Brasileirão Série A

Atlético-MG tentou Rodrigo Muniz, mas vai terminar a janela sem contratações

Galo buscou se mexer no mercado, mas falhou e vai terminar o ano sem mudanças no elenco

Faltando um dia para o fim da janela de transferências do Brasil se fechar, o Atlético-MG já sabe que vai terminá-la sem realizar nenhuma contratação. O Galo até tentou um movimento final, com o já bastante especulado Rodrigo Muniz, mas sem sucesso.

Rodrigo Muniz, atacante brasileiro revelado no Flamengo e atualmente no Fulham, da Inglaterra, tem seu nome ligado ao Atlético há praticamente o mesmo tempo em que o clube não vence seus jogos: dois meses. O atacante, mineiro e atleticano na infância, esteve presente no jogo do Galo contra o Red Bull Bragantino, no dia 10 de junho. Desde então, cresceu os rumores de que ele poderia defender o alvinegro. No entanto, como a Trivela adiantou há algumas semanas, as negociações eram difíceis pelo momento financeiro do Atlético.

Rodrigo Muniz e Hulk em jogo do Atlético
Rodrigo Muniz esteve presente em um jogo do Atlético em junho e trocou camisas com Hulk, mas eles provavlemente não vão formar uma dupal de ataque no alvinegro (Reprodução)

Nesta terça-feira, faltando um dia para a janela brasileira se fechar, a PL Brasil trouxe a informação, e a Trivela confirmou, de que o Atlético fez duas propostas por Rodrigo Muniz, a primeira de 4 milhões de euros (R$ 21 milhões) e a segunda de 5 milhões de euros (R$ 26 milhões), ambas por 50% do passe do atacante. No entanto, elas foram recusadas pelo Fulham.

Atlético já havia se acertado com Muniz

Segundo a Trivela também apurou, o Atlético já havia entrado em contato com Rodrigo Muniz e seu estafe, fechando os detalhes da base contratual. No entanto, o clube precisava se acertar com o Fulham, que era a parte mais difícil e que negou as propostas. Com a janela se encerrando nesta quarta para o Galo, o negócio não deve acontecer, já que não há mais tempo hábil.

Os planos do Fulham para o jogador

O Fulham tinha planos de negociar Rodrigo Muniz, que já foi emprestado na última temporada, mas não queria emprestá-lo novamente, principalmente para um time do Brasil. Por isso, é necessária uma oferta de compra pelo jogador, que custou 8 milhões de euros (cerca de R$ 50 milhões na época) aos cofres do clube em 2021, algo que o Atlético tentou, mas sem sucesso.

O motivo principal da recusa do Fulham é que o clube inglês pode perder seu centroavante titular, o sérvio Mitrovic, para o futebol árabe. Caso isso aconteça, Muniz pode ser uma peça mais utilizada no time. Além disso, os ingleses entendem também que, como a janela de negociações na Europa fecha apenas em 31 de agosto, não há porque ter pressa e aceitar a proposta do Galo, ainda mais com o clube podendo ainda perder um outro centroavante.

Atlético já havia dado indícios de que não contrataria

Apesar das especulações com o nome de Rodrigo Muniz, o Atlético já havia dado vários indícios de que não faria contratações na atual janela de transferências. O clube precisou vender alguns jogadores: Nathan Silva (Pumas-MEX), Allan (Flamengo) e Dodô (Santos), para deixar as contas e os salários dentro do planejado, mesmo assim ficando no limite dessas questões. Por isso, um investimento, principalmente alto como o necessário para trazer Muniz, estava praticamente descartado.

Fizemos investimentos no início do ano e estamos adequando para chegar na folha operacional dentro do limite. Se a gente extrapolou na primeira janela, na segunda não vamos fazer nenhum movimento. A não ser que a gente consiga abrir um espaço orçamentário”, disse o CEO Bruno Muzzi.

Muzzi e o diretor Rodrigo Caetano, no entanto, tiveram discursos um pouco diferentes recentemente. O CEO havia dito que poderia ter alguma contratação de “jogador rotativo”, que chegasse para agregar o grupo. Já o diretor afirmou na última semana que só seria feita uma contratação se fosse de “alguém para fazer a diferença”.

Nesse caso, o Atlético não contratou nem um e nem um. Não chegou ninguém para o “rotativo” e muito menos um que “faça diferença”. O Galo terá praticamente o mesmo time, com exceções, claro, das saídas já citadas, e da volta do meia Alan Franco, que estava emprestado.

— Talvez a nossa maior contratação daqui pra frente seja a manutenção do elenco, não perder mais ninguém. O clube já fez as saídas necessárias para atender o orçamento. A avaliação é que temos elenco para competir nas competições que restam – disse Caetano.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
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