Wellington “All Whites” Phoenix

O zagueiro Bem Sigmund e o meio Leo Bertos são – indiretamente – os principais responsáveis pela façanha. Da convocação da seleção da Nova Zelândia para os jogos das eliminatórias contra a Nova Caledônia, em setembro, oito dos 24 jogadores são do Wellington Phoenix, representante do país na A-League.
Sigmund, ex-Auckland City, e Bertos, ex-Perth Glory, são os responsáveis porque ambos assinaram com o Phoenix só nessa temporada. E o número poderia aumentar para nove caso o terceiro goleiro Jacob Spoonley – titular para Pequim – não tivesse assinado com outro time. Com isso, a Nova Zelândia tem ainda mais força para garantir a vaga na repescagem para a Copa contra o quinto melhor asiático.
Mas a ligação entre Wellington Phoenix e All Whites não pára por aí. Isso porque, Ricki Herbert, 47 anos, é o técnico de ambos os ‘scratchs’. Desde 2005 na seleção, Herbert passou a acumular as duas funções em 2007, depois do fechamento do New Zealand Knights, antigo representante neozelandês na A-League, do qual era técnico. Agora, ele quer levar a Nova Zelândia de volta à uma Copa do Mundo, fato que só aconteceu em 1982, na Espanha.
Naquela Copa, Herbert entrou no decorrer do jogo contra a Escócia, e fui titular nas partidas contra URSS e Brasil. Nos nove anos de All Whites como jogador foram 84 partidas e sete gols. Números que fazem dele um dos principais jogadores da história do país que tem pouca tradição no esporte mais popular do mundo.
Voltando à atual eliminatória, se depender de Ricki Herbert, a base do Wellington Phoenix na seleção tende a crescer. Há pouco menos de um ano no Phoenix, o brasileiro Daniel Cortês pode, em breve, ser mais um All White. Destaque do time na última A-League, Daniel esperava estrear na seleção em setembro, mas devido à demora em tirar o passaporte neozelandês, e de outras pendências burocráticas, a estréia do brasileiro pode demorar.
Pelo desempenho dentro e fora de campo, Daniel tem tudo para brilhar nos All Whites. No final de maio, ele concorreu e ganhou o prêmio de Personalidade do Ano do Esporte, fato que o credencia como um dos principais jogadores em atividade hoje na Nova Zelândia. E se o fato de um brasileiro jogar na seleção neozelandesa ser curioso, Ricki Herbert trata de nos mostrar outro ainda mais curioso e, por que não, misterioso.
Enquanto goleiro do Wellington Phoenix, Glen Moss segura a vaga de titular, sem problema algum. É o preferido de Herbert na A-League. No entanto, na seleção Mark Paston é o titular, deixando Moss na reserva, que deixa Paston no banco do Phoenix. Vai entender…
Teste de fogo para Verbeek – e Kewell
Passar da primeira fase das eliminatórias era obrigação para a Austrália. Em seis jogos, os Socceroos terminaram na primeira colocação do Grupo 1, com o saldo de gols maior do que o do Catar. A derrota para a China, na última rodada, foi tratada com naturalidade, e ao mesmo tempo com críticas. Com a classificação para a segunda fase já garantida, a partida foi tratada como um teste para os jovens jogadores.
E é agora na segunda fase, com início em setembro, que começa a verdadeira prova de fogo para o técnico Pim Verbeek. Sorteada na Grupo A, a Austrália reencontra o Japão, de quem venceu na Copa do Mundo 2006 e perdeu na Copa da Ásia 2007, Bahrein, Uzbequistão e Catar. “É uma situação bem interessante, um grupo interessante. Poderia ter sido melhor e poderia ter sido pior. Todos os times têm suas qualidades”, analisou o holandês.
Mesmo com a desconfiança desde a sua chegada, Pim Verbeek se mostrou seguro no comando e agora é unanimidade no país. Assim como Harry Kewell, que depois de mais uma temporada de lesões, se recuperou a tempo de mostrar seu futebol no Liverpool, agora seu ex-clube, e de se tornar cada vez mais importante para a seleção. É impressionante o carisma do povo australiano para com o maior jogador da história do país.
Apesar de conviver com exatamente 20 lesões, desde dezembro de 2002, Kewell nunca foi tão comentado e importante para os Socceroos como é hoje. Após ser comunicado pelo técnico Rafa Benitez que seria liberado em junho, o meia se dedicou ao máximo à seleção, colocando em risco até sua titularidade no clássico contra o Manchester United, pelo segundo turno do Inglês.
Além do mais, Kewell ainda serve de modelo para os estreantes Socceroos, fato que será de suma importância nesta segunda fase das eliminatórias. E, caso a seleção chegue à sua terceira Copa do Mundo, Kewell e sua geração – Brett Emerton, Lucas Neil, Mark Schwarzer, Mark Bresciano – passará o bastão para que Pim Verbeek faça o mesmo com James Holland, Bruce Djite, Mark Milligan, Carl Valeri nos próximos anos e possíveis Copas.
Mistério em Brisbane
Contratados para suprirem a ausência dos também brasileiros Marcinho e Reinaldo, Márcio Carioca e Bruno Mezenga mal chegaram ao Queensland Roar e já foram dispensados. A explicação é a contratação do atacante holandês Sergio van Dijk, que vai utilizar grande parte do teto salarial, de AU$D 1,9 mi.
As primeiras informações sobre a dispensa dos brasileiros seria justamente a questão salarial, com a chegada de van Dijk. Mas, enfático, o técnico Frank Farina tratou logo de justificar, pelo menos, a dispensa de Márcio Carioca: “Ele simplesmente não estava em forma”. Bruno Mezenga, no entanto, chegou a participar de um jogo-treino com a equipe.
Labasa larga na frente em Fiji
Em apenas duas rodadas do New World National Football Super Six, Joseph Nimariau mostrou que vai ser o principal jogador do Labasa na seqüência da competição. O ex-jogador do Suva marcou na sua estréia, contra o Rewa, e dois dias depois, na vitória por 1 a 0 sobre o Suva.
Contratado apenas na última semana, Nimariau, nascido em Vanuatu, tenta levar o Labasa ao seu terceiro título em dois anos. Em 2007, o time foi campeão nacional, que passou a ser disputado entre os distritos, e nesse ano levou a Supercopa do país, ao vencer o Ba FC, até então campeão 15 vezes consecutivo.



