Ásia/Oceania

Por agressão covarde, atacante é banido do futebol. É justo?

Durante o final de semana, o atacante Pieter Rumaropen ganhou notoriedade no futebol internacional. O camisa 10 do Parsiwa Wamena, no entanto, não ficou famoso por um belo lance, e sim por pura covardia. Em partida válida pelo Campeonato Indonésio, o jogador se revoltou com a expulsão de um companheiro e acertou um soco no árbitro pelas costas. Ensanguentada, a vítima precisou ser hospitalizada e levar quatro pontos no rosto.

Uma atitude que não foi perdoada pela federação indonésia (PSSI). Em comunicado emitido nesta quarta-feira, a entidade decidiu punir Rumaropen pelo resto da vida. O atacante não poderá mais atuar profissionalmente no país. “Foi um ato terrível, que não pode ser tolerado. Ele manchou a imagem do futebol da Indonésia. Espero que esta pena repare isso”, declarou Hinca Panjaitan, chefe do comitê disciplinar da entidade.

A agressão de Rumaropen, obviamente, deveria ser punida pela federação e é passível até mesmo de processo do árbitro contra o atleta. De qualquer forma, expulsar o atacante sumariamente do futebol desta maneira parece tão precipitado quanto o ato de fúria. Pagar pelos segundos de erro é justo, mas provavelmente não pelo resto da vida.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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