Abel desabafa após polêmica com Klopp e não explica formação sem 9: estratégia?
Treinador preferiu desabafar sobre o que aconteceu na entrevista coletiva após empate com o Bragantino
Quem viu ou ouviu Abel Ferreira na entrevista coletiva após a goleada por 4 a 1 sobre o Guarani poderia facilmente imaginar que o Alviverde da Capital fora o derrotado no jogo deste domingo (2).
Irritado, Abel praticamente ignorou a maior parte das perguntas. E no dia em que talvez tenha feito a maior inovação tática desde sua chegada ao clube, o jogar sem um homem de referência no ataque — o tal “camisa 9” –, o português preferiu desabafar.
Estavam entaladas em sua garganta as comparações jocosas que alguns veículos brasileiros e internacionais fizeram sobre suas declarações citando Jürgen Klopp, após o empate sem gols com o Red Bull Bragantino da semana passada.
Klopp é Top 3 do mundo
Recapitulando: Para defender seu trabalho, o treinador citou o número de títulos pelo Liverpool (5) do agora chefão geral de futebol da Red Bull com as suas 11 conquistas no Palmeiras.
— Não andem a arranjar temas que vocês gostam. Já na última vez, Abel, Klopp, Klopp, Klopp — disse.
— Só para voltar a referir, o Klopp, para mim, está nos top três do mundo como treinador. E não foi por acaso que recebeu uma oferta (da Red Bull). Mas alguns de vocês quiseram fazer temas que o Abel isso. E isso é Raso, isso é tirar fora do contexto. E é por isso que eu às vezes fico triste com o nível — desabafou.
Por todo o planeta, de fato houve gozações com algo que Abel não fez, que foi equiparar o peso das conquistas dele com as do alemão.
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Não explicou o comportamento do time
Por conta do desabafo, o treinador não quis falar sobre a formação ofensiva com Estêvão, Veiga, Maurício e Facundo Torres. Tampouco sobre a possibilidade de o time não trazer o seu tão desejado camisa 9.
— Mas já sei agora vai ser o nove, nove, nove, porque quando nós não sabemos e temos alguns recursos limitados em relação à aquilo que é dinâmica de jogo, vamos sempre falar do porquê não tem o 9, por que não tem o 11, por que não tem o 15, por que joga com três defesas, joga com quatro. E a cultura desportiva é muito mais — disse.
O incômodo do técnico era real e visível. Mas, considerando quão surpreendente foi a formação do Alviverde e o fato de o Palmeiras ter o Corinthians pela frente na quinta-feira (6), não é de se duvidar que ele possa ter resgatado toda essa polêmica como modo de manter segredo sobre como seu time se portou.



