Ásia/Oceania

Quem?

Mal começou mais uma edição da J-League e dois brasileiros já despontam na artilharia: Davi, do Nagoya Grampus, e Gilsinho, do Jubilo Iwata. Desde 2003 a J1 só teve goleadores tupiniquins. Mesmo assim muitos questionam que os estrangeiros que fazem sucesso são medianos e pouco carismáticos.

Um dos motivos que levaram a queda de interesse na competição (em comparação com os primeiros anos do profissionalismo) é a falta dos nomes mais midiáticos que desfilavam nos primórdios do certame profissional.

É uma observação que procede e o motivo do sumiço de futebolistas de renome foi a crise que abateu os clubes nipônicos no final dos anos 90 e obrigou cortes até mesmo no orçamento da Federação. Mas é inegável que o Japão se reestruturou principalmente depois da Copa do Mundo de 2002. Hoje, clubes como Urawa Red Diamonds e Kashima Antlers figuram facilmente em qualquer lista dos mais ricos da Ásia.

É evidente que Zico, Leonardo, Jorginho, Careca, Ramón Diaz, Rummenige e Stojkovic formaram ao lado de outros astros um movimento que deu impulso inicial a liga e transformando o desporto-rei num sucesso absoluto na terra do sol nascente entre 93 e 97.

A participação do país nas últimas três Copas e os títulos continentais de Urawa Reds e Gamba Osaka nos últimos dois anos provam que “aquele movimento” já fez a parte dele. O futebol japonês não precisa mais receber vedetes endinheiradas em final de carreira. Isso só seria bom comercialmente, mas no âmbito competitivo não agregaria muito aos clubes.

Não é possível imaginar que um Christian Vieri ou um Marcelo Salas, por mais poupados que fossem, chegariam pelo menos com 80% de condições físicas numa final de LC Asiática depois de quase 10 meses estafantes de treinos, viagens e jogos.

Conclusão: é melhor apostar menos dinheiro num jovem brasileiro ambicioso e carregado de potencial. O grau de competitividade em território asiático cresceu muito nesta década e os clubes tem estabilidade financeira. Ninguém quer arriscar projetos faraônicos, pois todos aprenderam com as pancadas econômicas que sofreram há cerca de 10 anos… 

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Equipe Trivela

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