Ásia/Oceania

Uma temporada para esquecer

O Oita Trinita continua em sua difícil luta para escapar do rebaixamento na J-League. Depois da derrota diante do líder Kashima Antlers (0-1), no último final de semana, o time viu aumentar ainda mais a sua distância para se salvar da degola. É o último colocado, com 10 pontos, a 13 pontos do Vissel Kobe, 15º colocado e primeiro time acima da zona de descenso.

Nesta temporada, nada está dando certo para a equipe, que está na divisão principal do futebol nipônico desde 2003. Além das 17 derrotas em 21 jogos na J-League, o time não conseguiu sequer passar da fase de grupos da J-League Cup, a copa da liga japonesa, competição da qual o Trinita foi campeão na temporada passada. Como acontece em qualquer lugar do mundo, depois de tantos maus resultados, o técnico Péricles Chamusca foi substituído pelo sérvio Ranko Popovic.

Para culminar, um dos maiores ídolos da história da própria J-League pendurou as chuteiras na partida que valeu o título da Copa Suruga. O Internacional venceu o Oita Trinita por 2 a 1 e aos 37 anos, Uéslei, cansado de lutar contra as lesões, abandonou o futebol.

Uéslei fez 10 gols em 44 jogos pelo Oita Trinita, em duas temporadas pelo clube. No total, foram nove anos atuando no Japão. Com 124 gols em 214 jogos, ele é o terceiro maior artilheiro da história da J-League, sendo o primeiro estrangeiro a ter superado a marca de 100 gols na história da J-League. Só para se ter uma ideia da marca, o recordista de gols na J-League é Masashi “Gon” Nakayama, um dos maiores ídolos do futebol japonês de todos os tempos, que marcou com 156 gols pelo Jubilo Iwata entre 1994 e 2008.

Boa parte da fama de Uéslei entre os japoneses vem da sua excelente passagem pelo Nagoya Grampus, entre 2000 e 2005. Foram 114 jogos e 81 gols, com direito à artilharia da competição em 2003, com 22 gols. Além disso, ele é o jogador com o maior número de “hat-tricks” na história da liga: em oito vezes, Uéslei marcou três gols em uma mesma partida.

Apesar da carreira com marcas individuais expressivas – o atacante é o quarto maior artilheiro da história do Bahia, clube que o revelou, com 140 gols em três passagens – o título mais importante da carreira de Uéslei foi justamente o último, a Nabisco Cup do ano passado, onde marcou um dos gols na final. Além da conquista no Japão, ele foi cinco vezes campeão baiano (quatro pelo Bahia e uma pelo Vitória), além de ter conquistado de uma Taça Rio, pelo Flamengo, em 96; e uma Copa Master da Conmebol, pelo São Paulo.

Sem Uéslei, o time que tem os brasileiros Fernandinho e Edmilson, tenta reverter o quadro muito difícil. A 13 rodadas do final da competição, o time sabe que uma reviravolta é complicada: o time, que venceu apenas três partidas em todo o campeonato, precisaria vencer pelo menos oito dos jogos restantes.

Como consolo para tentar salvar a temporada, resta a Copa do Imperador, a competição mais antiga do país, que este ano, começa a ser disputada em setembro. O Oita Trinita entra na segunda rodada, em outubro, recebendo o Yokogawa Musashino, da JFL, liga de desenvolvimento do futebol japonês – que fica, em uma escala, abaixo da J-League 2.

Poucos gols na rodada da J-League

A 21ª rodada da J-League foi de poucos gols: apenas nove em nove jogos. O empate em 0 a 0 entre JEF United Chiba e Kashiwa Reysol colocou os dois clubes em situação delicada na tabela – ambos na zona de rebaixamento (JEF United com 20 pontos, Kashiwa com 17) – e manteve um curioso tabu: os últimos cinco jogos entre as duas equipes terminou empatado. Se contarmos os nove últimos encontros, sete deles não tiveram vencedor.

No topo, com a vitória sobre o Oita Trinita, o líder Kashima Antlers e manteve oito pontos à frente do Kawasaki Frontale (47 a 39), que com dois gols de Juninho, bateu o Nagoya Grampus por 2 a 0. É a segunda vitória do Kawasaki sobre o Nagoya na temporada – e as duas equipes se enfrentam mês que vem, pelas quartas-de-finais da Liga dos Campeões da Ásia. Juninho é, agora, um dos artilheiros do campeonato, com 11 gols, ao lado de Naohiro Ishikawa, do FC Tokyo; Shinji Okazaki, do Shimizu S-Pulse; e de Leandro, do Gamba Osaka.

Ainda sonhando com o título da J-League, o Albirex Niigata empatou em 1 a 1 com o Shimizu S-Pulse, fora de casa, e ficou um pouco mais longe do Kawasaki Frontale. Manteve a terceira posição, mas soma 36 pontos. A briga pelas vagas para a Liga dos Campeões do ano que vem (os três primeiros colocados se classificam) é que está aberta: a diferença de pontos entre o Albirex Niigata, 3º; e o Kyoto Sanga, 10º colocado, é de apenas oito pontos, restando 13 rodadas.

Na J-League 2, a distância entre o Cerezo Osaka e o Vegalta Sendai diminuiu para dois pontos. O Cerezo Osaka, dirigido por Levir Culpi, empatou em 2 a 2 com o Yokohama FC, penúltimo colocado, e soma 68 pontos. O Vegalta Sendai, dos brasileiros Elizeu, Salles e Marcelo Soares, venceu o Tokushima Vortis, oitavo colocado, por 1 a 0, e pulou para 66 pontos, após o término do segundo dos três turnos (34 rodadas de um total de 51).

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Equipe Trivela

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