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Técnico vai a Bagdá assumir o Iraque, mas desiste e retorna no mesmo dia

O bósnio Dzemal Hadziabdic, conhecido como Jamal Haji, chegou ao aeroporto de Bagdá no sábado de manhã e foi recebido por oficiais da Federação de Futebol do Iraque (à esquerda na foto). Havia aceitado ser o novo técnico da seleção nacional. Tirou foto com torcedores antes de entrar no carro para finalizar os detalhes. Havia uma entrevista coletiva programada para o domingo, e à noite, o seu primeiro treinamento. Chegou a definir uma lista de 41 jogadores para essa atividade. Mas tudo foi por terra quando ele voltou atrás e exigiu deixar o país imediatamente.

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O porta-voz da federação iraquiana disse à agência AFP que não sabe o que aconteceu. Suspeita de algum problema de segurança porque pediu as imagens das câmaras do hotel de Jamal Haji para descobrir se alguém o abordou e também checou o chip do celular que o treinador usou depois da aterrissagem para checar se ele recebeu alguma ligação. “Mas não suspeitamos que houve ameaças”, afirmou. “Ficamos surpresos que Jamal Haji recusou o emprego e exigiu voltar ao país dele imediatamente. Tudo estava indo como planejado. Concordamos que o contrato seria oficialmente assinado no domingo e ele seria apresentado à imprensa”.

De acordo com a AFP, as especulações vão desde as altas temperaturas, às quais o profissional de 62 anos está até acostumado por ter passado boa parte da sua carreira na região do Golfo, à corrupção na hora de assinar o contrato. Mas só saberemos com certeza quando Haji, ex-jogador do Swansea e técnico da seleção do Catar, se pronunciar.

A federação iraquiana foi rápida para encontrar o substituto do bósnio e apresentou, já neste domingo, o ex-técnico da seleção olímpica Yahya Alwan. Ele comanda o treinamento que havia sido organizado pelo seu antecessor que nem chegou a assumir o cargo, com aqueles 41 jogadores locais, enquanto o resto do futebol do país tenta entender o que fez Haji pular de volta para o avião.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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