gasto mensal de R$ 9 milhões somente com o elenco profissional. O valor é praticamente o mesmo do primeiro trimestre, que era de R$ 9,2 milhões.

Considerando os vencimentos dos demais funcionários do clube, a folha salarial do Peixe, ao término do segundo trimestre, era de R$ 13 milhões. O que significa um aumento de 7,71% em relação ao que foi gasto no 1º trimestre de 2023.

Dívida do Santos com Andres Rueda aumentou

Por conta de um empréstimo feito antes de ser eleito, em dezembro de 2020, Rueda tem a receber R$ 23,8 milhões do time da Vila Belmiro. O valor é referente ao dinheiro injetado nos cofres do clube “para a quitação de condenação junto à FIFA do processo arbitral movido pelo Hamburgo em relação à negociação do zagueiro Cleber Reis”.

À época, Rueda emprestou pouco mais de R$ 16 milhões ao clube para colocar fim na pendência financeira com o clube alemão que já impedia a então diretoria alvinegra, presidida interinamente por Orlando Rollo, de fazer novas contratações e que estava em vias de provocar perda de pontos no Campeonato Brasileiro daquele ano.

Foto de Bruno Lima

Bruno LimaSetorista

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.

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