Libertadores

Com um a menos, Fluminense arranca empate com Inter e deixa semi da Libertadores aberta

Fluminense e Internacional ficam no 2 a 2 e vaga na final da Libertadores será decidida no Beira-Rio, na próxima quarta (4)

Fluminense e Internacional empataram por 2 a 2 no jogo de ida das semifinais da Libertadores nesta quarta-feira (27), no Maracanã, que recebeu 67.515 pessoas. Com um a menos, o Tricolor arrancou empate com dois gols de Cano. Hugo Mallo e Alan Patrick marcaram para o Colorado.

A igualdade no placar deixou o confronto aberto para a volta, no Beira-Rio, na próxima quarta-feira (4). Quem vencer está na final da competição.

Fluminense abre placar, mas fica com menos um e cede empate

O jogo começou nervoso, com muitos erros de Fluminense e Internacional. Aos 10, entretanto, Renê deu mole para Jhon Arias, que roubou a bola pela direita e passou para John Kennedy, que achou Cano sozinho na área para abrir o placar. Lotado, o Maracanã foi à loucura.

O problema é que o Tricolor cedia muitos espaços. Marcelo trocava a lateral pela meia direita, e já com apenas dois jogadores no meio, o Flu ficava muito aberto. Aos 34, Felipe Melo pisou na bola na pequena área e foi salvo por Ganso quando o Inter tinha tudo para empatar.

Aos 45, depois perder chance de aumentar com Keno, o Fluminense perdeu também Samuel Xavier, expulso. Em uma atitude inexplicável, Fernando Diniz esperou o fim do primeiro tempo para acertar a defesa, com o Flu com menos um em campo. O Inter rondou a área nos três minutos de acréscimo, e em um erro de Keno e Marcelo, Mallo apareceu sozinho na área para empatar.

Fluminense recompõe defesa, cede virada, mas arranca empate

Com 10 jogadores contra 11 do Internacional, o segundo tempo já se mostrava um cenário de drama para o Fluminense, que mudou três vezes para recompor a defesa: entraram Guga, Marlon e Alexsander nas vagas de John Kennedy, Felipe Melo e Ganso. O que parecia filme de terror piorou quando Mercado virou o jogo de cabeça. O respiro veio na anulação, pelo VAR, mas não seria por muito tempo.

Aos 19, Guga errou na direita, o Inter trabalhou bem até a bola chegar em Alan Patrick, que passou por Marcelo e bateu sem chances para Fábio. O Maracanã e o Fluminense sentiram a virada. O Internacional trabalhava a bola, Coudet fazia boas mexidas e o jogo parecia encaminhado para uma vitória colorada.

Faltou combinar com Germán Cano. Aos 32, o argentino aproveitou escorada de Nino e explodiu a rede de Rochet com um voleio. Letal, o camisa 14 chegou aos 11 gols na Libertadores e recolocou o Fluminense na competição.

No fim, Fernando Diniz e Eduardo Coudet reclamaram muito de suas equipes querendo a vitória, mas o placar ficou na igualdade. O 2 a 2 deixa tudo aberto para o Beira-Rio.

Coudet mexe na escalação, mas Inter cede gol no início

A novidade na escalação do Internacional foi a utilização de Hugo Mallo na lateral-direita, com Bustos iniciando no banco de reservas. O intuito era reforçar a marcação por esse setor, já que o espanhol é mais defensivo do que o argentino.

Mas a lógica se inverteu. Mallo começou com dificuldade na marcação de Keno, que conseguiu duas jogadas nas suas costas e obrigou Rochet a fazer grandes defesas. Por outro lado, o espanhol apareceu na frente para empatar o jogo em cabeçada nos acréscimos do primeiro tempo, quando o Inter já tinha um jogador a mais e encurralou o Fluminense.

A igualdade no marcador no intervalo se deu após uma grande primeira etapa. Como era de se esperar, o Colorado não adotou postura conservadora no Maracanã. Adiantou suas linhas, forçando o Fluminense a errar na tradicional saída de bola curta. Mas faltou aproveitar melhor as falhas do adversário, especialmente de Felipe Melo. Até porque o Tricolor Carioca não perdoou quando Renê, um dos mais regulares jogadores do Inter, cometeu erro grave que custou o gol de Cano.

Mas o Inter merecia sair no mínimo com um empate do primeiro tempo. Antes do gol de Mallo, o Colorado já tinha tido chute colocado de Maurício que passou com perigo, finalização cruzada de Enner Valencia que obrigou Fábio a fazer grande defesa, gol anulado do equatoriano e oportunidades cara a cara com Alan Patrick e Wanderson, que não conseguiram concluir com força e também pararam no goleiro do Fluminense.

Com um a mais, Inter chega à virada

Com 11 contra 10, naturalmente a posse de bola ficou mais com o Inter no início do segundo tempo. Aos oito minutos, após cobrança de escanteio curto, Wanderson chutou de fora da área e Fábio fez mais uma boa defesa. O Colorado seguiu em cima e marcou com Mercado em cruzamento de Mallo, mas o gol foi anulado por toque de mão do zagueiro.

A anulação murchou o Inter, que viu o Fluminense crescer e levar perigo em chute cruzado de Alexsander e após erro de Renê, que perdeu disputa com Arias e permitiu ao colombiano avançar, mas finalizar fraco. Mesmo assim, o Colorado chegou ao segundo gol com Alan Patrick, que teve categoria para tirar Marcelo da jogada e bater cruzado para vencer Fábio.

Inter dá mole, Cano empata e mantém Fluminense vivo

Depois do gol, o jogo parecia controlado pelo Inter. Mas Renê vivia noite trágica. O lateral errou mais uma vez na saída bola, foi desarmado por Arias e gerou escanteio. Na cobrança, a bola aérea defensiva, ponto fraco colorado, vazou. Nino subiu sozinho, algo inexplicável, ainda mais para quem marca individual. O cabeceio caiu no pé justamente do matador Cano, que empatou.

O Inter sentiu o gol. As trocas de Coudet não surtiram o efeito necessário. Dalbert, reserva imediato de Renê, entrou ainda antes do gol de empate do Fluminense, mas na segunda linha. Vitão, que retornou de lesão muscular, cansou e foi substituído por Igor Gomes. Sem conseguir explorar o homem a mais da maneira adequada, o Colorado acabou se contentando com o empate, que deixa tudo em aberto para o Beira-Rio.

Semifinais da Libertadores ficam em aberto

O 2 a 2 de Fluminense e Internacional deixa tudo aberto para o Beira-Rio, na próxima quarta-feira (4). A igualdade coloca o Colorado em leve vantagem, já que decide em sua casa. Quem vencer fica com a vaga na decisão do dia 4 de novembro.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
Foto de Nícolas Wagner

Nícolas Wagner

Gaúcho. Formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Antes de escrever pela Trivela, esteve na Rádio Grenal e na RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
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