O Fluminense enfim voltou a jogar bem, e Marcelo tem tudo a ver com isso
Time de Fernando Diniz faz boas partidas em sequência, inclusive o empate contra o Flamengo, e dá sinais de melhora na temporada
Mesmo que não tenha vencido o Flamengo pelo Brasileirão, o Fluminense voltou a jogar bem — e essa é a notícia principal para os tricolores. Depois de um longo inverno de desfalques e atuações abaixo do esperado, o time de Fernando Diniz fez boas partidas em sequência pelo Brasileirão. E Marcelo tem tudo a ver com isso.
O futebol é um jogo coletivo, mas ainda que o media training exaustivo dos profissionais do futebol tente negar, a genialidade individual ainda é fator preponderante para os resultados. O Tricolor sabe disso por Ganso, Arias e por vezes até Germán Cano. Marcelo, entretanto, eleva o “Dinizismo” a outro patamar — o que dá esperança para voos mais altos na Libertadores e no Campeonato Brasileiro.
Embora tenha suas limitações físicas por conta da idade — e não à toa fique de fora de alguns jogos e treinamentos por problemas musculares já antigos —, o lateral-esquerdo do Fluminense é o maior da posição nos últimos 20 anos, sem concorrência alguma. E isso ainda faz a diferença.
#Brasileirão ??
Marcelo teve a maior Nota Sofascore (7.7) do time em Fluminense 0-0 Flamengo!
? 4 passes decisivos
? 1 desarme
? 1 chute bloqueado
? 1 falta (3 sofridas!)
↪️ 4/7 cruzamentos certos (57%!)
? 8/12 duelos ganhos (67%!)
? 2/3 dribles certos (67%!) pic.twitter.com/aMCVkqrOFP— Sofascore Brazil (@SofascoreBR) July 16, 2023
Com ele em campo, o Tricolor consegue fugir da pressão em sua saída de bola mesmo nos piores dias — como parecia o domingo (16) nos primeiros 20 minutos do Fla-Flu — e criar em pequenos espaços.
Muito além da caneta: Marcelo é a referência do Fluminense
Para além da caneta desconcertante que valeu a merecida expulsão de Luiz Araújo, incomodado com o drible e mais ainda com seu sorriso frouxo, Marcelo impõe respeito. Coloca qualidade técnica onde precisa, cabeça quando se faz necessário e leitura de jogo muitíssimo acima da média para ajudar o Fluminense nos momentos mais difíceis.
Isso aqui foi muita pornografi@, tá maluco! Que caneta do Marcelo.pic.twitter.com/W4lJe9bd6x
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) July 16, 2023
É ele o desafogo quando a pressão aperta, o jogo se mostra difícil e o meio-campo precisa de ajuda para criar. É Marcelo quem tenta acalmar Felipe Melo, se apresenta para Nino e dialoga no olhar com Ganso e Arias. É para o lateral que Germán Cano grita e estica o braço quando participa pouco do jogo e tenta se deslocar para receber.
Em pouco tempo, Marcelo, como já se esperava, virou o alicerce técnico do Fluminense. E não à toa, o Tricolor voltou a jogar bem quando o lateral-esquerdo igualou sua maior sequência desde que retornou ao Brasil: são cinco jogos seguidos. E embora tenha deixado o Fla-Flu antes do apito final após a entrada de Luiz Araújo, a dor foi apenas pela pancada forte, sem maiores preocupações.
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Fluminense acompanha bons números de Marcelo
Assim como na primeira sequência que teve ao voltar ao Fluminense, o Tricolor tem bom retrospecto com Marcelo em campo. Ao todo, são 14 jogos, com nove vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. O aproveitamento de 73,8% com o lateral-esquerdo colocaria o Flu na vice-liderança do Brasileirão, atrás apenas da assombrosa campanha do Botafogo, que conquistou 87% dos pontos até aqui.
Marcelo (35 anos) em seu retorno ao @FluminenseFC:
⚔️13 jogos (1 derrota!)
⚽️1 gol
?️1 assistência
?11 chutes (7 no gol!)
?18 passes decisivos
↪️28% acerto no cruzamento (!)
?57% duelos ganhos (!)
?56 bolas recuperadas
?4 faltas (24 sofridas!)
?Nota Sofascore 6.94— Sofascore Brazil (@SofascoreBR) July 11, 2023
Ainda que a contribuição direta para gols pareça curta — um gol e uma assistência —, o destaque individual é claro ao assistir os jogos. O Fluminense é mais time — e imprime mais o estilo de Fernando Diniz — com ele em campo.
Fernando Diniz já previa evolução do Fluminense
Se as boas atuações são uma boa novidade, o técnico do Fluminense e da seleção já previa a evolução da equipe. Exceto pela derrota para o São Paulo, no Morumbi, Fernando Diniz defende que o Tricolor já vinha jogando bem apesar dos resultados não mostrarem isso.
Após o empate por 1 a 1 com o Sporting Cristal, pela Libertadores, o treinador deu a seguinte resposta em entrevista:
“Nos últimos quatro jogos, a gente ganhou dois e empatou dois, classificamos em primeiro na Libertadores. Contra o Bahia, em termos de desempenho, se você pega a rodada do fim de semana, quem teve uma superioridade tão grande como o Fluminense teve jogando contra o Bahia – que tinha ganho do Palmeiras? Esse é o recorte mais justo e lúcido você fazer”, opinou.
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Em diversos momentos em que os resultados eram adversos, Diniz retomava a discussão sobre a oposição entre desempenho e resultado. Crítico ferrenho do “resultadismo”, o treinador sempre viu o Fluminense com chances de retomar os bons momentos.
Fluminense ainda terá reforços e retornos importantes
O panorama fica ainda melhor para o Fluminense se observado que o Tricolor segue com alguns desfalques pontuais. Nas duas boas atuações contra Internacional e Flamengo, a equipe não teve força máxima.
Primeiro, Ganso e Arias desfalcaram o time de Fernando Diniz na vitória sobre o Colorado. Na sequência, não teve Keno contra o Flamengo. Contra o Coritiba, o Flu não terá Cano, suspenso. Além disso, um dos pilares do time, Alexsander, segue fora por lesão. O jovem mais uma vez parece se recuperar mais rápido do que a previsão, mas ainda assim, perderá mais alguns jogos.
#Brasileirão ??
Leonardo Fernández em sua estreia pelo @FluminenseFC:
• Jogou por 20 minutos.
• Deu 2 passes decisivos e criou 1 chance clara de gol.
• Acertou 100% das bolas longas (3/3), 80% dos passes (12/15) e 25% dos cruzamentos (2/8).
• Somou 1 desarme e 1 drible. pic.twitter.com/5OJuHBaADB
— Sofascore Brazil (@SofascoreBR) July 16, 2023
Por fim, o Fluminense ainda terá reforços: Marlon só poderá estrear contra o Santos, no dia 27 (sábado), às 16h (de Brasília) no Maracanã, e Danielzinho e Yony González ainda não entraram em campo. A estreia do uruguaio Leo Fernández já foi festejada, mas ainda há outras peças que podem fazer o “Dinizismo” ser ainda mais forte.