Brasileirão Série A

‘Creio na boa-fé dos árbitros’, diz Milito sobre polêmicas em Corinthians x Atlético-MG

Apesar das polêmicas em Corinthians e Atlético, Milito preferiu colocar panos quentes no caso arbitragem

A primeira rodada do Campeonato Brasileiro foi recheada de lances polêmicas, e o empate sem gols entre Corinthians e Atlético-MG não fugiu disso. Apesar das decisões, no mínimo, controvérsias do árbitro, o técnico Gabriel Milito preferiu não criar mais polêmica e apenas citou que acredita na boa-fé dos donos do apito.

O jogo na Neo Química foi apitado por Yuri Elino Ferreira da Cruz, do Rio de Janeiro. O árbitro teve uma atuação bastante polêmica, parando muito o jogo e tomando atitudes que irritaram os dois lados. E não só em campo, já que as redes sociais se encheram de críticas ao dono do apito.

Do lado do Atlético, duas reclamações são mais acintosas. A primeira aconteceu quando Fagner, no mesmo lance, pisou no calcanhar de Arana e depois deixou o pé alto, atingindo e deixando marca na coxa de Zaracho. O lateral, no entanto, recebeu só o amarelo, e o VAR, que deveria ter analisado tanto uma possível expulsão quanto um pênalti, já que o pisão em Arana foi dentro da área, não chamou o árbitro.

Outro lance polêmico foi a expulsão de Battaglia. O volante levou amarelo com apenas 20 segundos, e foi expulso por outro amarelo já nos acréscimos. Tanto a primeira quanto a segunda falta geraram debate se eram mesmo para advertência. Na segunda, para alguns, nem falta deveria ter sido marcado.

Questionado sobre a polêmica arbitragem, Milito preferiu não se envolver mais nessa questão e apenas citou acreditar na arbitragem, que pode acertar e errar como qualquer um.

Tenho a minha opinião, claro, mas creio na boa-fé dos árbitros. Se não acreditasse, teria que fazer outra coisa. Sei que eles têm acertos e erros, como nós e vocês também. Há que conviver com isso, são parte do futebol. Nos adaptamos e seguimos — afirmou Gabriel Milito.

Mas, Milito deu, sim, a sua opinião

Em outra resposta, essa falando sobre o que pretendia com o volante Battaglia jogando como um terceiro zagueiro, o treinador se estendeu e falou sobre a expulsão do jogador, que, para ele, não devia ter ocorrido.

— Tivemos o azar dele ser amarelado com 20 segundos, e depois lhe expulsaram em uma ação onde foi um choque e poderia ter evitado o cartão. É uma ação de jogo que acontece a qualquer momento — destacou.

Atlético protestará na CBF contra a arbitragem

Se Milito, como pessoa física, não quis se meter nas polêmicas de arbitragem, o Atlético, como instituição, não deixou barato. Além da reclamação com a foto de Zaracho durante o jogo, o Galo emitiu nota afirmando que um campeonato como o Brasileirão “não pode apresentar uma arbitragem como a que se viu” na Neo Química Arena. O Alvinegro ainda citou o VAR, que precisa se posicionar “diante de jogadas evidentemente violentas”. O clube fará reclamação junto a CBF.

Milito gosta mesmo de falar do jogo, e aprovou o do Atlético

Enquanto teve um a mais, o Atlético foi dono do jogo, tendo a posse de bola e praticamente não deixando o Corinthians ficar com ela por mais de 30 segundos, com a ação de perde-pressiona funcionando muito bem. Milito citou que a intenção era dominar e vencer, mas a expulsão acabou mudando os rumos da partida.

— No segundo tempo, tivemos que jogar com muita ordem, coração e esforço, mas conseguimos controlar o ataque deles. Sabíamos que íamos ter algumas situações de gol nos contra-ataque. Inclusive quase ganhamos na última jogada com a falta do Scarpa — disse o treinador.

Pelo esforço dobrado dos jogadores na etapa final, que não deixaram o Atlético sofrer, mesmo com um a menos, Gabriel Milito saiu da Neo Química Arena muito satisfeito com o desempenho do time, e isso não mudaria nem se tivesse perdido o jogo.

Jogamos com muito caráter, personalidade e, no 11×11, pressionamos o Corinthians no campo deles, fizemos eles ficarem incômodos e recuperamos muitas bolas. Na hora de jogar, tivemos critério. Podemos fazer melhor, mas, pelo tempos que temos, estou muito feliz. Com o tempo passando, vamos evoluindo. Estou muito contente e dou valor não ao resultado final, mas pela forma como eles competiram. Mesmo que tivéssemos perdido, teria sentido o mesmo. Não vou mudar a opinião sobre a equipe pelo resultado, analiso o rendimento e o comportamento. Hoje conseguimos um ponto merecidamente — Gabriel Milito.

Gabriel Milito ainda destacou que “o sistema tático não é o mais importante”, e sim jogar com o coração, com paixão. Para ele, o Galo fez isso neste domingo, e por isso mereceu o empate e até mais: “Temos que competir assim, com essa mesma paixão e desejo. Esse foi o ponto da partida, demonstraram o que eu queria ver, e hoje eu vi. Vi no 11×11 e no 11×10. A equipe jogou com paixão e autoridade no campo de um rival muito difícil”

O Atlético volta a campo na quarta-feira (17) iniciando uma sequência de jogos como mandante. Primeiro, encara o Criciúma, depois, o Cruzeiro (sábado – 20), pelo Brasileirão. Por fim, o Peñarol (terça – 23), pela Libertadores.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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