Brasil

Ladrões levaram ‘um Allianz Parque’ em gramado de fornecedora do estádio do Palmeiras

Material roubado na véspera do Natal é suficiente para fazer um campo com as mesmas dimensões do palmeirense

Alessandro Oliveira ainda não tem o cálculo fechado, mas estima prejuízos acima de R$ 1 milhão com o roubo de “um Allianz Parque” do depósito de sua empresa, na Zona Sul de São Paulo.

Na véspera do Natal, Alessandro Oliveira, presidente da Soccer Grass, fornecedora do estádio do Palmeiras, foi surpreendido com a informação: cerca de 70 rolos de quase 300 kg de grama sintética foram levados por três caminhões.

— Encheram um caminhão baú, uma carreta e um caminhão HR — contou o executivo à Trivela.

Os veículos usados foram captados por câmeras de trânsito, mas as placas não puderam ser identificadas. O sistema de segurança da empresa foi destruído e as gravações, levadas. Alarmes não tocaram por uma simples razão:

— Os ladrões entraram com uma chave — explicou ele.

Grama do Allianz Parque é diferente da roubada

Os cerca de 8 mil m² levados são exatamente o necessário para se fazer um campo com as mesmas dimensões do gramado do Allianz. E embora seja de primeira linha, não se trata do mesmo material usado na arena administrada pela WTorre.

— A grama do Allianz Parque é única, para poder resistir aos muitos eventos. Aquele campo vale R$ 10 milhões, mais ou menos — disse.

A Polícia já trabalha no caso e tem algumas linhas de investigação. Uma questão que pode ajudar é o conhecimento técnico da equipe da Soccer Grass.

— Quem conhece a grama consegue reconhecer. E quem roubou, vai armazenar e instalar em algum lugar. Não é o tipo de roubo que se esconde facilmente — afirma o executivo.

A Soccer Grass promete gratificação para quem ajudar a investigação. As informações devem ser enviadas repassadas para o telefone 181.

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Allianz Parque teve ano de sucesso

O prejuízo com o roubo não apaga o ano de sucesso da Soccer Grass e do Allianz Parque.

O começo, contudo, foi conturbado, com o Palmeiras tendo que jogar em Barueri por conta de problemas com o sistema de amortecimento com termoplástico que era usado no Allianz.

— O que houve ali foi algo inédito. O termoplástico deve suas propriedades químicas alteradas pelo poluição de São Paulo e pelo intenso sol do verão passado — explica o executivo.

Com a adoção da cortiça, no entanto, os problemas foram plenamente solucionados, e o Palmeiras pode jogar tranquilamente em sua casa. A superfície foi aprovada por atletas, pela Fifa e pelo crivo que talvez seja o mais exigente dentre todos:

— O Abel (Ferreira) gostou muito do resultado final — diz Alessandro.

Com a mudança para cortiça, Palmeiras e WTorre não terão que se preocupar com a questão por um longo tempo.

— O gramado está da mesma altura de quando foi instalado, inclusive nas áreas, onde a ação é mais intensa. Por pelo menos mais dez anos, o campo vai se manter em alto nível — afirma.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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