Como mais opções no ataque dão norte do que Ancelotti espera da Seleção na Copa
Treinador reforça setor ofensivo com nove homens para amistosos contra França e Croácia
Carlo Ancelotti destacou o setor ofensivo na convocação da seleção brasileira nesta segunda-feira (16). Além da expectativa por Neymar, que não foi correspondida, o treinador chamou, pela primeira vez, nove nomes para compor o ataque nos amistosos contra França e Croácia. A decisão dá um norte do que o italiano imagina para a Copa do Mundo.
A base das quatro convocações anteriores foi mantida. Apenas Rodrygo (lesão no ligamento do joelho), Richarlison, Estêvão e Vitor Roque, trio que passou por problemas físicos no último mês, ficaram fora da lista. Em seus lugares, Ancelotti alçou os estreantes Igor Thiago (Brentford) e Rayan (Bournemouth), além de Endrick (Lyon), que ainda não havia sido chamado pelo novo treinador.
Os seis outros nomes que completam a lista são: João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Gabriel Martinelli (Arsenal), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona) e Vinicius Júnior (Real Madrid). Com isso, a Seleção passa a ter um nome a menos no meio-campo para reforçar as posições de atacantes.

Essa alternativa já era esperada, tendo em vista as formações que Ancelotti utilizou nas últimas partidas. Nas Eliminatórias da Copa do Mundo e nos amistosos da seleção brasileira, o italiano explorou uma seleção aos moldes do que teve no Real Madrid: 4-2-4, ou um 4-2-2-2, com quatro homens ofensivos, tal qual um “quadrado mágico).
Ter mais homens no ataque dá ainda mais força a essa tese, já que Ancelotti deve ir a campo, na Copa do Mundo, com dois meio-campistas de origem. Além disso, nomes como Matheus Cunha e Raphinha podem atuar mais “recuados” no ataque, o que permite ao treinador deixar de relacionar um homem adicional no meio-campo dentre os 26 relacionados.
Ancelotti busca centroavante para a seleção brasileira
Durante o anúncio da convocação, Ancelotti se esqueceu de citar o nome de João Pedro, do Chelsea, entre os 26 convocados. Poucos segundos depois de finalizar sua arguição, voltou atrás e chamou em definitivo o atacante do Chelsea. A ausência do destaque de Liam Rosenior seria a maior surpresa nesta segunda-feira.
Não só pelo momento vivido pelo atacante, mas pelas necessidades de Ancelotti no ataque. Desde que chegou ao comando da Seleção, em meados de 2025, o treinador busca uma referência como centroavante. João Pedro é esse nome, mas não tem um companheiro para substituí-lo — ou, acompanhá-lo — no ataque.

Todos os estreantes de Ancelotti podem fazer a função de centroavante. E isso mostra como esta convocação será decisiva para definir os 26 nomes para a disputa dos jogos no Canadá, EUA e México. Igor Thiago é o centroavante fixo dessa lista, enquanto Endrick tem sido utilizado na direita por Paulo Fonseca no Lyon e Rayan, na esquerda.
Se estiverem na lista final, podem alternar com João Pedro como titular, ou ainda em outras funções nas pontas. Vale ressaltar que, se não houver novas lesões, a tendência é que Estêvão esteja entre os relacionados para a Copa do Mundo, o que diminui as chances de um dos “estreantes” de Ancelotti ir à Copa do Mundo.
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Quem está garantido no ataque da seleção brasileira?
Em novembro, Ancelotti afirmou que tinha 18 nomes “certos” para a Copa do Mundo. Com base nas convocações do treinador desde 2025, Martinelli, Vini Jr., João Pedro, Luiz Henrique e Matheus Cunha são nomes que estão entre os mais cotados para integrar o corte final. Estêvão e Richarlison, que desfalcam pela primeira vez a seleção nesta Data Fifa, também somam boas chances para o Mundial.
Para acomodar esse talento, que ainda tem opções como Raphinha entre os selecionáveis, o meio-campo fica “desfalcado”. A lesão de Bruno Guimarães, além da não convocação de Lucas Paquetá, permitiu que o treinador optasse por levar mais homens no ataque. Para a próxima convocação, em maio, Ancelotti ainda trabalha com a possibilidade de convocar Neymar



