Brasileirão Série A

Erro do Palmeiras foi o mesmo, mas o Fluminense não é o Chelsea, e a virada veio

Verdão trocou a postura e foi muito melhor no segundo tempo, para virar o jogo

O Palmeiras venceu de novo, de virada e mostrando muita força. Mas fica a pergunta: Por que um time que claramente joga melhor pressionando no campo rival, sempre entra jogando tão recuado?

Palmeiras e Fluminense tiveram chances concretas de fazer uma das semifinais da Copa do Mundo de Clubes, há menos de um mês, nos Estados Unidos. O Fluminense até chegou lá. Mas, no final, o Chelsea foi algoz de ambos.

Nesta quarta-feira (23), o Maracanã foi o ponto de encontro das vítimas do atual campeão mundial. E, para sorte do Palmeiras, o time de Renato Gaúcho não veste azul, tampouco veio do sudoeste de Londres. Porque o Alviverde cometeu, no Rio, o mesmo equívoco que o complicou na Filadélfia.

Dessa vez, no entanto, deu tempo de virar o jogo e ganhar por 2 a 1. Contra um time que não vencia no Estádio Mário Filho desde 2017. Arena onde não ganhava desde 2020. E, desse modo, se manteve rondando o topo da tabela do Campeonato Brasileiro.

Um primeiro tempo nulo

O Palmeiras praticamente descartou o primeiro tempo. Com uma postura muito recolhida, apostando em jogar na transição, o Palmeiras concluiu uma única vez a gol, aos 49 minutos, contra sete dos cariocas.

Só que essa única bola foi nada menos que o gol de um empate nada merecido — Cano abrira o placar, de pênalti, aos 36.

Sosa, que estava em campo há menos de cinco minutos, no lugar de um machucado Felipe Anderson, cruzou de longe e achou Maurício. A cabeçada saiu em cima de Fábio, que falhou e aceitou.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Palmeiras muda de postura e vira

Depois de viver de lançamentos de Weverton para um isolado Vitor Roque — leia-se chutões –, o Palmeiras mudou totalmente a postura. Usando contra o Flu o mesmo veneno de que fora vítima na etapa inicial: subiu a marcação, apertou a saída e sufocou o Tricolor.

E foi apertando a defesa rival que o Palmeiras chegou ao 2 a 1. Em seu segundo bom jogo consecutivo, Vitor Roque, esperto, interceptou um passe de Martinelli em frente à área. O centroavante ainda limpou dois zagueiros e bateu sem chance para Fábio, aos 16.

Aí sim, o Palmeiras transformou o jogo no que queria. O Fluminense teve de se lançar, e os jogadores de verde puderam aplicar sua especialidade. Se Flaco López fosse um pouco mais habilidoso, o Palmeiras teria ampliado o placar. Foram três boas chances no mano a mano, que o argentino desperdiçou.

No fim, até um cartão vermelho contrário acabou sendo positivo para o Palmeiras. O Fluminense pressionava muito, quando o VAR chamou Ramon Abel Abatti para apontar um cartão vermelho para Allan.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo