Kazu Miura é um jogador de muitos recordes e seguirá sendo. Aos 53 anos, prestes a completar 54 no dia 26 de fevereiro, o atacante renovou o seu contrato com o Yokohama FC por mais uma temporada. A renovação traz um grande simbolismo, mais do que efetivamente um reforço técnico, já que o atacante pouco entra em campo pelo clube, embora continue, sim, jogando. Na temporada 2020, entrou em campo em seis dos 37 jogos da equipe.

“Na última temporada, eu sentia a alegria de jogar futebol em um momento que o mundo estava enfrentando uma situação difícil por causa do novo coronavírus”, disse Kazu, em um comunicado. “Pessoalmente, não foi uma temporada satisfatória, mas minha ambição e entusiasmo em relação ao futebol está aumentando. Eu irei trabalhar duro todos os dias, com objetivo de contribuir para as vitórias do time nesta temporada ao jogar o máximo de jogos possíveis”.

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Kazuyoshi Miura esteve em campo em quatro partidas da J1 e outras duas pela Copa da Liga Japonesa. Não marcou nenhum gol, nem fez assistências. Ele entra em campo em jogos mais fracos, na maioria das vezes com poucos minutos em campo.

Foram 185 minutos em campo em 2020, uma média de cerca de 30 minutos em campo por partida. Na maior parte dos jogos, sequer é relacionado. Sua presença no Yokohama tem muito mais um caráter simbólico de um jogador que é histórico no futebol japonês e tem uma trajetória admirável.

O papel de Kazu no Yokohama é quase de ser um símbolo de uniforme, chuteira e que eventualmente – e cada vez mais eventualmente – entra em campo. O atacante diz que quer jogar até os 60 anos. É possível, se for da forma como tem sido. A J1 aproveitou a presença de Kazu para fins de marketing e assim que tem que ser mesmo. Ele é um grande nome e que precisa ser valorizado. Uma história viva dentro do jogo.

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