Brasileirão Série A

Palmeiras não atropela como no clássico, mas bate Bahia com segurança e vai reencontrando a paz

Palmeiras fez mais um bom jogo no Brasileirão e mostrou que o caminho das vitórias com segurança está de volta, desta vez contra o Bahia

O Palmeiras não atropelou o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro, como fez com o São Paulo na quarta-feira, quando goleou por 5 a 0. Mas venceu a terceira partida seguida, chegando aos 53 pontos e se aproximando cada vez de uma vaga na próxima Copa Libertadores: 1 a 0, com gol de Raphael Veiga.

E porque sonhar não faz mal, o time fica agora a seis pontos do líder Botafogo, justamente o próximo adversário do Alviverde – o Botafogo, contudo, tem dois jogos a menos e enfrenta amanhã, no Rio, o Cuiabá.

Foi o terceiro jogo do Palmeiras com três zagueiros e um esquema sem pontas atuando abertos. Foi também a terceira partida do Verdão sem levar gols, que vai reencontrando a paz.

Palmeiras na frente com paciência e troca de passes

O Palmeiras fez um bom primeiro tempo. Mais uma vez, a nova organização tática, com três zagueiros, trouxe equilíbrio ao time de Abel Ferreira. O meio-campo com Fabinho e Ríos rodava bem a bola e se aproximava de Veiga.

Mayke e Piquerez também se mostraram bem adaptados às funções de apoio. Mas o Bahia dificultou as ações do Alviverde. Marcando a saída e, ao mesmo tempo, compactando-se em duas linhas bem próximas em seu campo defensivo, o Tricolor testou a paciência do Palmeiras.

O Verdão soube trocar passes com calma. Com 73% de posse de bola, o Palmeiras chutou nove vezes a gol na primeira etapa. Uma delas, aos 37 minutos, balançou a rede.

Gómez se antecipou e cortou lançamento do Bahia, antes de enfiar na direção de Endrick. O camisa 9 recebeu na direita, cortou de fora para dentro do atqaue e sofreu falta quase na linha da grande área. Mas Veiga acompanhava a jogada de perto, e o juiz deu vantagem.

Calmo, o camisa 23 se livrou de um marcador e bateu da entrada da área, no canto esquerdo, contrapé do goleiro Marcos Felipe. A defesa do Bahia ficou indecisa no lance e não combateu Veiga como deveria.

Bahia ataca, Palmeiras também

O Bahia precisou atacar mais no segundo tempo, empurrando o Palmeiras para trás e ficando mais tempo com a bola. O time do técnico Rogério Ceni passou a dar mais trabalho para o Verdão. Mas nem tanto assim.

Isso porque, quando chegava nas imediações da área do Palmeiras, o Tricolor se deparava com uma linha de até cinco jogadores, e não conseguia levar perigo – no máximo, conseguia escanteios.

Com o espaço dado, os palmeirenses passaram a ter mais verticalidade, aproveitando os contra-ataques. Endrick e Veiga, como um falso 9, se entendiam na frente. E Ríos seguia fazendo uma grande partida, quase como um meia centralizado. Aos 20, até falta com perigo, ele cobrou. 33747

Abel decidiu trocar seu ataque, e colocou Artur e Luis Guilherme nas vagas de Endrick e Veiga. E o Palmeiras foi se tornando menos agudo.

Aos 29, Murilo enfiou para Breno Lopes. Marcos Felipe, corajoso, saiu bem no pé do atacante do Palmeiras e defendeu com o peito. Lopes teria mais uma chance, aos 33 –  e o goleiro do Bahia salviu mais uma vez.

O Bahia ainda teria Acevedo expulso. E o Palmeiras, teria chances com KLuis Guilherme e Rony, sem sucesso.

Trégua continuou

Mais uma vez, as organizadas do Palmeiras decidiram manter a trégua com a presidente Leila Pereira. A mandatária não foi xingada em nenhum momento.

Como disse Jorge Luiz, presidente da Mancha Alviverde, à Trivela, a torcida decidiu “ignorar” a mandatária, até segunda ordem.

Estatísticas

Finalizações
Palmeiras 26 x 5 Bahia

Finalizações certas
Palmeiras 6 x 1 Bahia

Posse de Bola
Palmeiras 65% x 35% Bahia

Faltas cometidas
Palmeiras 12 x 13 Bahia

Próximos jogos do Palmeiras

Botafogo x Palmeiras – 01/11 – Quarta-feira, 21h30 – Nilton Santos
Palmeiras x Athletico – 04/11 – Sábado, 21h30 – Arena Barueri
Flamengo x Palmeiras – 07/11 – Quarta-feira, 21h30 – Maracannã

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
Botão Voltar ao topo