Brasileirão Série A

Abel revela como vê Palmeiras com Maurício, Felipe Ânderson e comenta Gabigol

Técnico do Palmeiras explicou como enxerga dupla no time, mas falou com ressalvas sobre possível vinda do jogador do Flamengo

No próximo dia 17, contra o Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, o Palmeiras vai poder estrear Maurício, Felipe Ânderson e Agustín Giay. Os três chegam ao clube com moral para serem titulares — até pelo valor do investimento para trazê-los. Mas Abel Ferreira deixou claro que isso não necessariamente vai acontecer.

— Nosso time está bem. E eu não vou mexer no time que está bem. Quem chegou tem que se adaptar, seja quem for. Seja o Messi, ou seja o Ronaldo — disse o técnico, após a vitória por 2 a 0 sobre o Bahia no domingo (7), no Allianz Parque.

De fato, o Palmeiras está encaixado, desde a saída de Endrick, que disputou a Copa América com a seleção brasileira. Abel retomou o 4-3-3 tradicional, Estêvão assumiu a ponta-direita de vez e Lázaro, atualmente lesionado, assumiu a esquerda.

Sem Lázaro, Abel testou Gabriel Menino. E Rony, diante do Bahia, foi o escolhido para jogar pelo setor — muito embora tenha aparecido como centroavante centralizado em vários momentos.

Estrutura não muda

Embora tenha feito um discurso protecionista em relação aos atletas que estão hoje na equipe, o técnico foi bem didático ao descrever como imagina o Palmeiras após a liberação dos reforços.

Na visão do técnico, Maurício é um jogador para atuar tanto na posição de Estêvão quanto na de Raphael Veiga.

— O Maurício chegou para substituir o Luis (Guilherme), que jogava tanto na posição do Veiga quando do Estêvão — disse.

— Como sabemos que o Estêvão vai sair daqui um ano, a nossa direção fez o esforço de trazer o Maurício já — disse o técnico.

— É um jogador que trouxemos tanto para jogar por dentro como para jogar por fora. É exatamente desse modo que ele jogava no time dele [Internacional] — completou.

Com Felipe Ânderson, a ideia é aproveitá-lo pelo lado esquerdo, muito embora o técnico tenha ressaltado que ele também atua pela direita. Abel vê o ex-jogador da Lazio podendo tanto ser o ponta que vai ao fundo como o jogador que cai para o meio e bate a gol com o pé trocado.

— O Felipe pode jogar pelo lado direito, ou aberto, ou por dentro. É um jogador culto taticamente, que pode nos dar é o que o está fazendo o Menino agora, como um quarto médio — explicou.

Em outras palavras, Felipe vai fazer o trabalho que Lázaro vinha fazendo até se lesionar — e que Gabriel Menino fez por algumas rodadas até com relativo sucesso.

— O que disse a eles é o mesmo que vou dizer a vocês: sejam bem-vindos à família Palmeiras. Preparem-se, que a viagem vai começar para vocês — finalizou o técnico.

E o Gabigol?

Abel, logicamente, também foi indagado sobre a possível chegada de Gabigol. E se ele estava ciente e de acordo com a negociação que levaria Dudu para o Ninho do Urubu.

— Esse assunto (possível troca de jogadores), eu tive conhecimento antes do jogo. Mas eu vou ser coerente com o que tenho dito. Não vou falar de especulação, de novela. Eu já disse várias vezes que assunto de transferência é com a diretoria. Treinador treina, roupeiro, roupa, com todo respeito.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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