Coudet reconhece dificuldade contra o Atlético-MG, e diz que Inter é ‘patinho feio’ na Libertadores
Eduardo Coudet admitiu que foi difícil concentrar no jogo contra o Atlético-MG em meio à disputa da semifinal da Libertadores, contra o Fluminense, em que vê Internacional como 'patinho feio'
Em meio à disputa da semifinal da Libertadores, contra o Fluminense, o Internacional foi derrotado por 2 a 0 para o Atlético-MG, no sábado (30), pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após a partida, na entrevista coletiva, o técnico Eduardo Coudet reconheceu que foi difícil “concentrar a cabeça” na partida diante do Galo.
Apesar da derrota, elogio à atuação dos reservas
De olho no jogo da volta contra o Tricolor Carioca, na próxima quarta-feira (4), às 21h30min, no Beira-Rio, o treinador argentino mandou a campo um time completamente reserva. Ainda assim, o Inter foi superior ao Atlético durante grande parte do jogo, e Coudet elogiou o desempenho da equipe, apesar da derrota.
— Fizemos um grande jogo. Acho que o time jogou muito bem até tomar o gol. Era a primeira situação do Atlético. Geramos, tivemos volume de jogo, jogamos praticamente no campo deles. Obviamente que a análise de que a cabeça está na quarta, é verdade. Mesmo com o 2 a 0, a torcida está com a cabeça quarta. Já passou, tinha que passar esse jogo, porque tínhamos esse compromisso. Muito difícil dar 100% nesse jogo. Acho que todos sentiram da mesma forma. É difícil sair disso. Tanto é que o rival que vamos enfrentar tomou três também — citou o treinador, se referindo à derrota por 3 a 0 do Fluminense para o Cuiabá.
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Incômodo por ter que preservar
Coudet também voltou a manifestar seu incômodo em ter que preservar jogadores, o que vai cobrando preço no Campeonato Brasileiro. O Inter perdeu todas partidas que antecederam confrontos eliminatórios na Libertadores. E o treinador tem apenas uma vitória na competição nacional, em que o Colorado ocupa a 14ª colocação, com 29 pontos — apenas quatro acima da zona de rebaixamento.
— É difícil para mim deixar de fora gente que pode fazer a diferença. Para quem está de fora, também é difícil entrar por 20, 15 minutos no ritmo do jogo. […] Seguramente foi o último jogo em que tivemos, entre parentêses, que cuidar da gente. Temos que pensar, esse tem que jogar 15, tem que jogar 20. É difícil. Colocar Enner, por exemplo, me custou muito. É um jogador determinante para nós — lamentou o treinador.
Falta de efetividade no ataque
Outro ponto que ajuda a explicar a má campanha no Brasileirão é a falta de efetividade no ataque. O Inter é o time que menos marcou gols no campeonato, junto com o Goiás.
— Temos problemas de converter mais gols em comparação com a quantidade de finalizações que temos. Fizemos quinze finalizaçoes e não conseguimos fazer gol. Atuação muito boa do goleiro deles, Everson, e também ineficência nosssa. Temos que seguir trabalhando, criando, e certamente vamos fazer. Temos jogadores de qualidade, e que têm boa definição — afirmou Coudet.
Inter é ‘patinho feio’ na Libertadores
É claro que o técnico do Inter foi bastante questionado sobre a decisão contra o Fluminense. E utilizou uma estratégia muito comum nestes momentos: jogou o favoritismo para o adversário, mesmo que o Colorado precise apenas de uma vitória simples depois do empate em 2 a 2 no Maracanã.
— Podem trocar algumas coisas, mas os dois times têm uma intenção. Vamos enfrentar um grande time, com grandes jogadores. Não sei se vão concordar, mas é o time e o treinador do ano. Está há muito tempo. Sabem bem como querem jogar, são valentes. E o jogo de quarta-feira acho que foi um dos melhores jogos do ano. Nós queríamos ganhar, e eles também. Foi um jogaço. São dois times que gostam de jogar, são propositivos. Creio que vai ser um jogaço de novo. A série está em aberto, e é a Liberta. Não se pode errar, como é em qualquer jogo, mas a margem é muito menor. Queremos ser candidatos ao título, assim como eles são. Sinto que nesta semifinal somos o patinho feio — disparou Coudet.
O treinador do Inter também afirmou que, em um mano a mano com Fernando Diniz, escolheria o rival. O argumento?
— É o treinador da Seleção do Brasil — sintetizou.



