Como o Palmeiras mudou para bater o Grêmio e crescer às vésperas de enfrentar o Corinthians
Time de Abel Ferreira alterou maneira de criar jogadas e teve início arrasador que garantiu vitória diante dos gaúchos
Pelo que aconteceu no início do jogo, em especial pelo lado do Palmeiras, o confronto deste sábado (26) prometia mais do que um 1 a 0 para o time da casa.
Mas, apesar do placar modesto e a pressão no final, o torcedor palmeirense teve motivo para encerrar a noite — ou partir para a balada — com uma boa impressão. E bem às vésperas de mais um Derby decisivo.
Na próxima quarta-feira (30), o Palmeiras começa a decidir uma vaga nas quartas da Copa do Brasil contra o Corinthians com uma proposta bem mais interessante do que a que vinha mostrando.
Com a vitória sobre os gaúchos, o Palmeiras chega aos 32 pontos e coloca pressão no líder Cruzeiro (33) e vice-líder Flamengo (32). O alviverde agora soma três triunfos consecutivos, pois chegou ao duelo deste sábado com vitórias contra Atlético-MG e Fluminense.
20 minutos de almanaque

O Palmeiras inverteu o que costuma acontecer e fez um primeiro tempo muito bom. Com menos de três minutos, o time de Abel Ferreira já vencia por 1 a 0, com uma jogada que talvez tenha sido a mais bem trabalhada pelo time no ano:
Giay recebeu na direita e, conscientemente, fez a bola cruzar o campo na direção de Piquerez. O uruguaio acionou Maurício na área, que rolou para Facundo Torres bater no ângulo de Volpi e abrir o placar.
O lance foi um resumo da mudança na forma de atacar do Alviverde. Saem as bolas esticadas, entra o jogo de aproximação. Luighi, Mauricio e Facundo, por dentro, moviam o Palmeiras ao ataque com toques rápidos. Piquerez e Giay, abertos, eram os pontas.
Mais de uma vez, foi possível ouvir “suspiros” da torcida para jogadas bem trabalhadas do Alviverde. Não era para menos. Os primeiros 20 minutos foram mesmo muito bons e melhores que a média do time.
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Palmeiras recua e Grêmio cresce
Mas, aos 21, após uma defesaça de Weverton, em escapada de Pavón, o Verdão mudou sua postura e recuou suas linhas — um tanto empurrado pelo Grêmio que, sem escolha, teve que forçar mais o jogo. E os tricolores, ainda que não tenham balançado a rede, cresceram.
A melhora gremista seguiu na segunda etapa. O Palmeiras decidiu passar a administrar a partida, com substituições e dosagem de energia.
Antes de dar lugar a Flaco, Vitor Roque, que cresce a cada jogo, fez duas grandes jogadas. Aos 4, por exemplo, avançou pela entrada da área e limpou dois, antes de bater prensado — Maurício ainda chutaria com perigo no rebote.
Aos 11 foi a vez de Martínez bater com perigo, de fora. Aos 19, Facundo arrancou pela esquerda, fez boa jogada, mas bateu por cima. Giay, Sosa, Flaco e até o jovem Riquelme Filipe, que estreou como profissional, tiveram chances.
O volume do Grêmio seguiu crescendo. E por não conseguir fazer os gols que construiu, o Palmeiras passou os minutos finais sofrendo pressão. A ponto de quase levar o empate aos 49, em escapada de Braitwhaite pela esquerda. A bola cruzou a pequena área de Weverton sem encontrar um pé que a empurrasse para dentro.
Seria um castigo duro para uma equipe que, ainda que tenha caído de produção ao longo do jogo, mostrou melhoras promissoras para um futuro próximo decisivo na Copa do Brasil, na Libertadores e no próprio Brasileirão.



