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O Atlético-MG se esforçou para complicar e até perdeu para o América-MG, mas ainda vai para sua 18ª final de Mineiro

Atlético joga mal de novo e acaba derrotado para o América, mas avança a final do Mineiro pelo resultado construída no primeiro jogo

Com o Atlético-MG em vantagem por vencer o primeiro jogo por 2 a 0, Galo e América-MG fizeram uma animada segunda partida que decidiu o finalista do Campeonato Mineiro. O Coelho até levou a melhor e venceu por 2 a 1, mas, com a vantagem construída na partida anterior, foi o time atleticano que saiu de campo com a classificação, a 18ª seguida do clube para a final do estadual. O time de Felipão, mais uma vez, foi muito mal, tendo apenas um lapso de futebol no início da segunda etapa.

Com a vantagem, o Atlético fez um primeiro tempo claramente com o regulamento debaixo do baixo e praticou o anti-jogo, mesmo após o susto de sofrer um gol com cinco minutos. Felipão e o time saíram vaiados, então o treinador mudou o esquema e fez o que todo mundo pedia, colocando Rubens em campo. O resultado foi um Galo melhor na etapa final (pelo menos nos primeiros 15 minutos), que também balançou as redes cedo, mas passou sufoco nos minutos finais com o perigo de que, se sofresse mais um gol, estaria fora da decisão. No entanto, o Coelho não conseguiu marca de novo e saiu com a vitória, mas eliminado, mantendo a risca de não vencer um clássico por dois ou mais gols desde 2001.

Um primeiro tempo sem o Atlético em campo

O Atlético foi para o jogo claramente com o resultado debaixo do braço. Com um time mais conservador, sem o garoto Alisson e com o volante Alan Franco, Felipão colocou um time em campo para tentar segurar a vantagem de dois gols. Só que essa estratégia dele já começou a desandar quando o América abriu o placar com apenas cinco minutos, com Brenner completando cruzamento da direita.

Em todo o primeiro tempo, o América foi claramente melhor, parecia até que o Atlético não tinha entrado em campo. Hulk até quase empatou alguns minutos depois do gol americano contando com uma falha do goleiro, mas não contava que o zagueiro iria tirar a bola em cima da linha. O Coelho, quando pressionava o Galo, fazia o time de Felipão errar e assim tentava aproveitar. A melhor chance foi com um chute de muito longe do lateral Mateus Henrique, que explodiu na trave de Everson.

O Atlético praticamente não existiu na etapa inicial. Os dois volantes de Felipão não foram tão eficientes assim na defesa, que sofreu e se expôs em alguns momentos. Para piorar, essa alteração tirou qualidade ofensiva do Galo. Hulk muitas vezes sozinho, Paulinho chegando cansado por acompanhar lateral e Scarpa, mais uma vez, muito mal, sem conseguir acertar nada.

Felipão fez o óbvio e o Atlético entrou no jogo

Para o segundo tempo, Felipão fez o básico, o que todo mundo parece ver menos ele: abriu Scarpa na direita, centralizou a dupla Hulk e Paulinho, e colocou Rubens aberto na esquerda. Com Dois minutos, Scarpa cruzou, Hulk disputou no alto e ela sobrou para Paulinho na área, que dominou e bateu firme de canhota para empatar.

O Atlético então passou a realmente praticar futebol. Nada muito especial, mas, sem dúvidas, muito mais do que havia feito até então. O América não se acolheu, até porque precisava de mais dois gols, mas pareceu sentir o gol no início. Mesmo assim, quase voltou a frente no placar antes dos 10 minutos, com um chutaço de Nicolas que Everson foi buscar no ângulo.

Quando o jogo parecia muito mais controlado pelo Atlético, que até trabalhou em mais duas chegadas perigosas, o Coelho, ou melhor (Vitor) Jacaré, acertou um chute espetacular no ângulo de Everson, sem chances para o goleiro, recolocando o América na disputa.

O jogo então ficou mais tenso do que jogado. O Atlético não conseguia criar novas chances nos buracos deixados pelo América, que se mandava ao ataque, mas também não conseguia criar real perigo ao gol de Everson.

Felipão xingado e time mal de novo

O Atlético não apresentou nem 10% do que pode na temporada ainda, e Felipão é apontado pela torcida como o principal responsável por isso. Com um time conservador e praticando mais o anti-jogo, o treinador irritou novamente a torcida e foi xingado na saída para o intervalo (vídeo acima). Em campo, o que se viu foi um Galo muito mal novamente, que não conseguiu seguir evoluindo como já tinha demonstrado no último jogo contra o próprio Coelho.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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