Brasil

António Oliveira volta a criticar CBF por calendário desgastante

Técnico do Timão aponta queda de rendimento no final da partida, mas critica CBF por sequência intensa de partidas

No espaço de seis dias, o Corinthians teve três compromissos, sendo dois pelo Campeonato Brasileiro e um pela Copa do Brasil. Neste período, foram apenas quatro dias de descanso, sendo que em dois deles, o elenco passou em translado de ida e volta do Nordeste. Com isso, António Oliveira tem visto seus atletas sofrerem com alto desgaste físico e voltou a criticar a CBF, organizadora do calendário do futebol brasileiro.

— É evidente que, com a densidade de jogos e a repetição de jogos, exista uma fadiga e se reparar. Se você for ver os jogos, nós jogamos domingo, quarta e hoje é sábado. Nós jogamos terça (que vem), você depois na quarta vamos ver a totalizar a minutagem e a quem é que caiu mais tempo. Portanto, isso não tem a ver com a condição física da equipe, tem a ver com o desgaste que ela vai acumulando pela carga de jogos que ela vai ter e, sim, pesa, pesa muito — afirmou o treinador em coletiva de imprensa.

— Até para nós, a gente fica cansado por acompanhar um jogo, imagino eles. Mas como é mais fácil estar numa cadeira e marcar jogos, porque não são eles que jogam as coisas. Isto é dar entretenimento às pessoas, portanto, eu percebo, mas depois há uma redução da qualidade do jogo — acrescentou o técnico, se referindo à CBF.

No último sábado, o Timão empatou sem gols diante do Fortaleza, pela quinta rodada do Brasileirão. A equipe teve ótimo desempenho no primeiro tempo, principalmente ofensivo, mas sofreu nos minutos finais por conta do cansaço. Além de vacilar na cobertura defensiva, os jogadores perderam espaço no meio de campo e permitiram triangulações do ataque visitante.

— Na segunda parte fomos menos rigorosos, porque a partir do momento em que nós já estamos mais desgastados, temos mais expectativa de cometer mais erros. Aí, sim, o adversário carregou-nos porque tem mais profundidade. Perante isso, nós conseguimos controlar tudo. Aliás, o jogo que se tornou perigoso, começou a ser ataque e contra-ataque, que não é o jogo que eu mais admiro e que mais gosto. Eu gosto de levar sempre o jogo para uma estabilidade maior, e ela aconteceu enquanto nós fomos fisicamente saudáveis. A partir desse momento, concordo que permitimos algumas situações, uma delas o Carlos acaba por fazer uma grande defesa — ponderou o técnico.

Mais um compromisso em horizonte próximo

Na próxima terça-feira (6), o Timão estará em Assunção, capital do Paraguai, para a disputa da Copa Sul-Americana contra o Nacional-PAR. No entanto, o treinador português como certa a sua posição quanto às prioridades. Por mais que assuma o discurso de não poupar jogadores, o Brasileirão é o foco.

— Para mim, não há rodagens de elenco, são aqueles que eu sentir que são melhores para aquela competição. Não há que baixar a guarda na Sul-Americana e depois voltar, mas nossa prioridade sempre será o Brasileiro. As Copas são boas oportunidades que temos para ir degrau a degrau e queremos continuar nelas. Cada jogo que entramos é para ganhar os três pontos. Terça temos um jogo importante, vamos ter que jogar para ganhar, não vai haver poupanças. Se for um 11 diferente, não será por poupar alguém, é pelo que eu sinto ser o melhor para aquele jogo — acrescentou.

Foto de Livia Camillo

Livia CamilloSetorista

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.

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