Brasileirão Série A

Sem título e sem muita vergonha, Botafogo e Textor insistem em teoria da conspiração pró-Palmeiras

Nesta quarta, dia da última rodada do Brasileiro, o Botafogo de Textor entregou um ofício ao STJD em que apresentam supostas evidências de favorecimento ao Palmeiras por parte da arbitragem

Depois de liderar o Campeonato Brasileiro por 31 rodada, o Botafogo conseguiu a façanha de chegar no último jogo da competição sem chances de títulos e ainda lutando por uma vaga no G4. E, aparentemente como forma de tentar encobrir ou justificar os próprios fracassos dentro de campo, o clube e, principalmente, John Textor, dono da SAF alvinegra, insistem na teoria de que o Palmeiras, virtual campeão, foi beneficiado por alguma tipo de manipulação de resultados. O Botafogo, inclusive, não descarta acionar a Justiça Comum, o que pode causar prejuízos ao clube.

Nesta quarta-feira (6), dia da última rodada do Campeonato Brasileiro, enquanto o time está concentrado para brigar por uma vaga direta na Copa Libertadores, o Botafogo entregou um ofício ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva cobrando providências com base em um relatório feito pela empresa estrangeira “Good Game!” e utilizado por John Textor na sua defesa no STJD, quando foi julgado por ter feito acusações de corrupção no Campeonato Brasileiro e falado em “roubo” no jogo contra o Palmeiras, no Nilton Santos, onde o Botafogo saiu vencendo por 3 a 0 e acabou levando a virada por 4 a 3 no final da partida.

Quando o estudo foi finalizado, no meio de novembro, o relatório contratado pelo Botafogo indicava que o clube deveria ter 21 pontos de vantagem sobre o Palmeiras. Enquanto isso, naquele momento, o time paulista já estava dois pontos na frente dos cariocas. Hoje, o Botafogo está na quinta colocação, com 64 pontos, enquanto o Palmeiras é o virtual campeão, com 69.

Dono da SAF do Botafogo, John Textor falou em “roubo” contra o Botafogo depois da derrota para o Palmeiras, em novembro (Foto: Icon sport)

De acordo com a ESPN, Textor afirmou já ter entregue supostas evidências ao STJD sobre a possível manipulação de resultados. Segundo o americano, os especialistas contratados pelo clube tem “99% de certeza” sobre a manipulação.

– Especialistas externos confiáveis prepararam relatórios demonstrando sua desconfiança, com 99% de certeza, que manipulação de resultados aconteceu em outros jogos importantes. Nós esperamos que o STJD vá avaliar essas alegações e decidir que uma investigação deve ocorre – afirmou Textor à ESPN.

Botafogo pode acionar Justiça Comum

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o Botafogo também não descartou a possibilidade de acionar a Justiça Comum para investigar este suposto esquema de manipulação de resultados. No entanto, apenas após o fim das instâncias na Justiça Desportiva.

“O Botafogo reforça que envidará os maiores esforços no sentido de apurar os fatos narrados e contribuir para a evolução do futebol brasileiro, inclusive acionando a Justiça Comum, após esgotadas as instâncias da Justiça Desportiva”, publicou o clube.

De acordo com o Regulamento Geral de Competições da CBF, os clubes só podem, de fato, acionar a Justiça Comum após se esgotaram as possibilidades na Justiça Desportiva. Caso contrário, o clube pode ser punido com advertência, multa, vedação de registro de atletas e até perde de pontos ou exclusão do campeonato que estiver disputando.

Botafogo pede intervenção do STJD por melhor arbitragem

Na mesma nota divulgada nesta quarta-feira, o Botafogo também sugeriu a “intervenção do Tribunal para a elaboração de propostas e a adoção de medidas efetivas voltadas à melhoria e ao desenvolvimento da arbitragem e do futebol nacional”.

Confira as medidas sugeridas pelo Botafogo

  • Regulamentação da profissão de árbitro de futebol profissional;
  • Independência institucional entre a entidade que regula a arbitragem de futebol profissional e a entidade organizadora da respectiva competição;
  • O acompanhamento técnico-científico dos lances e indicadores das partidas de futebol profissional masculino, com a contratação de empresas de auditoria independente, especializadas na análise de dados desportivos;
  • Criação de ranking de árbitros baseados nos erros cometidos ao longo do campeonato e, com base neste ranking, a adoção de critérios de promoção e rebaixamento para árbitros;
  • Transparência na escalação de árbitros para partidas de futebol profissional; além de outras medidas que venham a ser indicadas.
Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues é jornalista formado pela UFF e soma passagens como repórter e editor do Lance!, Esporte News Mundo e Jogada10.
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