“Samurais Azuis” conta a história do futebol no Japão de forma inédita
Escrito por Tiago Bontempo e lançado pela Editora Corner, Samurais Azuis traz uma cronologia completa da trajetória do futebol no Japão, com contribuição notável do Brasil
O futebol japonês desperta um certo encanto por diferentes motivos. A liga local, a J-League, é bastante recente, de 1993, e teve Zico como um dos grandes nomes – primeiro como jogador, depois como técnico. Vários jogadores importantes do futebol brasileiro foram atuar por lá e ganharam destaque. Mas além disso, há outros motivos: a série Supercampeões, ou Captain Tsubasa, ficou muito conhecida e popular aqui. Isso sem falar dos muitos jogos de videogame da série Winning Eleven que traziam a J-League nas suas versões iniciais, naquele universo especialmente do Playstation 1, PS2 e PS3. Por tudo isso, saber mais sobre a história do futebol japonês é algo que vai interessar a muitos apaixonados. O livro Samurais Azuis, de Tiago Bontempo e publicado pela editora Corner, trará exatamente isso, com diversos ineditismos.
A própria Editora Corner conta um pouco mais sobre o livro:
Você sabia que no Japão o futebol já é tão popular quanto o beisebol entre as crianças? E que em 1998 a seleção japonesa, em sua primeira Copa do Mundo, só tinha atletas locais, enquanto hoje tem mais de 50 jogadores atuando na Europa? Em apenas 30 anos de profissionalismo, desde a criação da J.League em 1993, o futebol japonês teve uma evolução notável e continua sonhando alto: a meta principal é ganhar uma Copa do Mundo até 2050 (o que já conseguiram no feminino).
“Samurais Azuis” (o nome faz referência ao apelido da seleção japonesa, “Samurai Blue” no original), escrito por Tiago Bontempo e publicado pela editora Corner, é o primeiro livro em português sobre a história do futebol no Japão. A obra traz uma cronologia completa da trajetória do futebol no País do Sol Nascente, desde o kemari, jogo criado pelos próprios japoneses há mais de 1.300 anos que lembra uma “roda de embaixadinhas”, até a introdução do esporte moderno pelos britânicos (antes mesmo de Charles Miller fazer o mesmo no Brasil), por que o futebol permaneceu como um esporte secundário por tanto tempo, focado nos times universitários e de empresas, e como o futebol começou a ganhar popularidade (a partir dos anos 1980 graças um certo Captain Tsubasa e nos anos 1990 com a criação de uma liga profissional) até se tornar um dos principais esportes do país.
“É mais do que apenas fazer o Japão ficar bom no futebol. É uma revolução social”, disse o dirigente Saburo Kawabuchi, idealizador da J.League. De fato, o futebol passou a fazer parte da cultura esportiva japonesa.
Toda essa evolução teve uma contribuição notável do futebol brasileiro. Brasil e Japão estão literalmente um de cada lado do planeta, mas andam de mãos dadas no futebol. O livro conta como o futebol brasileiro serviu de inspiração para que o esporte crescesse no Japão e moldou o estilo de jogo japonês que trocou a velocidade e correria pela técnica e toque de bola, desde a influência da Seleção de 1970 (primeira Copa do Mundo transmitida no Japão), dos primeiros jogadores nikkeis (descendentes de japoneses), de não descendentes que “viraram japoneses” como Ruy Ramos e Wagner Lopes, até os craques consagrados que foram para lá servir de exemplo no início da era profissional como Zico, Dunga e César Sampaio, entre outros.
O livro tem prefácio de Ubiratan Leal, jornalista da ESPN, e posfácio de César Sampaio, um dos poucos brasileiros a disputar uma Copa do Mundo enquanto jogador de um time japonês, o Yokohama Flügels. A capa é do quadrinista Max Andrade. O autor, Tiago Bontempo, é jornalista, cobre o futebol japonês desde 2010 e desde 2011 escreve no GE na página “Futebol no Japão”.
O livro tem 500 páginas e será vendido no site da editora Corner por R$ 75. O evento de lançamento será no dia 12 de novembro (sábado), no pavilhão japonês do Parque Ibirapuera, em São Paulo, das 11h às 16h. Quem comprar o livro vai concorrer ao sorteio de uma camisa da seleção japonesa no final do evento.
A entrada no Pavilhão Japonês é cobrada (R$ 15 a inteira e R$ 7 a meia), mas as 50 primeiras pessoas que chegarem e tiverem o nome na lista de presença terão entrada gratuita.




