Brasileirão Série A

O que falta para o Atlético-MG anunciar o primeiro jogo da Arena MRV?

Atlético-MG avançou penúltima etapa antes de poder anunciar o primeiro jogo oficial do seu novo estádio

O Atlético-MG teve mais uma vitória fora de campo e está cada vez mais próximo de confirmar a estreia de seu novo estádio, a Arena MRV. A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou um Projeto de Lei que libera o funcionamento do estádio. Com isso, faltam, basicamente, duas etapas para o anúncio da inauguração oficial do estádio.

O Projeto de Lei (PL) 623/2023, protocolado pelo vereador César Gordin, ex-presidente da Galoucura, principal organizada do Atlético, visa a liberação “de atividades de novos estádios e arenas esportivas que possuam capacidade igual ou superior a 30 mil torcedores após o término de suas obras”, mesmo que eles não tenham concluído as contrapartidas exigidas. É exatamente esse o caso da Arena MRV.

Com as obras do estádio prontas, a Arena MRV ainda precisaria concluir as contrapartidas, que são obras e projetos ao redor do local da construção para diminuir o impacto dela, como obras viárias, de construção e ampliação de acessos ao estádio. Com o PL aprovado, essas obras não precisam estar prontas para a nova casa do Atlético começar a funcionar oficialmente. O projeto deve ser sancionado pelo prefeito de BH, Fuad Noman, na sexta-feira (18).

Votação teve torcida presente e provocação

A votação na Câmara de BH nesta quarta foi aberta ao público, e com isso, muitos integrantes da Galoucura se fizeram presentes. A aprovação teve 34 votos “sim” e apenas cinco “não”, e foi marcada por paralisações recorrentes devido ao barulho que a torcida fez. César Gordin, por exemplo, que iniciou o pleito, terminou puxando um dos mais característicos cânticos da torcida do Atlético, e ainda emendou o hino do clube.

Mas o ponto que mais chamou atenção foi quando o vereador Miltinho foi votar. Ele estava usando uma camisa da Máfia Azul, principal organizada do Cruzeiro, maior rival do Atlético. O vereador foi hostilizado pela Galoucura.

Presidente da câmara, o atleticano Gabriel Azevedo logo repudiou os gritos da torcida, pedindo respeito ao vereador Miltinho. Não atendido, ele ameaçou suspender a votação, o que faria com o PL tivesse prazo vencido, consequentemente não sendo aprovado. Assim, Miltinho conseguiu manifestar seu voto, que foi não, alegando que as contrapartidas foram combinadas e precisam sim estar prontas para a Arena ser liberada.

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O que falta para o anúncio do primeiro jogo da Arena MRV?

Além da sanção do prefeito citada acima, que deve acontecer até sexta, o Atlético basicamente só precisa dar mais um passo para oficializar o primeiro jogo na Arena MRV. Nesta quarta e quinta, como informado pela Itatiaia e confirmado pela Trivela, haverão vistorias no estádio por parte de órgãos competentes, como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, etc. Esse é o último passo para o Galo ter o estádio aprovado nessas vistorias e assim receber um laudo de liberação.

Qual será o primeiro jogo da Arena MRV?

Com a sanção do prefeito e o laudo de aprovação dos órgãos competentes, o Atlético vai poder anunciar que o primeiro jogo oficial da história da Arena MRV será no dia 27 de agosto, às 18h30, contra o Santos, válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Apesar dessas aprovações, o estádio não terá sua capacidade máxima liberada. A estreia do time do Atlético no estádio deverá ter 30 mil torcedores, mesmo com a Arena MRV tendo capacidade para 46 mil. Isso acontece, pois, como diz o CEO Bruno Muzzi, o Galo vai aumentar o número de pessoas no estádio aos poucos, justamente para conseguir acertar tudo até ter casa cheia.

Os 30 mil contra o Santos vão ser mais do que a Arena MRV recebeu nos seus dois eventos anteriores, o “Nascimento do Campo”, que teve cerca de 5 mil torcedores, e o “Lendas do Galo”, que teve 20 mil.

Arena MRV tem ponto cego?

No “Lendas do Galo”, a primeira partida (não oficial) da Arena MRV, os torcedores do Atlético que ficaram atrás de um dos gols reclamaram de um ponto cego no estádio. Imagens circularam na internet de torcedores reclamando que tinham a visão do gol tampada por outros torcedores.

Na época, o Atlético e a Arena MRV soltaram nota afirmando que não há ponto cego no estádio e sim uma falta de educação dos torcedores que ficaram nos corredores e apoiados no vidro de proteção do anel superior. Antes do último jogo do Galo, que pode ter sido o último do clube no Mineirão, Bruno Muzzi voltou a descartar que haja ponto cego na nova casa atleticana:

— Não tem um ponto cego. Se trata de um equipamento novo, e as pessoas ainda não estão acostumadas. Ali (no vidro de proteção), é costume ficar em pé na frente de, por exemplo, pessoas com necessidades especiais. Se as pessoas ficam em pé, elas prejudicam a visão de quem está atrás.

O CEO atleticano citou que o clube vai precisar “proteger” a área para evitar que os torcedores fiquem ali. O normal nessa ocasião é usar uma corda e também colocar seguranças para avisar qualquer torcedor que fique na região. Essas ações, segundo Muzzi, vão acontecer “até que as pessoas se acostumem” que não podem ficar naquele lugar.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.

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