Brasil

Como funcionou (bem) o Palmeiras sem um 9, inventado por Abel contra o Guarani

Treinador do Palmeiras criou uma formação que funcionou muito melhor que as experiências anteriores neste ano

A escalação do Palmeiras contra o Guarani soou como um pedido de socorro de Abel Ferreira. Com Rony fora dos planos, Thalys e Luighi verdes e Flaco na mesma fase ruim do fim de 2024, o português ousou.

Em uma formação inicial inédita, em um 4-2-4 bem postado, o Palmeiras entrou em campo no Brinco de Ouro da Princesa sem um camisa 9 de ofício e posicionamento fixo. E fez 4 a 1 com sobras.

Weverton, Rocha, Gómez, Murilo e Vanderlan; Aníbal Moreno e Ríos; Estêvão, Raphael Veiga, Maurício e Facundo Torres

E o melhor para o Palmeiras é que deu certo. É claro que parte do bom funcionamento do Verdão tem a ver com a fragilidade coletiva do Guarani — que até demonstrou ter valores individuais, mas que funcionou mal como equipe.

A questão é que, depois do que se viu em Palmeiras 0 x 0 Red Bull Bragantino, não há como não se comemorar a melhora do time. Ainda mais com um Dérbi na próxima rodada (quinta-feira, dia 6, no Allianz Parque).

Ninguém é 9, todo mundo é 9

Com um quarteto formado por Estêvão, Veiga, Maurício e Facundo Torres, o Palmeiras fez uma grande partida, mostrando uma movimentação interessante.

Ninguém era centroavante, e todos eram centroavantes. Dependendo de quem pegava a bola, o Palmeiras desenhava uma formação diferente, com todo mundo entrando na área — incluindo Richard Ríos, um dos melhores em campo.

Se a bola estava com Estêvão, Veiga encostava e Maurício ia para o comando do ataque. Quando era Facundo quem armava o jogo, Maurício encostava e Veiga entrava como falso 9. Veiga e Maurício também se revezavam na função.

Ríos comemora discretamente seu gol contra o Guarani
Ríos comemora discretamente seu gol contra o Guarani (Foto: Fabio Menotti/ Palmeiras/ By Canon)

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Palmeiras roubou muitas bolas

O resultado foi um Palmeiras envolvente, que apertava muita a saída de jogo bugrina e retomou diversas bolas. Como no lance do segundo gol e do terceiro gols.

Mauricio, que deu o primeiro toque na bola para roubar, recebeu de Veiga de primeira e bateu forte para fazer 2 a 0, aos 13. O 1 a 0, seis minutos antes, veio em uma cabeçada de Ríos, também com assistência de Veiga, batendo escanteio.

O terceiro gol, já aos 13 da segunda etapa, também nasceu de um roubo de bola em passe errado de Titi, que foi até substituído após o lance.

Veiga deu carrinho e a bola caiu nos pés de Estêvão, que limpou e bateu da entrada da área para fazer 3 a 0.

Na reta final do jogo, Abel colocou Thalys e voltou a ter um homem de referência. Também testou o time com três zagueiros, com Naves na vaga de Veiga.

Um momento de desatenção resultou no desconto do Guarani, com Deni Júnior. Mas o Palmeiras seguiu melhor. E, aos 41, em ótimo cruzamento de Piquerez, Estêvão fez o seu segundo: 4 a 1.  

E, assim, o Palmeiras parte bem mais sossegado para encarar seu arquirrival na próxima quinta-feira.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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