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Copa do Brasil é obrigação? Isolado, Sampaoli balança mas não cai no Flamengo

Treinador argentino vive momento de pressão e isolamento nos bastidores e precisará mostrar mais se quiser permanecer no Rubro-Negro

Em uma temporada repleta de vexames, o Flamengo se complicou ainda mais com a eliminação precoce para o Olimpia, nesta quinta-feira (10), nas oitavas de final da Libertadores. O Rubro-Negro voltou a jogar mal e sucumbiu diante de um rival que queria mais a classificação para a próxima fase. Com o resultado, a Copa do Brasil se desenha como salvadora de 2023 para a equipe de Sampaoli.

Ao todo, foram quatro vices nesta temporada, contra Fluminense (2x), Independiente Del Valle e Palmeiras, além das eliminações precoces no Mundial de Clubes, para o Al Hilal, e Olimpia. Os 13 pontos de desvantagem com relação ao Botafogo, no Campeonato Brasileiro, reforçam ainda mais o foco na Copa do Brasil. A Trivela apurou e explica as repercussões da saída do Flamengo na Libertadores.

Sampaoli balança mas não cai

Antes mesmo de chegar ao Paraguai para a decisão contra o Olimpia, Sampaoli já vivia clima de isolamento no Flamengo. O episódio com Pedro provou reações distintas nos bastidores e fizeram com que o treinador – já conhecido por ser uma figura mais calada – ficasse ainda mais distante do restante do elenco. O pós-jogo da eliminação em Assunção foi em clima de velório, como relatou o ge.

Apesar disso, como a Trivela havia informado no início da manhã, o plano da diretoria é de manter Jorge Sampaoli no comando técnico do elenco. O clima não é de caça às bruxas, e o Rubro-Negro tenta contornar o clima de Crise na Gávea da porta para dentro. O desafio será grande para o argentino, talvez o maior de sua carreira, e o fará sair muito da zona de conforto.

No pensamento dos dirigentes, Sampaoli não é o único culpado pelo momento ruim do Flamengo. A queda de rendimento de figuras importantes do elenco, como é o caso de Everton Ribeiro e Gerson, além da postura pouco agressiva dos atletas em jogos importantes, são vistas como fator para os naufrágios. Todos os envolvidos precisarão se fechar para reverter os problemas.

Sampaoli ainda tem o respaldo da diretoria rubro-negra, além de algumas lideranças do elenco, mas a relação está se deteriorando. A mudança precisará ser rápida para que ele se mantenha no cargo, até, pelo menos, o fim da temporada.

Bruno Henrique foi o único que se salvou na derrota do Flamengo em Assunção (Foto: Divulgação/Conmebol Libertadores)

Copa do Brasil ganha peso ainda maior

Mesmo que Braz, e outros dirigentes do Flamengo, tenham negado que a equipe prioriza determinadas competições, a Copa do Brasil já começa a ser vista como salvadora da pátria nos bastidores da equipe. O Rubro-Negro tem a situação encaminhada para chegar à decisão por ter vencido o Grêmio no jogo de ida, em Porto Alegre, por 2 a 0.

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O Campeonato Brasileiro, por mais importante que seja, está distante de ser concretizado. O Flamengo tem desvantagem de 13 pontos para o Botafogo, ou seja, precisaria ter quatro rodadas perfeitas – com vitórias suas e derrotas do rival – para ter, pelo menos, a chance de chegar à liderança do Brasileirão. Ele não será abandonado, claro, mas o Rubro-Negro está ciente da dificuldade.

A vitória do Rubro-Negro sobre o Grêmio, em Porto Alegre (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

Próximos passos do Flamengo

Depois da eliminação, o Flamengo terá pouco tempo para juntar os cacos e focar nos desafios que vem por aí. O próximo será neste domingo (13), diante do São Paulo, de Dorival Júnior, no Maracanã. Sampaoli e elenco precisarão virar a chave rapidamente para conseguir reconquistar o apoio pleno da diretoria rubro-negra, além da torcida, maior patrimônio do clube.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
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