Ásia/Oceania

Venceu econvenceu

Nunca uma partida da seleção australiana, pelo menos nos últimos anos, era tão esperada quanto a da última quarta-feira, 6, contra o Catar. Eram dois motivos principais: primeira partida dos Socceroos nas Eliminatórias Asiáticas depois de se desfiliar da Oceania Football Confederation e também o primeiro jogo oficial do novo técnico, Pim Verbeek.

Para o jogo, o holandês havia chamado 40 jogadores, sendo que apenas 18 seriam convocados “oficialmente” um dia antes da partida. Para surpresa geral, Verbeek deixou de fora Harry Kewell, após perceber que o jogador do Liverpool não teria condição de ficar em campo os 90 minutos. “Quero jogadores com condições de jogar toda a partida, não quero ter riscos de queimar uma substituição só porque o jogador não agüenta os 90 minutos”, justificou o técnico, que também deixou de fora os ”europeus” Nick Carle (Bristol City) e Michael Beauchamp (Nuremberg), e o melhor jogador da temporada regular da A-League, Joel Griffiths.

A vitória por 3 a 0, em Melbourne, foi unânime. Mesmo com o cansaço da longa viagem dos jogadores europeus, os Roos dominaram a partida. Joshua Kennedy, Tim Cahill e Mark Bresciano precisaram de pouco mais de 30 minutos para matar o jogo e alegrar os mais de 50 mil torcedores presentes no Telstra Dome.

Para Simon Hill, colunista da Fox Sports, a seleção australiana está em boas mãos, mesmo levando em conta apenas esse primeiro jogo. Hill ainda diz que Verbeek justificou a escolha por jogadores que atuam na Europa para formar a base da equipe – dias antes da partida, o técnico fez uma declaração polêmica ao afirmar que os jogadores que atuam na A-League ainda são nota “B”. O comentário não caiu muito bem no país, e Verbeek mostrou mais uma vez que vai ter um estilo linha dura com a seleção.

Mesmo assim, cinco jogadores que atuam no próprio país estiveram presentes: o goleiro Ante Covic (reserva), o zagueiro Jade North (reserva) e os atacantes Archie Thompson (reserva) e John Aloisi (entrou aos 25 minutos do 2º tempo). O quinto tem e merece um espaço especial.

Aos 32 anos de idade, o zagueiro Craig Moore declarou que o jogo contra o Catar foi o último dele com a camisa da seleção verde e ouro. O zagueiro do Queensland Roar fez 39 aparições e três gols com a seleção. Para ele, o ápice com os Socceroos foi o gol que marcou no empate com a Croácia, na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Antes de voltar ao país, Moore fez carreira no Rangers (ESC), Crystal Palace (ING), Borussia Moenchengladbach (ALE) e Newcastle United (ING).

A Austrália volta a jogar no dia 26 de março. Enfrenta a China, fora de casa, em Kunming. No outro jogo do Grupo 1, Iraque e China, que jogaram em Dubai, ficaram no 1 a 1.

Final de semana de decisões na A-League

As semifinais da A-League continuam nessa sexta-feira com o segundo jogo entre Queensland Roar e Sydney, pela Minor Semifinal. No jogo de ida, empate em 0 a 0 com direito a muita reclamação de Juninho Paulista e Cia. Isso porque, na mesma semana do jogo de ida, a Football Federation Australia decidiu mudar o local da partida para Sydney, onde, segundo o regulamento da competição, seria o segundo jogo, já que o Sydney FC fez melhor campanha.

No entanto, foi marcado um show da banda The Police, dia 29, em Sydney, no mesmo estádio em que o clube manda seus jogos, o que poderia causar danos ao gramado para o jogo de volta, marcado para hoje, originalmente em Sydney. Com o show, o mando de campo inverteu, e o jogo hoje, o de volta, é em Brisbane, casa do Queensland Roar.

No Sydney FC, más notícias para o duelo. Lesionado no treino de quarta-feira, o brasileiro Juninho Paulista é desfalque certo (joelho). Mas, pelo menos nas estatísticas, o Sydney se dá melhor em campo sem ele: em sete partidas foram quatro vitórias, um empate e duas derrotas. Com Juninho Paulista em campo – 15 jogos –, o Sydney venceu apenas quatro partidas, empatou oito e foi derrotado três vezes. No entanto, pelo que produziu no jogo de ida, Juninho Paulista vai fazer uma tremenda falta para o Sydney.

Se por um lado o brasileiro não joga, do outro o zagueiro Mark Milligan é presença praticamente confirmada, pelo menos por ele. Num dos treinos com a seleção australiana, o jogador fraturou o nariz e ficou de fora do jogo contra o Catar, pelas Eliminatórias da Copa. Mesmo assim, Milligan se sente bem e quer jogo. No Queensland Roar, outro zagueiro, Craig Moore, que recentemente se despediu dos Socceroos, também deve jogar.

No domingo, pela Major Semifinal, o Central Coast, que, por ter acabado a temporada regular em primeiro lugar, garantiu vaga na Liga dos Campeões Asiáticos 2009, recebe o Newcastle Jets, do artilheiro Joel Griffiths. No jogo de ida, 2 a 0 para o Jets, com um show do jovem James Holland. Com apenas 19 anos, Holland deu o passe para o primeiro gol e no segundo tempo começou a jogada que terminou no pênalti sofrido por ele mesmo que originou o segundo gol.

Se mostrarem o futebol dos primeiros jogos, Newcastle Jets está garantido na Grand Final e o Sydney vai para a Preliminary Final com o Central Coast Mariners, de John Aloisi, que perdeu um pênalti na primeira partida com o Jets. É esperar para ver!

Auckland e Waitakere se revezam na NZFC

Foram precisas nove rodadas para que a emoção tomasse conta na Nova Zelândia. Sem muitas surpresas nas primeiras partidas, a NZFC começou a pegar fogo na 9ª rodada, quando o Waitakere fez 9 a 1 no Canterbury, time de pior campanha da liga – uma rodada antes o Wellington havia feito 8 a 0 no Manawatu, e a diferença entre o líder Auckland para o vice Waitakere era de dois pontos (26 a 24)

Mas a coisa esquentou mesmo na 10ª rodada, com o segundo encontro entre os favoritos Auckland e Waitakere – na primeira partida entre os dois, empate em 1 a 1. Jogando em casa, o Waitakere sabia que a partida era decisiva para dar moral à equipe não só para a seqüência da liga, mas sim para o importante duelo com o mesmo Auckland pela O-League, no dia 20.

Sabendo disso, o Waitakere fez 2 a 0, com gols de Paul Seaman e Totori, agora artilheiro com 9 gols, e pulou na frente. Mas a alegria durou pouco. Nas duas rodadas seguintes, o então líder viajou para enfrentar Manawatu e Otago. Resultado da viagem: derrota por 3 a 2 e empate em 1 a 1. Já o Auckland fez o contrário e jogou as rodadas 11 e 12 em casa: venceu Waikato e Wellington por 2 a 0 e retomou a dianteira.

Amanhã, dia 9, o Waitakere faz a última partida antes de viajar para o Taiti, onde enfrenta, no dia 15, o Manu Ura pela O-League – por causa disso, o jogo pela 14ª rodada foi antecipada para 13 de janeiro; vitória por 1 a 0 em cima do Wellington. Cinco dias depois, dia 20, Waitakere e Auckland se encontram.

A 13ª rodada tem início com Waitakere x Hawke’s Bay. No domingo, mais três jogos: Waikato x Manawatu, Wellington x Otago e o lanterna Canterbury recebe o líder Auckland.

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Equipe Trivela

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