Brasileirão Série A

‘Batismo’ de Álvaro Pacheco, clássico com o Flamengo tem sido dor de cabeça no Vasco

Com duas vitórias nos últimos 20 clássicos, Vasco vai ter a estreia do técnico Álvaro Pacheco, neste domingo, no Maracanã, pelo Brasileiro

A grande atração do Vasco para o clássico com o Flamengo, neste domingo (2), no Maracanã, estará na beira do campo. Às 16h (horário de Brasília), pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Álvaro Pacheco vai fazer a sua estreia pelo Cruz-Maltino. Registrado no BID na última sexta-feira, poucas horas antes do prazo final, depois de um atraso na documentação, o português vai começar, de fato, a sua trajetória pelo clube quase duas semanas após ser anunciado. Pouco tempo de trabalho, é claro, mas já o suficiente para criar expectativa na torcida e no próprio treinador, que não escondeu a ansiedade para estar no gramado no Clássico dos Milhões.

Álvaro Pacheco foi anunciado pelo Vasco no começo da última semana, mas, pela folga dada aos jogadores depois da classificação na Copa do Brasil contra o Fortaleza, o português só passou a trabalhar com o elenco dois dias depois. Mas, antes disso, Pacheco já trabalhava em outras frentes no CT Moacyr Barbosa. A apresentação do português, no entanto, só aconteceu na última sexta-feira (31), quando o português falou sobre a sua expectativa para o confronto com o Flamengo.

— É um grande batismo um jogo dessa dimensão. É uma grande estreia, um derby com Maracanã lotado. O que eu presenciei da torcida do Vasco até agora é a paixão, envolvência, a forma carinhosa, o espetáculo, não tenho dúvidas de que eles vão estar lá em peso e nos ajudar. Meu grande objetivo é o Gigante da Colina acordar mesmo. No futuro, olharem para equipe e verem uma equipe corajosa, determinada e resiliente. Lutar sempre pelos três pontos. Isso que vou procurar e acredito muito que seremos capazes de fazer – afirmou Álvaro Pacheco na sua primeira coletiva como técnico do Vasco.

‘DNA do Vasco’ para voltar a vencer

O “batismo”, como o próprio falou, de Álvaro Pacheco tem sido uma dor de cabeça para a torcida do Vasco. Nos últimos 20 clássicos, o Cruz-Maltino venceu apenas dois. Foram outras 13 vitórias do Flamengo e cinco empates. A última vitória do Cruz-Maltino aconteceu no Campeonato Carioca de 2023, por 1 a 0, com gol de Puma Rodríguez. Pelo Campeonato Brasileiro, o último triunfo do Vasco tem quase dez anos: aconteceu em 2015, por 2 a 1, com gols de Rodrigo e Nenê.

Para o Vasco voltar a vencer o Flamengo, o técnico Álvaro Pacheco acredita no “DNA do Vasco”. Mesmo com apenas nove dias de atividades com elenco até este domingo e mostrando respeito pelo Flamengo, o português acredita que o time é capaz de conquistar os três pontos no Maracanã.

— A estratégia (contra o Flamengo) não vou dizer. Enfrentaremos um time que lutará pelo título do Brasileirão. Eles já se conhecem há mais tempo e conhecem o treinador, vêm de um trabalho mais longo. Mas antes de qualquer jogo, podemos vencer. Sabendo o que somos capazes de fazer e mostrar que o que treinamos pode nos trazer a vitória. Ter coragem e jogar para ganhar. Esse é o DNA do Vasco. Nesse momento, nossa ideia de jogo não está tão sólida como estará daqui a um mês. Mas sempre jogar para ganhar. Isto é ser Vasco. Isto é ser Gigante da Colina — disse Álvaro Pacheco.

Após um começo de temporada ruim, que culminou com a troca no comando técnico do Vasco, o clube teve um alívio nas últimas semanas com o triunfo sobre o Vitória, pelo Brasileiro, e, depois, a classificação para as oitavas de final Copa do Brasil. A chega do carismático e bem-humorado Álvaro Pacheco também contribuiu para isso. Mas a situação do time no Brasileirão ainda não é confortável, na 13ª colocação, com seis pontos em seis jogos. Uma vitória no clássico contra o maior rival e na estreia do novo treinador pode melhorar ainda mais o clima para a sequência do clube na temporada.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.
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