Brasil

‘As pessoas que amo e me querem bem vêm antes dos títulos’: Endrick fala com exclusividade à Trivela

Antes de jogo de despedida com a camisa do Palmeiras, Endrick respondeu perguntas sobre a passagem pelo clube e o seu futuro

Endrick deixará o Palmeiras com 82 jogos disputados pelo time profissional. Tempo suficiente para entrar na história. Os números oficiais o apontam como jogador mais jovem a fazer um gol pelo clube.

As estatísticas não mostram, porque só podem cravar o que é quantificável, mas todo palmeirense sabe que ele também foi o jogador mais jovem a carregar um time do Palmeiras nas costas em um Campeonato Brasileiro. Sem Endrick, o Palmeiras não teria conquistado seu 12º título nacional, no ano passado.

Endrick foi esmiuçado pela imprensa nos últimos tempos

Sabe-se que ele se espelha em Cristiano Ronaldo. Que seu gerenciamento de carreira foi inspirado em Rafael Nadal e Roger Federer. Que ele namora uma garota de 21 anos. E sabe-se até que eles têm um “contrato de namoro”. E que sua mãe não o quer casado jovem.

No campo, ele já mostrou que chuta com as duas pernas. Que sabe jogar como meia, ala e ponta, além de centroavante. Que finaliza bem de perto e de longe. E que até faz gols de cabeça, com seus 1,73 m.

Todas essas facetas de Endrick só existem porque um garoto de 10 anos chegou ao Palmeiras, após ser dispensado por Santos e São Paulo, que não tiveram a visão de que auxiliar o pai de Endrick com um emprego valia mais do que qualquer outra oferta profissional.

— Do lado das pessoas que eu amo e que me querem bem. Isso ainda vem antes dos títulos — Foi isso que Endrick respondeu, com exclusividade à Trivela, quando perguntado como se via em dez anos, quando terá 28 anos.

Em meio a uma semana que teve festa de despedida, terá a última partida dele no Allianz como jogador do Palmeiras e ainda culminará na apresentação à seleção brasileira, a reportagem conseguiu alguns minutos da atenção do jogador. Nos quais procurou pelo Endrick do passado e pelo do futuro, em contraposição ao do presente, que não escapa dos olhos de ninguém.

Entrevista completa com Endrick:

Trivela: O que você se lembra do dia em que chegou ao Palmeiras pela primeira vez para treinar. Foi em Guarulhos?

Endrick: Dificil me lembrar de tudo. Tinha um pouco de surpresa, de alegria, de dúvida, mas era um sonho. Sabia que ia conseguir ficar. Que ia ser o primeiro de muitos dias ali.

Qual foi o grande amigo que você fez no futebol?

Fiz muitos amigos, e ainda vou fazer muitos outros. Alguns ficam mais perto, porque a gente gosta das mesmas músicas, dos mesmos games, mas não dá para falar de um só, né? E ainda tem os que não jogam. Também fazemos muitos amigos que não jogam, mas nos ajudam. Na cozinha, nas concentrações, nas viagens.

Endrick conversa com Abel durante Palmeiras x Flamengo pelo Campeonato Brasileiro de 2024
Endrick conversa com Abel durante Palmeiras x Flamengo pelo Campeonato Brasileiro de 2024 (Foto: CesarGreco/ Palmeiras/ By Canon)

Houve algum momento em que você pensou em desistir do futebol? Se sim, por qual motivo?

Já fiquei chateado algumas vezes, mas todo jogador que quer ganhar fica. Quem quer ganhar sempre, quer jogar sempre. Quer marcar gols sempre. No sub-11 ou no profissional. Mas nunca pensei em desistir.

Qual foi o seu melhor momento como jogador profissional?

O dia da minha estreia no time principal, com minha família no estádio, foi um momento inesquecível. Dá para dizer que esse foi o meu primeiro título no profissional.

Onde o Endrick vai estar em 30 de maio de 2034, prestes a fazer 28 anos?

Do lado das pessoas que eu amo e que me querem bem. Isso ainda vem antes dos títulos.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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