Quer ser técnico na China? A federação está aceitando currículos para a seleção
O futebol chinês anda em alta no noticiário brasileiro, diante da debandada de jogadores aos clubes do país. Só que a seleção local não desfruta deste sucesso. Nesta semana, a federação chinesa resolveu demitir o técnico Alain Perrin da seleção, diante dos maus resultados nas Eliminatórias para a Copa de 2018. E recorreu a um método um tanto quanto curioso para buscar o seu substituto. A entidade abriu espaço em seu site para que os interessados enviem currículos. Isso mesmo: caminho aberto para trabalhar em um dos mercados boleiros que mais jorram dinheiro na atualidade.
Logicamente, os chineses fazem as suas exigências. Os candidatos precisam ter experiências relevantes como treinador e habilidade na comunicação – com ao menos uma noção sobre a principal língua local, o mandarim. Também se pede que os interessados conheçam o futebol asiático com profundidade. Nem todo bom jogador de Football Manager passa nestes pré-requisitos, para a própria infelicidade. Os currículos serão recebidos até 29 de janeiro.
E a zoeira não demorou a tomar o anúncio da China. Nas redes sociais, vários “candidatos” começaram a falar de suas próprias virtudes. Só não podem esperar muita moleza no serviço, considerando a pressão pela evolução do futebol chinês e por bons resultados de sua seleção – até pelo intuito de sediar uma Copa do Mundo em breve. Terceira em seu grupo das Eliminatórias, a seleção chinesa precisa de uma combinação de resultados para avançar à próxima fase. E, sem dinheiro que salve contratando craques, o buraco é bem mais embaixo. Mas se algum técnico quiser buscar um caminho um pouco mais curto à fortuna pessoal, não custa se arriscar.



