Ásia/Oceania

Um dos principais treinadores iraquianos faleceu de COVID-19 e, em cena surreal, o cortejo fúnebre interrompeu um jogo da liga local

Uma cena surreal ocorreu nesta semana, durante uma partida válida pelo Campeonato Iraquiano. Karim Salman, treinador do Al-Karkh, faleceu em decorrência da COVID-19. Ex-jogador da seleção iraquiana e presente nos Jogos Olímpicos de 1988, o veterano dirigiu importantes clubes do país e foi assistente da equipe nacional. Após testar positivo para a doença no fim de novembro, o técnico de 55 anos faleceu enquanto cumpria o isolamento em casa, em situação que se deteriorou rapidamente. E seu velório aconteceria em um dos principais estádios de Bagdá, o Ahmed Radhi – batizado em homenagem a uma lenda local, antigo companheiro de Salman, também vítima do coronavírus.

Durante a partida entre Al-Talaba e Al-Qasim, um grupo de amigos de Salman passou com o cortejo fúnebre ao lado do gramado. O treinador chegou a trabalhar recentemente no Al-Talaba, com vários jogadores indo às lágrimas diante da situação. Chama atenção, além de toda a emoção aflorada, a falta de cuidados sanitários e de proteção – especialmente diante do corpo de uma vítima da COVID-19. O Iraque é o 21° país com mais casos da doença, contabilizando mais de 560 mil infectados desde o início da pandemia e 12 mil mortos.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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